Antes de começar a big bang novela "Os fatos", preciso dizer que o projeto abaixo mencionado pela Ilma. Dra. Elaine será uó do borogodó de rodinha dupla do campo de "eventos bombantes da área jurídico-musical!" .Vai arrasar, meu! Mas vou deixar que ela conte a surprise! Depois eu chocho minhas sugestões!
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Os fatos. Tá, vamos a eles. Considere uma história real, acontecida há séculos atrás, num lugar onde a lei era a do mais forte (dãããããã).
O dono do castelo era um homem que impunha a força bruta para manter a paz e livrar seus vassalos e agregados de ataques inimigos. Absolutamente normal para a época, aliás, esperava-se isso dele. Por vezes, usava os próprios vassalos de isca ou os apagava do feudo, conforme a conveniência da situação. Gostava de alianças, de politicagem, era corrupto, por vezes cruel e sádico. Mas era um amante da arte, da música, das trovas, das escritas proibidas pelo pontificium, apreciava a natureza o trote dos cavalos e tratava seus cães como gente... Tinha como característica a personalidade intensa e afogueada, era charmoso e mandava bem na alcova (!).
Sua segunda esposa era intrigantemente parecida com ele. A primeira esposa havia morrido no parto, deixando um lindo menino com os olhos perturbadores do pai. A nova dona do castelo tinha muitos segredos e era uma mulher diversa à figura que apresentava na corte. Silenciosa, esguia, pálida, submissa, mas que guardava um turbilhão dentro de si. Ora, nada fora do comum para a época também... Os dois tinham um relacionamento profundo e apaixonado, isto sim é fora dos padrões! Para ela, seu esposo era uma espécie de deus. Quantas negligências em nome dessa devoção...A mulher por vezes via a crueldade do marido para com seus protegidos e nada fazia para detê-lo. Quando seu espírito clamava piedade e intercessão para com as pobres pessoas, lá vinha seu medo de enfrentá-lo. Aí, escondia-se no alto da torre para os bordados e para a harpa.
Mas se ela tivesse tido aulas de educação musical com a Alessandra, a mulher do castelo teria aprendido que o som da harpa possui volume baixo demais para abafar os gritos que vinham de fora. Com o passar dos anos, ela modificou-se. Porém, não pensem vocês que ela é a bondade em pessoa, não. De vez em quando, ela agia à sombra e à revelia do marido. Mas quando o objetivo era interessante, ela conseguia ser mais cruel do que ele, especialmente com os estrangeiros. O que ela não admitia era a mão de ferro do suserano sobre o povo do feudo.
Pois bem... um certo dia, o senhor do castelo, com a anuência do clero local, resolveu fritar uns aldeões e uns outros poderosos, por motivos de disputa de poder, riqueza e vingança, nada de especial ou diferente dos dias de hoje, inclusive. Só que no meio do churrasco, estavam uns parentes da mulher... Aí ferrou. Ela ficou tão transtornada e raivosa que resolveu se vingar adivinha em quem?? Errou. Foi no filhinho lindo dele... Num impulso insano, ela esfaqueou o pobrezinho... Quando se deu conta do que havia feito, arrependeu-se na hora, chorou feito uma louca, corria com o corpinho desfalecido pelos corredores do castelo. O homem quando viu aquilo, ficou cego de ódio. Sem dó, mutilou os dedos sua mulher aos pouquinhos... Depois seu braço direito. Incendiou os corredores que levavam ao seu quarto só para ouvi-la gritar! Na sua cabeça transtornada, e do lado de fora do castelo, ele pensava no tipo de morte que o amor de sua vida iria preferir: atiraria-se às chamas ou pularia da torre??
Ela pulou da torre, de costas. Era um trapo sujo no chão daquele lugar tão lindo... Ele a enterrou num choro amargo e compulsivo. Alguns poucos anos depois, o dono do castelo foi assassinado, até hoje não se sabe por quem.
É o efeito dominó das tragédias. Começa uma, várias dela se originam. De uma forma surpreendente, esse fato secular rompe pelo tempo e desemboca aqui, agora. Não entendeu? Tudo bem, não era pra entender mesmo. Quem são os culpados? Há recuperação para eles? Mereceriam alguma espécie de perdão? Quem é o pior? O dono ou a dona? Aguardem, vem mais coisa.
Dãããããããããããããã.
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Os fatos. Tá, vamos a eles. Considere uma história real, acontecida há séculos atrás, num lugar onde a lei era a do mais forte (dãããããã).
O dono do castelo era um homem que impunha a força bruta para manter a paz e livrar seus vassalos e agregados de ataques inimigos. Absolutamente normal para a época, aliás, esperava-se isso dele. Por vezes, usava os próprios vassalos de isca ou os apagava do feudo, conforme a conveniência da situação. Gostava de alianças, de politicagem, era corrupto, por vezes cruel e sádico. Mas era um amante da arte, da música, das trovas, das escritas proibidas pelo pontificium, apreciava a natureza o trote dos cavalos e tratava seus cães como gente... Tinha como característica a personalidade intensa e afogueada, era charmoso e mandava bem na alcova (!).
Sua segunda esposa era intrigantemente parecida com ele. A primeira esposa havia morrido no parto, deixando um lindo menino com os olhos perturbadores do pai. A nova dona do castelo tinha muitos segredos e era uma mulher diversa à figura que apresentava na corte. Silenciosa, esguia, pálida, submissa, mas que guardava um turbilhão dentro de si. Ora, nada fora do comum para a época também... Os dois tinham um relacionamento profundo e apaixonado, isto sim é fora dos padrões! Para ela, seu esposo era uma espécie de deus. Quantas negligências em nome dessa devoção...A mulher por vezes via a crueldade do marido para com seus protegidos e nada fazia para detê-lo. Quando seu espírito clamava piedade e intercessão para com as pobres pessoas, lá vinha seu medo de enfrentá-lo. Aí, escondia-se no alto da torre para os bordados e para a harpa.
Mas se ela tivesse tido aulas de educação musical com a Alessandra, a mulher do castelo teria aprendido que o som da harpa possui volume baixo demais para abafar os gritos que vinham de fora. Com o passar dos anos, ela modificou-se. Porém, não pensem vocês que ela é a bondade em pessoa, não. De vez em quando, ela agia à sombra e à revelia do marido. Mas quando o objetivo era interessante, ela conseguia ser mais cruel do que ele, especialmente com os estrangeiros. O que ela não admitia era a mão de ferro do suserano sobre o povo do feudo.
Pois bem... um certo dia, o senhor do castelo, com a anuência do clero local, resolveu fritar uns aldeões e uns outros poderosos, por motivos de disputa de poder, riqueza e vingança, nada de especial ou diferente dos dias de hoje, inclusive. Só que no meio do churrasco, estavam uns parentes da mulher... Aí ferrou. Ela ficou tão transtornada e raivosa que resolveu se vingar adivinha em quem?? Errou. Foi no filhinho lindo dele... Num impulso insano, ela esfaqueou o pobrezinho... Quando se deu conta do que havia feito, arrependeu-se na hora, chorou feito uma louca, corria com o corpinho desfalecido pelos corredores do castelo. O homem quando viu aquilo, ficou cego de ódio. Sem dó, mutilou os dedos sua mulher aos pouquinhos... Depois seu braço direito. Incendiou os corredores que levavam ao seu quarto só para ouvi-la gritar! Na sua cabeça transtornada, e do lado de fora do castelo, ele pensava no tipo de morte que o amor de sua vida iria preferir: atiraria-se às chamas ou pularia da torre??
Ela pulou da torre, de costas. Era um trapo sujo no chão daquele lugar tão lindo... Ele a enterrou num choro amargo e compulsivo. Alguns poucos anos depois, o dono do castelo foi assassinado, até hoje não se sabe por quem.
É o efeito dominó das tragédias. Começa uma, várias dela se originam. De uma forma surpreendente, esse fato secular rompe pelo tempo e desemboca aqui, agora. Não entendeu? Tudo bem, não era pra entender mesmo. Quem são os culpados? Há recuperação para eles? Mereceriam alguma espécie de perdão? Quem é o pior? O dono ou a dona? Aguardem, vem mais coisa.
Dãããããããããããããã.



