Desde pequena, sempre fui fascinada por tudo que era tecnologia. Adorava tudo o que tinha botão pra apertar, barulho pra fazer, choques pra levar. Tudo quanto era novidade em eletrodoméstico ou eletrônico era comigo mesmo: primeiro ligava e fuçava pra depois ler o manual - mesmo assim, só pra tirar dúvidas.
Meu primeiro contato com um computador foi na extinta e falida Mesbla (ah... isso é um post à parte, porque era nosso lazer de fim de semana, nos idos dos anos 80, para o tédio e raiva do meu pai e a delícia da minha mãe).
Lembram-se daqueles computadores de tela verde, pequenos, com monitores de 12 polegadas... Nem tinham sistema operacional de mané Windows, era tudo no DOS... Fabricados pela IBM, que eu me lembre. Eu e meu irmão fugíamos da companhia paterna pra ficar ali, em frente a um deles, só pra escrever nossos nomes e apertar a tecla enter e aparecer: error ou failed. Ou jogar Pong, um dos únicos jogos disponíveis na época.
No entanto, aqui em casa as inovações tecnológicas sempre chegaram depois que estavam há anos no mercado. Meu sonho de infância era ter um ATARI pra jogar Pac-Man, Enduro, River Raid, Asteroids e Space Invaders.... mas ganhei um Merlin e o Cubo Mágico (e quem completou foi minha irmã) , além das bonecas, é claro.
Em função disso, eu baixava na casa de um amigo meu onde era exatamente o contrário: foi lá que eu conheci o que era um som com CD Player, vídeocassete, walkman (juro!), microondas, as versões do Word - 2.1 (isso é que dinossauro!), 3.1 e 4.1 (os trabalhos de faculdade eram feitos onde?, ehehehe), bem como foi lá que acessei pela primeira vez a internet, com aquele som característico do modem sendo conectado. É mole?
(As outras versões do Word eu as conheci fazendo estágio e, depois, com meu próprio pc).
Quem acompanha meu blog, sabe que em um dos primeiros posts que publiquei escrevi que eu sou uma viciada confessa por computador e, mais especificadamente, pela internet. E todo mundo sabe que não se deve comer em cima de aparelhos eletroeletrônicos.
Bom. Fiz todo um intróito pra contar uma coisa praticamente diversa do meu afã por tecnologia (menos, Elaine, num é taanto assim)... É que meu pai, por ser um engenheiro eletro-mecânico, sempre nos educou para fazer diuturnamente a manutenção de equipamentos. Sempre fui diligente e cuidadosa, mas como é de conhecimento geral da Nação, eu não desgrudo (exagerada! também não é assim, né?) da frente do monitor.
Para quem trabalha em frente ao computador o dia inteiro, confesse: você nunca alimentou seu teclado com migalhas de pão, biscoitos, água e afins, pizza, pão de queijo e barra de chocolate?
Eis que estava eu, aqui, sentada, tomando um chocolate quente gostoso que tinha acabado de preparar, já que combinava com o frio que ainda faz em Belo Horizonte. Tocou o telefone e era minha amiga Flávia - pra quem dei suporte técnico de instalação de programas o dia inteiro (outra profissão a seguir, eu dou jeito pra coisa. Se num der certo no Direito, vai o Esquerdo). Atendi e fui colocar a xícara em cima da mesa do pc, lotada de papéis do meu trabalho... De repente, por tê-la colocado em cima desses papéis, não vi que a dita mesa estava mais ao fundo e... a xícara cai e faz escorrer seu precioso líquido e muito quente... em mim, na torre, no armário, no chão... e no fatídico teclado.
Resultado: tudo tá funcionando. Mesmo limpo, o teclado ainda está cheirando a chocolate, mas a barra de espaço ligeiramente quebrou ao tentar recolocá-lo no lugar. Quanto à torre, eu ainda não a abri pra saber o que caiu lá dentro, já que a disqueteira ficou grudada...
Moral da história: eu devo escutar mais meu pai. Porém, como diria um amigo meu, agora eu vou poder escrever palavras mais doces!
Será?
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2 comentários:
Acidentes acontecem, e olha que vc nem é loira...
Da próxima vez, derrube vinho! Acho que daí a sua escrita vai viajar legaaaaaaaaal!
Biologicamente, nasci ruiva...
Boa idéia! Vou trocar todas as letras, vai virar sopa de letrinhas!!
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