Todas as histórias abaixo são reais.
1-) Ela se rendeu à magia negra durante a juventude, porém, após tantos anos lidando com energias baixas e cruéis, ela resolveu que estava na hora de findar sua arte... mesmo porque havia a constante ameaça da Inquisição. Mas não poderia encerrar a magia de vez, então, resolveu que, naquele momento em diante, se dedicaria a fazer o bem. Pediu perdão a Deus e passou a benzer crianças. Era boa no que fazia e conseguiu, através de muitas rezas, conjuros e ervas, curar várias enfermidades infantis. Até que seu dia chegou... A Inquisição não queria saber se a sua arte ajudava a minimizar doenças e mortandades. Prenderam-na numa roda, que parecia a tampa de um barril e perfuraram-lhe o corpo todo com lanças. Algumas crianças, que receberam seu "toque de demônio", tiveram o mesmo fim, ao seu lado... Uma morte lenta e dolorosa. Seu espírito lá permaneceu durante muitos anos, revivendo a dor das perfurações e a comiseração pelas crianças...
2-) Ele era um monge que se destacava pela sua erudição. Ordem Dominicana, Espanha. Junto dele, outro monge que nutria por ele um misto de amor e ódio. Amor e ódio? Claro que o amor falava mais alto. Tão alto que este último monge vivia de flagelos e jejuns. Sem compreender a origem de tamanha paixão, considerava-se tomado pelo diabo. E uma idéia obscura lhe passou à cabeça: daria fim a este tormento... Atraiu o monge para um corredor isolado do monastério e, num golpe rápido e seco, esfaqueou o objeto da sua angústia... Após o crime, foi tomado por um frenesi, e não parava de gargalhar. Ninguém nunca descobriu o assassino do monge erudito. E ninguém fala sobre o assunto.
3-) Beneficiada por sua situação social, ela conseguiu se safar de sua sentença de morte delatando outros como ela... E essas pessoas eram seus amigos fiéis. Mas ela não poderia continuar em Portugal. O representante do governo arranjou para ela um novo nome e um novo lar... além-mar. Beijou sua mão, olhou profundamente para ela e esperou o navio sumir do horizonte. Ela jamais esqueceria aquele olhar. Na nova terra, inconformismo. Morreu de uma doença tropical qualquer.... esquecida... um trapo de gente.
4-) Ele foi convidado a inaugurar um cemitério naquela pequenina cidade mineira. E brincou: "espero não ser eu a ser o primeiro a ser enterrado aqui". No caminho de volta, tempestade. Ele e seus escravos se refugiaram debaixo de umas árvores... Não deu outra, foi fulminado por um raio, e sua comitiva voltou para que ele inaugurasse de fato aquele mesmo cemitério... Seu nome: Barão da Mota Paes, nosso tataravô.
5-) Ela tinha 3 anos de idade e teve que atravessar o Atlântico escondida debaixo da saia de sua mãe. Se a descobrissem, seria jogada ao mar. Por sorte a menina era quietinha. Por sorte, chegou a salvo. Mas o coração não aguentou sua vida repleta de emoções fortes. E parou aos 42 anos de idade. Seis meses depois era seu companheiro que partia, morreu de saudades, era o que diziam.
6-) Que direito alguém tem de manter outro sob seu jugo? Ninguém é dono de ninguém. E laços familiares não podem ser usados como justificativas de propriedade. Qual a pena para quem leva uma doença venérea para dentro de casa? Ou de quem obriga o outro a inalar sua fumaça, morrendo juntamente com ele? Quem é mais culpado, o marido agressivo ou a esposa que se cala e que se submete ao seu domínio violento? Ela tentou esfaqueá-lo algumas vezes, tomada por uma ira incomum. Ele, que tentava controlar sua violência, subestimou a sua força. Morreu assim mesmo. Mas ainda não sabe disso...
7-) Ela tinha 24 anos e saia do shopping, distraída. O bandido não se contentou em simplesmente levar seus bens materiais.... E, com o carro em alta velocidade acabou com uma vida plena de esperanças, de sonhos...
8-) Existe a morte em vida. É dela que precisamos nos livrar.
Alessandra
segunda-feira, 13 de abril de 2009
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