segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Lá em cima do piano tem um copo de veneno.

Pois é... eis me aqui na tela do "gorila" depois de tanto tempo.

Os pensamentos jorram desesperadamente, e não vão me deixar dormir enquanto não escrevê-los.

Houve um tempo em que eu virava a noite olhando para o vazio, na sacada do meu apartamento, tentando entender as constelações... e o pior... ENTENDENDO-AS DE FATO!

Também já houve um tempo em que queimava pimenta com gengibre no meu caldeirão improvisado, jogando as cinzas ao vento. A lua me chamava alta madrugada, e eu a atendia.

Ah... passei pelo desejo de reivindicar a minha parte em sangue, lavando a balança da justiça. O que, definitivamente, não compete a mim.

É natural sentir-se um ser das trevas quando se cava um buraco infinito... Mas nem as trevas duram para sempre.

A luz do sol dissolve impiedosamente os miasmas crescidos durante a noite. Não há como se fazer com que o sol não nasça. Nada impede o rei de lançar seus raios sobre a terra e seus mundos inferiores.

Assim... gira-se a roda mais uma vez. Tente tapar os ouvidos: mesmo assim ouviremos os sons que nos rodeiam. Não temos pálpebras auditivas. Ouvir é preciso e obrigatório!

Então... OUÇA: o rancor é um copo de veneno que bebemos achando que o outro morrerá!

E viva a luz do sol!!!


Alessandra

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