sexta-feira, 18 de abril de 2008

A raiz x A superfície

Retirado do site "Clínica da Oração" (é sempre bom refletir de vez em quando).


Prosperidade


“O Todo Poderoso” é uma comédia onde um repórter, Bruce Nolan, interpretado por Jim Carrey, fica furioso com Deus e o amaldiçoa por ser uma pessoa mal sucedida na carreira e nas finanças. Concedendo-lhe todos os seus poderes, Deus o desafia a assumir a sua posição e ver se ele consegue fazer melhor, enquanto o Senhor tira umas merecidas férias.O repórter atende todos os pedidos, dizendo “sim” a todos eles. O caos se instala e o homem, no meio da confusão e do desespero, pergunta a Deus o que teria saído errado, uma vez que ele estava apenas respondendo sim a todas as preces. Deus então respondeu que o homem não sabe do que realmente precisa e por isso algumas de suas preces não podem ser atendidas; caso fossem, trariam mais prejuízo do que ajuda.

Certa vez uma senhora reclamava que alguma coisa estava errada com seu filho mais velho. Certa vez, desesperado, recorreu a ela por causa de uma dívida imensa. A mãe então, pegou suas economias e as entregou para o filho a fim de que saudasse suas dívidas. Alguns meses depois, havia contraído novas dívidas, a mãe então o socorreu da mesma forma, e assim várias vezes. Aquilo parecia não ter fim. Eu lhe pedi que não o ajudasse mais e que o deixasse ser preso, se assim fosse preciso.

As pessoas que se acham caridosas podem ficar escandalizadas com esse conselho, mas aquela mulher enxergava apenas a superfície do problema e não conseguia ver profundamente e penetrar na verdadeira causa da irresponsabilidade do filho. Não era aquele tipo de ajuda que estava dando que iria salvá-lo, pelo contrário. Isso iria destruí-lo sempre mais. Havia alguma coisa dentro daquele filho que tinha que ser mudado.Essa lição serve para qualquer situação.

Se nossa vida material ou emocional não é próspera, a culpa pode não estar nas situações econômicas. A situação econômica de um país pode estar muito boa, mas se dentro de nós não houver alguma coisa que nos motive à prosperidade, então só encontraremos frustração.

Todo o ano assisto pela televisão a comemoração de Santa Edwiges, a padroeira dos individados. O santuário da santa fica repleto, e entre a multidão, lá estava uma paroquiana. Não faltava a uma festa que se repetia todos os anos. Eu lhe perguntei qual seria a razão de ir pedir a mesma graça todos os anos. Santa Edwiges já não a teria atendido no ano anterior? Ela me assegurou que sim, que aquelas dívidas já estavam pagas, e que agora estava com novas dívidas e precisava recorrer novamente à santa.

Um coração fechado à real compreensão de si mesmo nunca poderá receber. Aqueles que só recorrerem a Deus e à religião quando estão mal jamais poderão viver uma vida plena. São pessoas que querem encher de coisas boas um coração repleto de pensamentos ruins. Não dá. A prosperidade não chega àqueles que a procuram por motivos errados. Deus quer que o busquemos em si mesmo, e não por aquilo que ele pode nos dar.

Um dia um mendigo veio até um homem santo para pedir-lhe dinheiro. O homem santo negou e mandou-o embora. As outras pessoas, quando ficaram sabendo do ocorrido, ficaram duvidando da santidade daquele homem e foram, zangados conversar com ele, exigindo uma satisfação. Ele respondeu que não havia dado nada para o mendigo porque ele viera ali para pedir pequenas coisas, e ele não estava ali para dar pequenas coisas. Se fizesse isso, o mendigo continuaria para sempre mendigo. Ele quis ensinar ao homem como não viver mais de esmolas, mas ele não quis saber, pois não estava interessado em ir à raiz do problema. Queria só tratar a sua superfície.

Como chamar para si a prosperidade?

Regra Número Um: Faça-se a seguinte pergunta: Quero possuir riquezas ou quero que elas me possuam? Conta-se a história de um homem muito rico que estava viajando em um navio. Sobreveio uma grande tormenta e o navio começou a afundar; como o homem trouxesse sempre o ouro que possuía amarrado na cintura, teria que se desfazer de todo ele se não quisesse afundar. Decidiu não se desfazer do ouro e por isso, por causa do peso, começou a afundar e acabou se afogando e morrendo. O dinheiro nos pode fazer esquecer de coisas que são mais importantes, como Deus, a família, os amigos e pode fazer com que as coisas ocupem o lugar das pessoas em nossas vidas.

Regra número dois: Nunca pense que Deus seja contra o dinheiro. Pelo contrário: a cédula de papel tem um lugar nos planos divinos. O Senhor usa o dinheiro ou a falta dele para revelar quem realmente somos. A maneira como o usamos prova qual é o nosso caráter, e quando ele permite que o dinheiro desapareça é a oportunidade que temos para saber se realmente confiamos no Senhor ou nas riquezas, e eu gostaria de continuar aqui nessa regra, e se ela fosse a mais importante para nós, teríamos uma vida mais próxima.

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