Teatro Politheama, Jundiaí, espetáculo do Mawaca (lindoooo, quem não foi perdeu!). Público formado basicamente de artistas plásticos, atores, músicos e um pessoal digamos, mais alternativo. Estou sentada lá, aguardando o início do espetáculo quando flagro a seguinte conversa atrás de mim:
- Pô, cara, tu precisava ver a Elis Regina.
- Ãhn.
- Apareceu na Cultura, cara, tá ligado? Mór brisa aquela mulher.
- Ãhn.
- Cara, ela tava cantando uma música que tu não acredita, era um negócio assim sequenciado, tipo, umas palavras que iam casando uma com a outra, tá ligado? Mór música comprida.
-Ãhn.
- É, como vou explicar?... Tipo assim, as sílabas combinavam e ficava um troço assim cadenciado, mór doidera, cara! Tipo umas palavras soltas que começavam com a mesma letra e quando juntavam combinavam, tá ligado?
-Ãhn.
- E ela ia só brisando naquilo cara, piração.
- Ãhn.
- Era um negócio assim: "É pau, é pedra" aí falava um monte de coisa nada a ver, mór brisa.
...
Pausa para me segurar na cadeira do Politheama.
É, queridos leitores, a falta que faz a EDUCAÇÃO MUSICAL neste país.
domingo, 24 de maio de 2009
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