domingo, 13 de agosto de 2006

Diante da evolução desse último mês....

... gostaria de prestar uma pequena homenagem àquele meu grande amigo que me fez ser a mulher-advogada-amiga que sou hoje. Devo muito a você, meu querido "padim".

"Ainda acredito nas pessoas. Gosto de conhecer gente que penso ser diferente. Desafio-me a compreender o que me parece diferente. O que foge à minha lógica. Também, inspirar nos diferentes o recíproco desejo de me conhecer, ainda que não me sinta diferente. Explorar os caminhos do outro, sejam eles quais forem, desde que honestamente colocados os recíprocos propósitos".

(trecho de um dos e-mail's, em 12/11/2001).

Foi aí que ele conseguiu me convencer. Conquistou minha lealdade e meu enorme apreço e carinho.

E ao meu outro doce-recém-amigo, faltam palavras para lhe agradecer o tanto que você é um ser querido e especial. Mesmo diante do barquinho ou do pisca-brilha-flutua ou de qualquer coisa que faça você se sentir diferente, isso tudo lhe faz ser mais especial ainda... Viu?

Pai

Como não poderia deixar de ser, assim como postei no dia das Mães, devo traçar algumas linhas para o dia dos Pais.

(Que pena, não arranjei nenhum textinho bonitinho...)

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Obrigada por ter-me concebido com amor, mesmo sabendo que vocês, até hoje, não se lembram como isso aconteceu.

Obrigada por ter levado mamãe e eu até a maternidade e termos chegados em segurança e inteiras (quase).

Obrigada por acalentar-me nos seus braços e me sufocar nas mantas.

Obrigada por não ter-me jogado fora com a água do banho.

Obrigada por ter apanhado no chão, dezenas de vezes, minha colher e tigela.

Obrigada por ter conversado comigo em minha língua nativa, fala de bebê, até que me tornei bilíngüe e aprendi a falar adulto.

Obrigada por ter dito "Papai... Papai... Papai..." um trilhão de vezes, até que compreendi que você estava dizendo seu nome.

Obrigada por ter colocado o cinto do seu roupão debaixo do meu braço para que eu pudesse aprender a andar.

Obrigada por ter me ensinado que as formigas não eram pra ser comidas e sim, pisadas (apesar de gostar de pisar e depois comê-las, urgh).

Obrigada por ter marcado no umbral da porta cada centímetro que eu crescia.

Obrigada por conservar a cabeça fria durante meus terríveis dois anos, meus totalmente exaustivos três, meus apavorantes quatro, e...

Obrigada pela espinafração, quando comi metade do pote de ovinhos de chocolate nas Lojas Bakana, sem querer.

Obrigada por ter segurado minha mão até eu dormir, mesmo contando a historinha trágica da formiguinha.

Obrigada pelas moedinhas que me dava quando penteava os inusitados fios de cabelo da sua careca.

Obrigada pelo sermão quando tomei recuperação no segundo ano.

Obrigada por ter respondido sempre à minha pergunta:
- "Já chegamos? "

Obrigada por segurar o assento de minha bicicleta e correr seis quarteirões ao meu lado, no dia em que tirou as rodinha de treinamento.

Obrigada por ter pago todas as mensalidades da minha faculdade, comprado meus códigos e livros e algumas de minhas contas.

Obrigada por ter repetido o conselho mil vezes.

Obrigada por ter me dito: "Um dia, você vai me agradecer por isto."

Obrigada por tudo, pai.

(texto desconhecido, onde adaptei à minha realidade).

Depois de um longo e tenebroso inverno...

... voltei.

Pôxa, fiquei sem escrever por um tempo razoável. Não tenho qualquer desculpa clássica, muito menos foi falta de tempo. Eu realmente não estava a fim de escrever. Ou melhor: não tive qualquer lampejo de inspiração neste último mês e duas semanas, mesmo diante de tanta novidade.

Muita coisa aconteceu. Claro, vive acontecendo, né? Especialmente nesse ano de 2006, onde cada dia dele sempre surge algo inusitado, diferente, desafiador, estimulante, preguiçoso e por aí vai. Nenhum dia está sendo igual ao outro e isso dá uma sensação boa de estar viva, de estar alerta, de estar crescendo. Há uma interessante definição quanto ao tempo: é o lugar onde podemos evoluir. Porém, como a Ressonância Schumann está alterada, não sobra muito campo evolutivo para as 24 horas diárias. Ou adaptar-se à nova freqüência de 13 H/s...

Então, posso dizer que evolui muito durante esse tempo. Tenho, sim, muitas novidades, porém a maioria delas é "indescrevível" aqui. Óbvio que, quando puder ser publicado, as fresquinhas serão anunciadas.

Enquanto isso, continuo filosofando a respeito das razões existenciais dos homens e mulheres na faixa dos 32 anos, que tanto me perturba e instiga...

... e à espera de excelentes notícias.