Uma grande (e econômica) dica é a seguinte:
Escreva durante algum tempo várias e várias páginas de memórias, profundamente detalhadas, numa linguagem crua, real, sem rodeios, sincera e ENTERRE.
Depois de alguns anos, mais de 10, de preferência, DESENTERRE e leia com atenção....
As reações são diversas: espanto, riso, susto, mico e um grande e sonoro PUTZ!!!
Mas o mais importante é que essas memórias levam a gente a pensar... pensar demais... como se fossem mesmo um "qualé" na nossa vida. Inevitável e sintomático usá-las como ponte e fazer comparações.
"Ah... olha só.. isso aconteceu por causa daquilo que nem me lembrava mais" Ou então, "Nossa... eu era assim naquela época?" Vejam os pensamentos, as autocríticas, ou pior, a imensa falta delas. O que tiramos disso tudo? O aprendizado. Não precisa de terapia quanto se tem nas mãos esse tipo de material... ele, e o simancol que ele provoca, já dizem tudo!
Não, eu não enterrei nenhuma memória. Elas ficaram bem guardadinhas em algum armário do Bairro Gutierrez, em Belo Horizonte... Na verdade, essas memórias são o resultado de 7 anos de trocas de correspondências entre eu e minha querida prima Elaine. Entre 89 e 96. Troca de cartinhas é pouco! Verdadeiros tratados da loucura psicótica marquesiana, algumas cartas chegaram a ter mais de 100 páginas! Teve uma que levei mais de uma ano escrevendo!
Olha só a riqueza desse material... Em agosto desse ano resolvemos fazer a prova dos nove e trocar as cartas. Ai, que choque desenterrar fantasmas in loco!
Porém, melhor que qualquer terapia! Basta ter o coração aberto para aceitar o autoconhecimento! E encarar a sujeita que eu era há mais de uma década!
PS: Ah.. outra coisa.... Eu escrevia muito melhor há 12 anos atrás do que agora....
Alessandra
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
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2 comentários:
Também reli as cartas que escrevi e que ficaram guardadas por anos a fio na Rua Congo em Jundiaí.
Sim, evolui. Inclusive na redação.
Ufa!
Ainda bem que você evoluiu na redação...
A minha de hoje em dia... uma catástrofe!
Mas uma coisa eu digo.. também evoluí em muitas partes, porém, em compensação, em outras...aiai, melhor nem falar!
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