quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Não basta ser prima, tem que participar

Ok, querida Lê, levei um dia inteiro pra pensar no que escrever a respeito desse assunto tão intrigante: "Não basta ser bom, tem que ser ruim".

A frase também poderia soar assim: "Não basta ser ruim, tem que ser bom".

Ou também: "Não basta ser perfeito, tem que ter algum defeito".

Se nos contentássemos em uma vida mar-de-rosas, o que de interessante iríamos fazer? Tocar harpas?

Por isso, vêm à mente inúmeras questões: o que seria do pão sem a manteiga? Do sol sem a lua? Da luz se não fosse a sombra? Do batom sem a boca? Do stress se não fosse o trânsito? Da depilação se não fosse o biquíni? Dos amores impossíveis se não fosse a macumba?

Na verdade, não existe o perfeito, e sim, o imperfeito. Isso é o que nos chama a atenção para sermos "melhores", mas esse "melhor" só servepara nos encaixarmos nas regras de uma sociedade que, por sinal, é extremamente imperfeita. O que seria perfeito, então?

Vamos ser gauche na vida, oras.

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Por falar em atender aos padrões socialmente aceitáveis (coisa ridícula, eu acho), tenho um amigo que está divididinho: ele ama uma imperfeita dentro dos padrões sociais, deseja uma moderninha (totalmente demo) e conheceu uma que atende ao que lhe foi ensinado na infância, ou seja, aparentemente é uma mulher séria e casadoira, apenas com um probleminha: quer virar santa.

Sugestão: procure outras e irá ver que somente o endereço e o nome mudam.

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Tô querendo mudar de profissão. Cansei, cansei, cansei!!

Já foi bom, agora tá ruim. E esse ruim tá pesando mais que o bom. Foda.

Um comentário:

Alessandra disse...

Sim, a gente não seria nada numa vida de rosas, mas eu ficaria aboslutamente FELIZ em viver tocando harpa!!!!
Primeiro, pq é um dos meus sonhos, segundo pq é um intrumento difícílimo, creio que o mais complicado de todos, tédio zerado benhê. E quem toca harpa de concerto, tem que viver mesmo só pra fazer isso da vida!
Eita, eu quero minha harpa!