sábado, 24 de junho de 2006

O GRITO!!!

Eu só queria ser uma pessoa normal e levar uma vida normal.
Eu só queria que na minha vida 2 + 2 fosse igual a 4; 5 + 5 fosse igual a 10...
Eu queria acordar, trabalhar normalmente, voltar para a casa de noite, ficar com a família normalmente, fazer as coisas normais que normalmente as pessoas normais fazem.
Eu queria ter uma percepção normal, ter uma mente normal, um destino normal...

Mas não...
Por que??????

EIS O GRITO!!!!!!!!

Na minha caminhada existem muitas placas confusas e esquinas obscuras.
Tudo tão dual... Por que tantas bifurcações no meio do caminho? Por que ser obrigada a escolher tanto e o tempo todo? A duplicidade é um tormento! A dicotomia também!

Por que tenho que viver atormentada por tantos fantasmas? Qual é o objetivo, oh, vida, de ter que caminhar vendo o que os outros não vem, ouvindo o que os outros não ouvem e, principalmente, lembrando coisas que estão enterradas?

Por que tanta imagem na cabeça? Por que o passado distante ressurge tanto e com tamanha intensidade, a ponto de eu não poder negá-lo em hipótese alguma? Por que ter que saber tanto? Ver armaduras, carroças, espadas, lamparinas, hábitos, penas, o vento... o mar... o navio cruzando o Atlântico... florestas... Por que o passado me assalta tanto? A ponto de poder sentir-lhe o cheiro?

Não é sempre que consigo administrar tanta coisa ao mesmo tempo agora. As dimensões justapostas... o medo de errar... ou da repetição de certos eventos...

E o que ouço? E quando Lilith resolve assumir o comando, assoprando no meu ouvido esquerdo? Tudo tão nítido, tão prontinho, né, Lilith, só falta mesmo a Alessandra misturar tudo...

E por que não me responde o que fazer com tanto papel manuscrito saído da fogueira, por exemplo??

Por que me dar a informação e não me dizer o que fazer com ela? Estou cansada das entrelinhas... Mas, acima de tudo, por que sempre dois??? Dois caminhos, dois destinos, duas polaridades, sempre... sempre...

Como seria simples não saber nada, como a maioria das pessoas...

Alegar ignorância... Como seria mais fácil...

Mas este peso... Que peso... para que ter que sentir tanto e com tanta força?

Que Deus me ajude... A viver pelo menos dignamente entre uma e outra dimensão, circulando sempre... E a entender que o erro faz parte da caminhada...

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Hora de rir!

O ZODÍACO E AS LÂMPADAS

Quantos de cada signo são necessários para trocar uma lâmpada???

ARIANOS: Apenas um, mas serão necessárias muitas lâmpadas.

TOURO: Nenhum, taurinos não gostam de mudar nada.

GÊMEOS: Dois (claro). Vai durar o fim de semana inteiro, mas quando estiver pronto, a lâmpada vai fazer o serviço de casa, falar francês e ficar da cor que você quiser.

CÂNCER: Somente um, mas leva três anos para um terapeuta ajudá-lo a passar pelo processo.

LEÃO: Um leonino não troca lâmpadas, a não ser que ele segure a lâmpada e o mundo gire em torno dele.

VIRGEM: Vamos ver: um para virar a lâmpada, um para anotar quando a lâmpada queimou e a data em que foi comprada, outro para verificar a nota fiscal da compra, dez para decidir remodelar a casa enquanto o resto troca a lâmpada.

LIBRA: Bom, na realidade, eu não sei. Acho que depende de quando a lâmpada foi queimada. Talvez só um, se for uma lâmpada comum, mas talvez dois se a pessoa não souber onde encontrar a lâmpada, ou...

ESCORPIÃO: Mas quem quer saber? Por que "você" quer saber? Você é um policial?

SAGITÁRIO: O sol está brilhando, está um dia lindo, nós temos a vida inteira pela frente e você está preocupado em trocar uma lâmpada estúpida?

CAPRICÓRNIO: Nenhum - capricornianos não trocam lâmpadas, a não ser que seja um negócio lucrativo.

AQUÁRIO: Vão aparecer centenas, todos competindo para ver quem vai ser o único a trazer a luz ao mundo.

PEIXES: O quê? Ahn? A luz está apagada?

Na velocidade em que veio, acho que foi quase uma psicografia...

"Escrevi" ou "recebi", não sei bem, esta mensagem no final de 1994.


Eu não acredito na morte;
Para mim, ela não existe.
Não tenho medo da dor;
Pois uma eternidade luminosa me espera.
Não tenho medo do trabalho;
Pois com ele edifico meu templo.
Não acredito nas lágrimas;
Elas somente devolvem o sal à terra.
Não acredito no homem;
Poi ele ainda não se formou, não existe.
Não tenho medo do ódio;
Tenho um escudo e meu objetivo é a candura.
Não acredito na temeridade;
Ela cega e enche o ego de mediocridade.
Não acredito em limites;
O Criador é Infinito.

O Bem mais Precioso

Não, não é o ouro, não são os diamantes, não são os dólares nem o petróleo.

O bem mais precioso de que dispomos é o tempo.

Temos um tempo de vida. Um tempo determinado para cumprirmos tudo aquilo que acordamos em cumprir. Cada minuto desperdiçado é como se fosse uma gota dourada vital indo ralo abaixo. Porém, em compensação, cada novo minuto é uma nova oportunidade que se descortina.

O tempo não volta atrás. O tempo é inalienável, por mais que o "vendamos" na forma de trabalho. Colocamos um preço no nosso tempo, mas, como é possível quantificá-lo através de um valor monetário? Por que o tempo de um "vale" mais que o tempo de outro? E, por mais precioso que seja, por que o desperdiçamos tão frivolamente? Na frente de um aparelho de televisão, passando freneticamente de um canal a outro. Na frente do computador (epa!)...

A lista do desperdício é imensa! Isso sem contar o quanto gastamos cultivando mágoas e rancores desnecessários, pensamentos obsoletos, dúvidas insolúveis, idéias sem cabimento...

Você com certeza já pensou, e com muita raiva, em coisas melhores para se fazer enquanto estava naquela interminável fila de banco, mas, já ponderou sobre o tempo gasto acompanhando novelas, por exemplo? Aquele tempo gasto não volta atrás...

A cada minuto, a partir do nosso nascimento, estamos mais próximos do suspiro final...

Por mais que tenhamos a eternidade na nossa frente, como espíritos que somos, cada segundo gasto é um grão de areia caído na ampulheta de Melquisedec.

Um antigo filósofo japonês disse que o Tempo é o Senhor Supremo do Universo. Disse também que o Tempo é tão poderoso quanto Deus... É o tempo que fecha nossas feridas, que nos traz a maturidade e que dá uma nova visão das coisas. Claro, para aqueles dispostos a ver.

O tempo... Que o Universo nos dê sabedoria para utilizar o bem mais precioso.

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Sinceramente?... (comigo mesma)

"O coração tem razões que a própria razão desconhece". (Blaise Pascal)

Bom, o que era doce, acabou mesmo.

Agora vou fazer regime sério: definitivamente, não comer doces - nem bombons salva-vidas - tão cedo.

Contos de Fadas pra Mulheres do século XXI

Uma historinha bem-humorada pra começarmos a semana com o pé direito...

"Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.

Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...

Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...

Nesta noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:

- Eu hein?... nem morta!!!!!!!!"

(Luís Fernando Veríssimo)

domingo, 18 de junho de 2006

Eterno (Carlos Drummnond de Andrade)

"Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata!

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência.
Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber...
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta.
Ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma.
Sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém.
Saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai"?
Difícil é dizer "adeus".
Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar.
E aprender a dar valor somente a quem te ama.

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá...

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais."


Como sempre, tem certas poesias ou músicas que caem como uma luva... que encaixam perfeitamente...

Preciso mais da Loção Confiança do Santo Herbário. Desapego já!!

sábado, 17 de junho de 2006

Torcida.... (subindo no banquinho, como diz a Laine)

TORCIDA BRASILEIRA

Na verdade...

Torcemos para que os brasileiros tomem consciência de esta é uma nação em construção e que se lembrem disso com carinho todos os dias, e não somente durante a Copa do Mundo.

Torcemos para que os brasileiros façam valer o lema escrito na bandeira.

Torcemos para que os brasileiros dêem uma resposta digna, justa e corajosa nas urnas.

Torcemos para que os brasileiros tomem consciência de que seus direitos e deveres não são castelos no ar.

Torcemos para que os brasileiros saibam que a luta é necessária para se manter a ética e a democracia, e que não adianta só apontar os erros e reclamar ao vento.

Torcemos, enfim, para que os brasileiros se sintam unos com a Pátria todos os dias, lutem em prol de um bem comum todos os dias, se unam para fazer deste um país forte, com instituições sólidas, e, principalmente, que esta força e esperança possa sobreviver às batalhas em campo!

Pérolas dos Marques III

Meu avô já dizia três coisas (não sei se estou repetindo, mas vale e é muito importante frisar hoje):

- Quem muito escolhe, merda recolhe.
- Eu sou de quem me quer.
- A saúde entra pela boca.

Impressionante como tudo isso é verdade verdadeira... Eita, seu Mathias, saudade docê, vô...

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Cancioneiro de Elvas (by Alessandra, já que é só a Elaine que escreve aqui!)

Eu e a Elaine adoramos poesias, mas não qualquer coisa.
E, em minhas andanças, encontrei o Cancioneiro de Elvas, anônimo, séc. XVI.
As poesias estão todas em português arcaico. Repare, caro leitor, na sonoridade da língua (ai, gente, sou professora de música, é a sonoridade que chama a minha atenção). E como ela, de repente, não nos faz sentir um comichão que nos religa ao passado.
Mesmo sem entender lhufas, ( ou quase...) imaginamos como deve ser bonito o que está sendo dito!

Parti ledo por te ver.
Parti ledo por te ver
Por la mar de mis pesares,
Allé rebueltos los mares
Temor he de me perder.
Y su furioso zelo
Ansi rebuelve las ondas
Que de las partes más hondas
Muestram arenas al cielo.
Aunq'es cierto el perder
Livre soy se tu mandares
Que si son altos los mares,
Mui mas alto es tu poder.

A quem interessar possa a carapuça:

Toda noite e todo dia
Toda noite e todo dia
Cuido como sou sojeito
Que me não seja proveito,
Satisfaz a fantasia.
Comigo mesmo passando
Maginações namoradas
Poucas horas descansadas,
As mais delas suspirando.
Por que de tal harmonia
É o amor composto e feito,
Que do que não traz proveito,
Lança mão a fantasia.
Cancioneiro Barbieri:
Meus olhos van per lo mare
Mirando van Portugale
Meus olhos van per lo rio...
Não é lindo?

terça-feira, 13 de junho de 2006

Valei-me, Santo Antônio!

Apenas passei por aqui pra dar duas notícias.

Brasil estreou na Copa do Mundo de Futebol e venceu a Croácia por 1 a 0. Joguinho sofrível, truncado, sem-graça. Kaká (que tem uns belos braços e anti-braços, diga-se de passagem) foi o herói da nação hoje.

Em segundo, mudanças à vista por mares nunca dantes navegados... E não é porque é dia do meu padroeiro (fui batizada numa igreja dele) que essas transformações têm cunho afetivo. Não, definitivamente. Em breve, novidades. Assim seja! E que os Anjos digam amém pra nós todos.

PS.: Não consegui vender as imagens do Santo Antônio. Até elas ficam encalhadas no estoque...

:-P

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Dia dos Enamorados

Sempre passei sozinha e hoje não foi diferente.

Não acreditam? É verdade. Mesmo com (ex-)namorado ano passado, ano retrasado, ano re-retrasado, foi o mesmo que NADA. Absolutamente NADA.

Pra se ter uma idéia, logo no primeiro Natal que passamos juntos, dei um CD do Madredeus lindíssimo, "Palavras Cantadas," e um porta-retrato. Ele criticou o CD ("perguntasse antes que tipo de música eu gosto!") e guardou o porta-retrato ("aqueles imãs caíram e quebraram..."). O último presente que dei pra ele foi uma pasta para o notebook: "é... é pequena... não tem lugar para se colocar papéis... é... dá pra usar..." - e mais reticências.

(Ranzinza pouco é bobagem. Crítico de nascença.)

Por isso é que eu digo: sempre passei sozinha, com ou sem - digamos - namorados. E não me lamento.

Não cabe a mim fazer apologia que o dia 12 de Junho tem fundo exclusivamente comercial. Não mesmo. Por quê:
1) ainda acredito que vou realizar meu desejo de passar um dia bem feliz - esse ano eu tive um "dia dos namorados" muito gostoso logo no dia 14 de fevereiro, o Valentine's Day;
2) se eu odiar a data, não poderei ganhar 2 presentes em um mesmo mês (dia 27 tá chegando!);
3) a esperança é a última que morre - pretensas sogras com o nome Esperança: não é pronome pessoal, é substantivo abstrato. :-)

Por isso, hoje lanço uma campanha:

Vendo imagem de Santo Antônio para simpatias!
Baratinho!
Até meia-noite desta segunda-feira!
Tenho imagens em tamanho pequeno e médio; 2ª dona; novinhos, mas com algumas lascadas e o outro colado com super-bonder após um pequeno acidente; providencio a retirada e o esconderijo do Jesus Cristinho do colo do Santo; fitas de cores azul e rosa são opcionais de fábrica; satisfação? Ainda não sei se é garantida...
Vai querer?

Para finalizar, encerro esse dia com um dos mais lindos poemas de Vinícius de Moraes: Soneto de Fidelidade.

"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

domingo, 4 de junho de 2006

Língua de Gato

"Eu no sui drutz mas dompnei
mas so q'iel vuoill m'es tant ahis...
Vauc de talan embroncs e clis, iratz e gauzens m'en partrai
qan veirai c'est amor de loing
mon cor qu'ill tenc rescondut, pois aic son pretz conogut!!..."

Não adianta, não conto o que significa. É uma língua antiga que quero estudar, além de terminar o inglês e fazer espanhol, por mais que eu ache uma lingua feia. Lindo mesmo é o francês... Adoro xingar em francês! Fica tão chique!!...

Vão ficar curiosos mesmo! Somente eu e Alessandra sabemos! Aliás, foi ela que me apresentou a essa língua tão romântica... ehehehe!!

Só que do jeito que ando comendo, a primeira língua que devoraria seria a Língua de Gato da Kopenhägen...

Humpf. Droga, amanhã, segunda-feira, retomo meu regime.

A tradução da poesia eu não conto!

Poema de um Trovador Medieval, JAUFRE RUDEL (…1125-1148…)

Lanquan li jorn son lonc en mai
m’es bels dous chans d’auzels de lonh,
e quan mi sui partitz de lai,
remembra.m d’un amor de lonh;
vau de talan embroncs e clis
si que chans ni flors d’albespis
no.m platz plus que l’iverns gelatz.

Be tenc lo Senhor per verai
que formet cest’ amor de lonh,
mas per un já que m’en eschai
n’ai dos mals, car tant m’es de lonh.
Ai! car me fos lai pelegris,
si que mos fustz e mos tapis
fos pels seus bels olhs remiratz!

Be.m parra jois quan li querrai,
per amor Deu, l’ostal de lonh;
e s’a leis platz, albergarai
pres de leis, si be.m sui de lonh;
qu’aissi es lo parlamens fis
quan drutz lonhdas er tan vezis
qu’ab cortes ginh jauzis solatz.

Iratz e dolens m’en partrai,
s’eu no vei cest’ amor de lonh;
no.m sai quora mais la veirai,
que tan son nostras terras lonh:
assatz hi a pas e camis,
e per aisso non sui devis…
mas tot já com a leis platz.

Jamai d’amor no.m jauzirai
si no.m jau d’est’ amor de lonh,
que melher ni gensor non sai
ves nulha part, ni pres ni lonh;
tant es sos pretz rics e sobris
que lai el renh dels Sarrazis
fos eu per leis chaitius clamatz.

Deus que fetz tot quant ve ni vai,
e formet cest’amor de lonh
mi don poder, que cor be n’ai,
qu’eu veia cest’amor de lonh,
veraiamen en loc aizis,
si que la cambra e’ls jardis
mi ressemblom novels palatz.

Ver ditz qui m’apela lechai
e deziros d’amor de lonh,
que nuls autres jois tan no.m plai
cum jauzimens d’amor de lonh;
mas so qu’eu volh m’es tant ahis:
qu’enaissi.m fadet mos pairis
qu’eu ames e non fos amatz.

Mas so qu’eu volh m’es atahis
tot sai mauditz lo pairis
que.m fadet qu’eu non fos amatz!

sábado, 3 de junho de 2006

Perguntas e Respostas - Parte II

Por quê será que quando eu fico triste, eu não como, mas quando eu fico nervosa, eu como?
- Mistérios do meu estômago.

Por quê quando estou nervosa eu gosto de pintar as unhas de vermelho?
- Mistérios ocultos.

Por quê quando a gente fica nervosa a intuição tem interferência?
- Mistérios de antenas em dias de tempestade...

Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?

"Umbral" astral

É pra não dizer Inferno Astral.

Toda vez que chegamos próximo ao nosso aniversário, os estudiosos em Astrologia dizem que estamos nesse buraco.

Momento de reflexão.

Ooommmmmmm...

É, digamos que esse urgh tenha começado semana passada, exatamente um mês antes do meu ano novo. Passei uma semana de mau humor, brava, chateada, tolerância zero. Se bem que houve colaboradores para esse estado de espírito... Tudo bem, isso é problema de junta: junta tudo e joga fora.

Novamente, entrei na fase introspectiva, com apenas uma diferença, que me deixou preocupada: não teve bombons salva-vidas dessa vez. Quando ainda estava em Jundiaí, minha prima fez brigadeiro e não adiantou; comi quindim outro dia e não resolveu; comi uma torta de chocolate branco com Bis e... nada. Hummm... não comprei Passatempo Recheado... Tenho que resolver esse meu pequeno problema.

Se bem que acabei de fazer um Arroz Doce, com direito a leite condensado e leite de côco... raspas de limão... canela.... Será que resolve?

Não sei se é frio ou o quê, mas ando comendo bem mais do que poderia. Não sou eu que sou Formiga Atômica, não sou eu! Raios duplos!

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Hoje meu computador experimentou chocolate quente...

Desde pequena, sempre fui fascinada por tudo que era tecnologia. Adorava tudo o que tinha botão pra apertar, barulho pra fazer, choques pra levar. Tudo quanto era novidade em eletrodoméstico ou eletrônico era comigo mesmo: primeiro ligava e fuçava pra depois ler o manual - mesmo assim, só pra tirar dúvidas.

Meu primeiro contato com um computador foi na extinta e falida Mesbla (ah... isso é um post à parte, porque era nosso lazer de fim de semana, nos idos dos anos 80, para o tédio e raiva do meu pai e a delícia da minha mãe).

Lembram-se daqueles computadores de tela verde, pequenos, com monitores de 12 polegadas... Nem tinham sistema operacional de mané Windows, era tudo no DOS... Fabricados pela IBM, que eu me lembre. Eu e meu irmão fugíamos da companhia paterna pra ficar ali, em frente a um deles, só pra escrever nossos nomes e apertar a tecla enter e aparecer: error ou failed. Ou jogar Pong, um dos únicos jogos disponíveis na época.

No entanto, aqui em casa as inovações tecnológicas sempre chegaram depois que estavam há anos no mercado. Meu sonho de infância era ter um ATARI pra jogar Pac-Man, Enduro, River Raid, Asteroids e Space Invaders.... mas ganhei um Merlin e o Cubo Mágico (e quem completou foi minha irmã) , além das bonecas, é claro.

Em função disso, eu baixava na casa de um amigo meu onde era exatamente o contrário: foi lá que eu conheci o que era um som com CD Player, vídeocassete, walkman (juro!), microondas, as versões do Word - 2.1 (isso é que dinossauro!), 3.1 e 4.1 (os trabalhos de faculdade eram feitos onde?, ehehehe), bem como foi lá que acessei pela primeira vez a internet, com aquele som característico do modem sendo conectado. É mole?

(As outras versões do Word eu as conheci fazendo estágio e, depois, com meu próprio pc).

Quem acompanha meu blog, sabe que em um dos primeiros posts que publiquei escrevi que eu sou uma viciada confessa por computador e, mais especificadamente, pela internet. E todo mundo sabe que não se deve comer em cima de aparelhos eletroeletrônicos.

Bom. Fiz todo um intróito pra contar uma coisa praticamente diversa do meu afã por tecnologia (menos, Elaine, num é taanto assim)... É que meu pai, por ser um engenheiro eletro-mecânico, sempre nos educou para fazer diuturnamente a manutenção de equipamentos. Sempre fui diligente e cuidadosa, mas como é de conhecimento geral da Nação, eu não desgrudo (exagerada! também não é assim, né?) da frente do monitor.

Para quem trabalha em frente ao computador o dia inteiro, confesse: você nunca alimentou seu teclado com migalhas de pão, biscoitos, água e afins, pizza, pão de queijo e barra de chocolate?

Eis que estava eu, aqui, sentada, tomando um chocolate quente gostoso que tinha acabado de preparar, já que combinava com o frio que ainda faz em Belo Horizonte. Tocou o telefone e era minha amiga Flávia - pra quem dei suporte técnico de instalação de programas o dia inteiro (outra profissão a seguir, eu dou jeito pra coisa. Se num der certo no Direito, vai o Esquerdo). Atendi e fui colocar a xícara em cima da mesa do pc, lotada de papéis do meu trabalho... De repente, por tê-la colocado em cima desses papéis, não vi que a dita mesa estava mais ao fundo e... a xícara cai e faz escorrer seu precioso líquido e muito quente... em mim, na torre, no armário, no chão... e no fatídico teclado.

Resultado: tudo tá funcionando. Mesmo limpo, o teclado ainda está cheirando a chocolate, mas a barra de espaço ligeiramente quebrou ao tentar recolocá-lo no lugar. Quanto à torre, eu ainda não a abri pra saber o que caiu lá dentro, já que a disqueteira ficou grudada...

Moral da história: eu devo escutar mais meu pai. Porém, como diria um amigo meu, agora eu vou poder escrever palavras mais doces!

Será?

terça-feira, 16 de maio de 2006

Perguntas e Respostas - Parte I

Por que será que pessoas reconhecidamente cabeças-duras custam a acreditar que nem tudo foi por ter feito "doce"?
- Não foi doce, foi reconhecimento de terreno!!!

Por que será que pessoas extremamente ansiosas gostam de ficar observando o leite ferver ao invés de saber esperar?
- Odeiam frustrações...

Por que será que pessoas receosas custam a colocar novamente a mão no fogo?
- Mistério!! Eu também não sei!... Bem... Será que elas estão fazendo "doce"?

Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Dia das mães (recebi o texto e coloco aqui)

Uma homenagem à minha mãe, que deseja ardentemente que eu saia de casa o mais breve possível... Hoje, pelo menos, seus ânimos estavam assim; amanhã, talvez; depois, eu não sei, pode ser que ela me amarre aos pés da cama.

Mãe, te amo.

Você um dia sonhou comigo...
E me amou antes que eu existisse;
Você se alegrou com a minha chegada ao mundo, como alguém que recebe um lindo presente;
Você me acolheu, me alimentou, me educou.
Você acompanhou meu crescimento...
E curtiu comigo a vida no dia-a-dia.
Mãe, você é muito gente: acredita no bem, na lealdade, na amizade.
De fato, meus amigos são também seus amigos.
Você é exemplo de fé e esperança, que me dá muita força e coragem para vencer na vida.
Você é a esposa dedicada que tudo faz só por amor.
Seus gestos de bondade, sua prontidão em perdoar, sua atitude sempre amável enchem minha vida de gratidão por você.
E num caloroso abraço meu coração lhe diz, em oração:
"Mãe, que Deus a abençoe e proteja sempre!"

domingo, 14 de maio de 2006

Ufa, voltei!

Depois de um longo e tenebroso inverno sem escrever, estou de volta.

Além da falta de inspiração que me ocorreu no final do mês passado, tive muito trabalho e fiquei uma semana fora do MEU pc (estava em Sampa, ô dilíxia), o que me deixaram desconectada do mundo virtual.

Ok, mais ou menos, mas tem certas coisas que só seu computador te entende ou só no seu pc que você consegue fazer determinadas coisas... Ô coisas... É a mesma história do banheiro da sua casa, é verdade.

Daqui a pouco eu viajo de novo. E trabalhando muito e bastante. Não necessariamente nessa ordem, mas pode acontecer tudo ao mesmo tempo agora, ehehehehehe...

Home sweet home, mas queria mesmo estar fora de casa... Mas com o meu pc, minhas COISAS, e sei lá mais o quê.

:-P