sábado, 8 de abril de 2006

Os Marques

Esta família tradicional mineira já nasceu com a língua pegando fogo e com o cérebro em estado de comichão!
Culpa da mistura implacável dos elementos fogo e ar (falando de astrologia, é claro!) , que faz com que a mente trabalhe muito rápido. A língua não resiste, ricocheteia, e lá se vai!
Tal qual uma Ferrarri, que vai de 0 a 100 em 10 segundos, nós, que temos este sangue que ferve integralmente, agimos assim!
Quando nos damos conta, lá se foi uma pérola, um xingamento, um praguejamento, uma tirada de sarro, uma gracinha, um comentário que muitas vezes substitui anos de terapia! Criativa, original, engraçada, mas principalmente muito, mas muito ferina mesmo!
Quem cair nas malhas dos Marques está danado!
Somos assim! Uma mistura de portugueses com verve moura originários de Vizcaya , o que há de mais puro do espírito ibérico, com fortes reminiscências além-mediterrâneo, que ecoa do alto das mesquitas!
Impulsividade é o nosso nome!
Quando penso no lado português da minha família (tenho um lado italiano, também!), vêm-me à cabeça emoções fortes, sensações ímpares. Nada é "neutro" entre os Marques. Entramos de cabeça em tudo, principalmente nas emoções e nos dramas...
Benvindos a uma pequena amostra do poder do nosso sangue! Se estamos escrevendo aqui neste momento, é por culpa da veia literária do nosso querido avô, cujo gosto pela leitura e escrita passou para todas as gerações. Mas escrevo apenas para deixar minhas impressões, sem a pretensão de me considerar uma "escritora", quem me dera!
Sirvam-se-se à vontade do fogo e do ar!

Um comentário:

Elaine disse...

Lê, muito grata por destruir toda a imagem santa que tentamos passar ao longo desses anos. ;-)

Brincadeirinha.

No entanto, é isso mesmo. Ninguém escapa ileso dessa família. De um lado, temos poetas e escritores, músicos e musicistas. Hoje fiquei sabendo que minha prima de segunda grau, Marise, é artista da Grobu. Tá na Belíssima, acreditem. É a empregada doméstica de um judeu lá. É... vou ter que assistir a novela, pelo menos em um capítulo, pra achar a Marise.

No mais... Que bom que vamos escrever a 4 mãos e 4 pés! Êba!!