Eu só queria ser uma pessoa normal e levar uma vida normal.
Eu só queria que na minha vida 2 + 2 fosse igual a 4; 5 + 5 fosse igual a 10...
Eu queria acordar, trabalhar normalmente, voltar para a casa de noite, ficar com a família normalmente, fazer as coisas normais que normalmente as pessoas normais fazem.
Eu queria ter uma percepção normal, ter uma mente normal, um destino normal...
Mas não...
Por que??????
EIS O GRITO!!!!!!!!
Na minha caminhada existem muitas placas confusas e esquinas obscuras.
Tudo tão dual... Por que tantas bifurcações no meio do caminho? Por que ser obrigada a escolher tanto e o tempo todo? A duplicidade é um tormento! A dicotomia também!
Por que tenho que viver atormentada por tantos fantasmas? Qual é o objetivo, oh, vida, de ter que caminhar vendo o que os outros não vem, ouvindo o que os outros não ouvem e, principalmente, lembrando coisas que estão enterradas?
Por que tanta imagem na cabeça? Por que o passado distante ressurge tanto e com tamanha intensidade, a ponto de eu não poder negá-lo em hipótese alguma? Por que ter que saber tanto? Ver armaduras, carroças, espadas, lamparinas, hábitos, penas, o vento... o mar... o navio cruzando o Atlântico... florestas... Por que o passado me assalta tanto? A ponto de poder sentir-lhe o cheiro?
Não é sempre que consigo administrar tanta coisa ao mesmo tempo agora. As dimensões justapostas... o medo de errar... ou da repetição de certos eventos...
E o que ouço? E quando Lilith resolve assumir o comando, assoprando no meu ouvido esquerdo? Tudo tão nítido, tão prontinho, né, Lilith, só falta mesmo a Alessandra misturar tudo...
E por que não me responde o que fazer com tanto papel manuscrito saído da fogueira, por exemplo??
Por que me dar a informação e não me dizer o que fazer com ela? Estou cansada das entrelinhas... Mas, acima de tudo, por que sempre dois??? Dois caminhos, dois destinos, duas polaridades, sempre... sempre...
Como seria simples não saber nada, como a maioria das pessoas...
Alegar ignorância... Como seria mais fácil...
Mas este peso... Que peso... para que ter que sentir tanto e com tanta força?
Que Deus me ajude... A viver pelo menos dignamente entre uma e outra dimensão, circulando sempre... E a entender que o erro faz parte da caminhada...
sábado, 24 de junho de 2006
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Um comentário:
Laine, acho que td isso que vc colocou acontece com várias e várias pessoas. Mas parto do principio de não ficar me lamentando pelas dificuldades, eu as pego e faço delas aprendizagem para que eu possa seguir em frente. Dois caminhos, dois destinos...isso depende de nós.
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