segunda-feira, 10 de abril de 2006

Profissão errada? - parte 2

Nesses últimos meses, desde agosto do ano passado (mais precisamente), tenho sido a animadora e conselheira jurídica de amigas e primas em processo de separação, seja de casamento, namoro, união estável, etc.

(Pra quem não sabe o que é união estável, a definição popular é juntar os trapinhos).

Como ouvi e ainda ouço tanta coisa - principalmente em razão de atuar na área do Direito de Família - vire e mexe eu acho que dou jeito também pra psicóloga. Na verdade, estou criando uma profissão nova: psicolawyer (assim fica mais chique).

O dia mais marcante foi quando eu disse pra minha cliente minha que o ex-marido dela era gay. Primeiro, ela me contou do primeiro ex, de quem cobramos a pensão do filho. Quanto ao segundo, tudo o que ela me falou - eles têm uma filha - não fazia sentido diversas atitudes que o cara mantinha e mantém depois do término do relacionamento.

Falei assim: "ele é gay". Dias depois: "Elaine, confirmou. Você não imagina o alívio que estou sentindo com isso, muito obrigada!"

Não sei se deu pra entender o que estou querendo dizer, mas também tenho feeling de psicóloga. Ou cartomante.

Afinal, por quê fui fazer Direito?? Aguardem.

PS.: a denominação "animadora" fica por conta do fato de ter me tornado dama-de-companhia de uma amiga recém-separada. Ela me arrasta pra tudo quanto é canto da cidade. ;-)

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