Foram 40 dias de estudo, reconhecimento de terreno, avaliações... Não escapamos disso ainda, há muita coisa a ser enfrentada... Mundos diferentes, vidas diferentes... Quanto menos se espera, tudo acontece. Vem de onde você menos espera.
E o que nosso tá reservado, com certeza...
----
"Você ama aquela petulante!
Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu.
Você deu flores que ela deixou a seco.
Você levou para conhecer a sua mãe e ela foi de blusa transparente.
Você gosta de rock e ela de chorinho,
você gosta de praia e ela tem alergia a sol,
você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo,
nem no ódio vocês combinam. Então?
Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado,
o beijo dela é mais viciante do que LSD,
você adora brigar com ela e ela adora implicar com você.
Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste.
Ele diz que vai ligar e não liga,
ele veste o primeiro trapo que encontra no armário,
ele escuta Egberto Gismonti e Sivuca.
Ele não emplaca uma semana nos empregos,
esta sempre duro, e é meio galinha.
Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado,
e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga.
Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas.
Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim.
Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais.
Gosta dos filmes de Woody Allen, dos irmãos Coen e do Robert Altman,
mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu
e seu corpo tem todas as curvas no lugar.
Independente, emprego fixo, bom saldo no banco.
Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador
e seu fettuccine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo.
Com um currículo desses, criatura, por que diabo está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa.
Quem dera o amor não fosse um sentimento,
mas uma equação de matemática:
eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim.
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem.
Caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes
teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão.
O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Costuma ser despertado mais pelas flechas do cupido que por uma ficha limpa.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano.
Isso são só referências. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério,
pela paz que o outro lhe dá , ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam,
pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC.
Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos tem as pencas,
bons motoristas e bons pais de família,
mas mesmo assim, ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida.
Isto é o amor..."
sexta-feira, 1 de setembro de 2006
domingo, 13 de agosto de 2006
Diante da evolução desse último mês....
... gostaria de prestar uma pequena homenagem àquele meu grande amigo que me fez ser a mulher-advogada-amiga que sou hoje. Devo muito a você, meu querido "padim".
"Ainda acredito nas pessoas. Gosto de conhecer gente que penso ser diferente. Desafio-me a compreender o que me parece diferente. O que foge à minha lógica. Também, inspirar nos diferentes o recíproco desejo de me conhecer, ainda que não me sinta diferente. Explorar os caminhos do outro, sejam eles quais forem, desde que honestamente colocados os recíprocos propósitos".
(trecho de um dos e-mail's, em 12/11/2001).
Foi aí que ele conseguiu me convencer. Conquistou minha lealdade e meu enorme apreço e carinho.
E ao meu outro doce-recém-amigo, faltam palavras para lhe agradecer o tanto que você é um ser querido e especial. Mesmo diante do barquinho ou do pisca-brilha-flutua ou de qualquer coisa que faça você se sentir diferente, isso tudo lhe faz ser mais especial ainda... Viu?
"Ainda acredito nas pessoas. Gosto de conhecer gente que penso ser diferente. Desafio-me a compreender o que me parece diferente. O que foge à minha lógica. Também, inspirar nos diferentes o recíproco desejo de me conhecer, ainda que não me sinta diferente. Explorar os caminhos do outro, sejam eles quais forem, desde que honestamente colocados os recíprocos propósitos".
(trecho de um dos e-mail's, em 12/11/2001).
Foi aí que ele conseguiu me convencer. Conquistou minha lealdade e meu enorme apreço e carinho.
E ao meu outro doce-recém-amigo, faltam palavras para lhe agradecer o tanto que você é um ser querido e especial. Mesmo diante do barquinho ou do pisca-brilha-flutua ou de qualquer coisa que faça você se sentir diferente, isso tudo lhe faz ser mais especial ainda... Viu?
Pai
Como não poderia deixar de ser, assim como postei no dia das Mães, devo traçar algumas linhas para o dia dos Pais.
(Que pena, não arranjei nenhum textinho bonitinho...)
----
Obrigada por ter-me concebido com amor, mesmo sabendo que vocês, até hoje, não se lembram como isso aconteceu.
Obrigada por ter levado mamãe e eu até a maternidade e termos chegados em segurança e inteiras (quase).
Obrigada por acalentar-me nos seus braços e me sufocar nas mantas.
Obrigada por não ter-me jogado fora com a água do banho.
Obrigada por ter apanhado no chão, dezenas de vezes, minha colher e tigela.
Obrigada por ter conversado comigo em minha língua nativa, fala de bebê, até que me tornei bilíngüe e aprendi a falar adulto.
Obrigada por ter dito "Papai... Papai... Papai..." um trilhão de vezes, até que compreendi que você estava dizendo seu nome.
Obrigada por ter colocado o cinto do seu roupão debaixo do meu braço para que eu pudesse aprender a andar.
Obrigada por ter me ensinado que as formigas não eram pra ser comidas e sim, pisadas (apesar de gostar de pisar e depois comê-las, urgh).
Obrigada por ter marcado no umbral da porta cada centímetro que eu crescia.
Obrigada por conservar a cabeça fria durante meus terríveis dois anos, meus totalmente exaustivos três, meus apavorantes quatro, e...
Obrigada pela espinafração, quando comi metade do pote de ovinhos de chocolate nas Lojas Bakana, sem querer.
Obrigada por ter segurado minha mão até eu dormir, mesmo contando a historinha trágica da formiguinha.
Obrigada pelas moedinhas que me dava quando penteava os inusitados fios de cabelo da sua careca.
Obrigada pelo sermão quando tomei recuperação no segundo ano.
Obrigada por ter respondido sempre à minha pergunta:
- "Já chegamos? "
Obrigada por segurar o assento de minha bicicleta e correr seis quarteirões ao meu lado, no dia em que tirou as rodinha de treinamento.
Obrigada por ter pago todas as mensalidades da minha faculdade, comprado meus códigos e livros e algumas de minhas contas.
Obrigada por ter repetido o conselho mil vezes.
Obrigada por ter me dito: "Um dia, você vai me agradecer por isto."
Obrigada por tudo, pai.
(texto desconhecido, onde adaptei à minha realidade).
(Que pena, não arranjei nenhum textinho bonitinho...)
----
Obrigada por ter-me concebido com amor, mesmo sabendo que vocês, até hoje, não se lembram como isso aconteceu.
Obrigada por ter levado mamãe e eu até a maternidade e termos chegados em segurança e inteiras (quase).
Obrigada por acalentar-me nos seus braços e me sufocar nas mantas.
Obrigada por não ter-me jogado fora com a água do banho.
Obrigada por ter apanhado no chão, dezenas de vezes, minha colher e tigela.
Obrigada por ter conversado comigo em minha língua nativa, fala de bebê, até que me tornei bilíngüe e aprendi a falar adulto.
Obrigada por ter dito "Papai... Papai... Papai..." um trilhão de vezes, até que compreendi que você estava dizendo seu nome.
Obrigada por ter colocado o cinto do seu roupão debaixo do meu braço para que eu pudesse aprender a andar.
Obrigada por ter me ensinado que as formigas não eram pra ser comidas e sim, pisadas (apesar de gostar de pisar e depois comê-las, urgh).
Obrigada por ter marcado no umbral da porta cada centímetro que eu crescia.
Obrigada por conservar a cabeça fria durante meus terríveis dois anos, meus totalmente exaustivos três, meus apavorantes quatro, e...
Obrigada pela espinafração, quando comi metade do pote de ovinhos de chocolate nas Lojas Bakana, sem querer.
Obrigada por ter segurado minha mão até eu dormir, mesmo contando a historinha trágica da formiguinha.
Obrigada pelas moedinhas que me dava quando penteava os inusitados fios de cabelo da sua careca.
Obrigada pelo sermão quando tomei recuperação no segundo ano.
Obrigada por ter respondido sempre à minha pergunta:
- "Já chegamos? "
Obrigada por segurar o assento de minha bicicleta e correr seis quarteirões ao meu lado, no dia em que tirou as rodinha de treinamento.
Obrigada por ter pago todas as mensalidades da minha faculdade, comprado meus códigos e livros e algumas de minhas contas.
Obrigada por ter repetido o conselho mil vezes.
Obrigada por ter me dito: "Um dia, você vai me agradecer por isto."
Obrigada por tudo, pai.
(texto desconhecido, onde adaptei à minha realidade).
Depois de um longo e tenebroso inverno...
... voltei.
Pôxa, fiquei sem escrever por um tempo razoável. Não tenho qualquer desculpa clássica, muito menos foi falta de tempo. Eu realmente não estava a fim de escrever. Ou melhor: não tive qualquer lampejo de inspiração neste último mês e duas semanas, mesmo diante de tanta novidade.
Muita coisa aconteceu. Claro, vive acontecendo, né? Especialmente nesse ano de 2006, onde cada dia dele sempre surge algo inusitado, diferente, desafiador, estimulante, preguiçoso e por aí vai. Nenhum dia está sendo igual ao outro e isso dá uma sensação boa de estar viva, de estar alerta, de estar crescendo. Há uma interessante definição quanto ao tempo: é o lugar onde podemos evoluir. Porém, como a Ressonância Schumann está alterada, não sobra muito campo evolutivo para as 24 horas diárias. Ou adaptar-se à nova freqüência de 13 H/s...
Então, posso dizer que evolui muito durante esse tempo. Tenho, sim, muitas novidades, porém a maioria delas é "indescrevível" aqui. Óbvio que, quando puder ser publicado, as fresquinhas serão anunciadas.
Enquanto isso, continuo filosofando a respeito das razões existenciais dos homens e mulheres na faixa dos 32 anos, que tanto me perturba e instiga...
... e à espera de excelentes notícias.
Pôxa, fiquei sem escrever por um tempo razoável. Não tenho qualquer desculpa clássica, muito menos foi falta de tempo. Eu realmente não estava a fim de escrever. Ou melhor: não tive qualquer lampejo de inspiração neste último mês e duas semanas, mesmo diante de tanta novidade.
Muita coisa aconteceu. Claro, vive acontecendo, né? Especialmente nesse ano de 2006, onde cada dia dele sempre surge algo inusitado, diferente, desafiador, estimulante, preguiçoso e por aí vai. Nenhum dia está sendo igual ao outro e isso dá uma sensação boa de estar viva, de estar alerta, de estar crescendo. Há uma interessante definição quanto ao tempo: é o lugar onde podemos evoluir. Porém, como a Ressonância Schumann está alterada, não sobra muito campo evolutivo para as 24 horas diárias. Ou adaptar-se à nova freqüência de 13 H/s...
Então, posso dizer que evolui muito durante esse tempo. Tenho, sim, muitas novidades, porém a maioria delas é "indescrevível" aqui. Óbvio que, quando puder ser publicado, as fresquinhas serão anunciadas.
Enquanto isso, continuo filosofando a respeito das razões existenciais dos homens e mulheres na faixa dos 32 anos, que tanto me perturba e instiga...
... e à espera de excelentes notícias.
domingo, 23 de julho de 2006
Urubus e "Urubuas": a Missão
SAVE THE PLANET!!!
Vamos reciclar o LIXO do mundo!
Dê uma finalidade àquelas coisas que você guarda e que já não têm a menor utilidade!
Vamos convocar os animais que a natureza criou com a missão de sanear o planeta!
Vamos limpar a sujeira do mundo, não se esquecendo de que algumas coisas que já não lhe servem podem "beneficiar" outrém!
Afinal, somos todos pó e ao pó voltaremos.
Só que alguns viram pó de ouro enquanto outros se transformam em pó de mico!
terça-feira, 27 de junho de 2006
Feliz Ano Novo pra mim!!
Hoje eu completo 32 primaveras.
Meu avô, de onde estiver, dirá pra mim: "Tá fazendo 23 anos, né, Cocota?". Pois é, Vô, tô fazendo é 16... ;-)
Minha mãe, no entanto, adora relembrar todo ano o episódio de meu nascimento, com todos os problemas, alegrias e diversões...
Em 1988, quando fiz 14 anos, escrevi uma pequena história sobre isso e vou tentar reproduzí-la aqui.
-----
"26 de junho de 1974. Pensar que há 14 anos eu estava encolhida de ponta-cabeça num lugar tão quentinho e tão gostoso! Eu estava dentro da barriga de minha mãe. Nessa mesma hora, à noite, meus pais estavam se dirigindo para São Paulo, pois minha mãe faria uma cesariana na manhã seguinte, no Hospital Matarazzo.
No mundo, acontecia a Copa do Mundo na Alemanha. Brasil era um dos favoritos, já que se tornou Tri-Campeão em 70. O time brasileiro acabava de vencer 3 a 0 sobre o Zaire e seguiria para as Oitavas-de-Final. Obviamente, intensa comemoração em toda Pátria do Futebol e, especialmente, na Avenida Paulista, lotada de torcedores.
Minha mãe estava bem barriguda, nem parecia estar grávida de um ser só e, ainda, com 8 meses de gestação. Como era inverno, estava frio, e nada melhor do que esquentar a barriga em um cobertor.
Meu pai, vendo aquela multidão impedindo a passagem dos carros pela Paulista, estava nervoso e ansioso. Afinal, eles tinham horário para chegar ao Hospital por causa da internação e os preparativos para a cirurgia.
O trânsito estava uma loucura. Aliás, todos estavam malucos, bêbados, felizes... Minha mãe, ao ver que não iríamos sair do lugar tão cedo, deu a seguinte idéia ao meu pai:
- Assis, chama aquele guarda lá. Fala pra ele que estou em trabalho de parto e precisamos chegar ao Matarazzo logo.
Dito e feito, meu pai chamou o policial. Este, parecendo não acreditar no que meu pai dizia, enfiou a cabeça por dentro do vidro e viu minha mãe com aquele barrigão, gemendo "de dor".
- Claro! - disse o guarda. - Vou liberar o trânsito para vocês e o senhor pode passar por cima do canteiro ali para atravessar e chegar na Alameda Rio Claro.
Depois de atravessar, o "seu" guarda ainda perguntou:
- O senhor precisa de batedor? Eu vou guiando o senhor até o hospital!
- Não precisa - disse Assis. - Está pertinho daqui, chego rápido! - continuou, porém preocupado, pois não iriam entrar pela enfermaria, mas sim, pela internação.
Chega o dia 27 de junho. Um novo dia. Noite mal dormida, anestesias... E ainda, platéia: como Dr. Domingos Deláscio era professor da USP, alguns de seus alunos e outros médicos curiosos foram assistir a um parto complicado de mãe diabética com mioma no útero, que engravidou só Deus sabe como, a despeito da pílula e do tumor.
Está chegando... Está chegando... Eu estava naquele lugar quentinho e nem tinha idéia do que estava para acontecer. Eu iria nascer, vir ao mundo, neste mundo...
Às 7:25 da manhã fui retirada do útero, mas nem percebi que me tiraram do sossego e do aconchego. Eu não chorei, não tinha como, porque uma certa coisa apertava meu pescoço: o cordão umbilical. Médicos ficaram nervosos: "Oxigênio! Oxigênio! Depressa!" Minha mãe também percebeu, mesmo sob efeito de anestesia.
Logo que inspirei o oxigênio pela primeira vez, chorei. Berrei de tudo: alegria, júbilo, raiva de sair da "vida boa"... Para alívio dos médicos e, especialmente, da minha mãe.
Fiquei na incubadora por uma semana. Parecia que havia voltado àquele lugar, mas não era a mesma coisa...
Enfim, chegou a hora de ir pra casa. Minha mãe me leva em seus braços, e eu, quietinha, japonesinha, branquelinha, dormia envolta em mantas.
E assim começa minha aventura: VIVER."
-----
P.S.: Brasil venceu o Gana por 3 a O. Placar idêntico... Será algum sinal divino?
:-P
Meu avô, de onde estiver, dirá pra mim: "Tá fazendo 23 anos, né, Cocota?". Pois é, Vô, tô fazendo é 16... ;-)
Minha mãe, no entanto, adora relembrar todo ano o episódio de meu nascimento, com todos os problemas, alegrias e diversões...
Em 1988, quando fiz 14 anos, escrevi uma pequena história sobre isso e vou tentar reproduzí-la aqui.
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"26 de junho de 1974. Pensar que há 14 anos eu estava encolhida de ponta-cabeça num lugar tão quentinho e tão gostoso! Eu estava dentro da barriga de minha mãe. Nessa mesma hora, à noite, meus pais estavam se dirigindo para São Paulo, pois minha mãe faria uma cesariana na manhã seguinte, no Hospital Matarazzo.
No mundo, acontecia a Copa do Mundo na Alemanha. Brasil era um dos favoritos, já que se tornou Tri-Campeão em 70. O time brasileiro acabava de vencer 3 a 0 sobre o Zaire e seguiria para as Oitavas-de-Final. Obviamente, intensa comemoração em toda Pátria do Futebol e, especialmente, na Avenida Paulista, lotada de torcedores.
Minha mãe estava bem barriguda, nem parecia estar grávida de um ser só e, ainda, com 8 meses de gestação. Como era inverno, estava frio, e nada melhor do que esquentar a barriga em um cobertor.
Meu pai, vendo aquela multidão impedindo a passagem dos carros pela Paulista, estava nervoso e ansioso. Afinal, eles tinham horário para chegar ao Hospital por causa da internação e os preparativos para a cirurgia.
O trânsito estava uma loucura. Aliás, todos estavam malucos, bêbados, felizes... Minha mãe, ao ver que não iríamos sair do lugar tão cedo, deu a seguinte idéia ao meu pai:
- Assis, chama aquele guarda lá. Fala pra ele que estou em trabalho de parto e precisamos chegar ao Matarazzo logo.
Dito e feito, meu pai chamou o policial. Este, parecendo não acreditar no que meu pai dizia, enfiou a cabeça por dentro do vidro e viu minha mãe com aquele barrigão, gemendo "de dor".
- Claro! - disse o guarda. - Vou liberar o trânsito para vocês e o senhor pode passar por cima do canteiro ali para atravessar e chegar na Alameda Rio Claro.
Depois de atravessar, o "seu" guarda ainda perguntou:
- O senhor precisa de batedor? Eu vou guiando o senhor até o hospital!
- Não precisa - disse Assis. - Está pertinho daqui, chego rápido! - continuou, porém preocupado, pois não iriam entrar pela enfermaria, mas sim, pela internação.
Chega o dia 27 de junho. Um novo dia. Noite mal dormida, anestesias... E ainda, platéia: como Dr. Domingos Deláscio era professor da USP, alguns de seus alunos e outros médicos curiosos foram assistir a um parto complicado de mãe diabética com mioma no útero, que engravidou só Deus sabe como, a despeito da pílula e do tumor.
Está chegando... Está chegando... Eu estava naquele lugar quentinho e nem tinha idéia do que estava para acontecer. Eu iria nascer, vir ao mundo, neste mundo...
Às 7:25 da manhã fui retirada do útero, mas nem percebi que me tiraram do sossego e do aconchego. Eu não chorei, não tinha como, porque uma certa coisa apertava meu pescoço: o cordão umbilical. Médicos ficaram nervosos: "Oxigênio! Oxigênio! Depressa!" Minha mãe também percebeu, mesmo sob efeito de anestesia.
Logo que inspirei o oxigênio pela primeira vez, chorei. Berrei de tudo: alegria, júbilo, raiva de sair da "vida boa"... Para alívio dos médicos e, especialmente, da minha mãe.
Fiquei na incubadora por uma semana. Parecia que havia voltado àquele lugar, mas não era a mesma coisa...
Enfim, chegou a hora de ir pra casa. Minha mãe me leva em seus braços, e eu, quietinha, japonesinha, branquelinha, dormia envolta em mantas.
E assim começa minha aventura: VIVER."
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P.S.: Brasil venceu o Gana por 3 a O. Placar idêntico... Será algum sinal divino?
:-P
sábado, 24 de junho de 2006
O GRITO!!!
Eu só queria ser uma pessoa normal e levar uma vida normal.
Eu só queria que na minha vida 2 + 2 fosse igual a 4; 5 + 5 fosse igual a 10...
Eu queria acordar, trabalhar normalmente, voltar para a casa de noite, ficar com a família normalmente, fazer as coisas normais que normalmente as pessoas normais fazem.
Eu queria ter uma percepção normal, ter uma mente normal, um destino normal...
Mas não...
Por que??????
EIS O GRITO!!!!!!!!
Na minha caminhada existem muitas placas confusas e esquinas obscuras.
Tudo tão dual... Por que tantas bifurcações no meio do caminho? Por que ser obrigada a escolher tanto e o tempo todo? A duplicidade é um tormento! A dicotomia também!
Por que tenho que viver atormentada por tantos fantasmas? Qual é o objetivo, oh, vida, de ter que caminhar vendo o que os outros não vem, ouvindo o que os outros não ouvem e, principalmente, lembrando coisas que estão enterradas?
Por que tanta imagem na cabeça? Por que o passado distante ressurge tanto e com tamanha intensidade, a ponto de eu não poder negá-lo em hipótese alguma? Por que ter que saber tanto? Ver armaduras, carroças, espadas, lamparinas, hábitos, penas, o vento... o mar... o navio cruzando o Atlântico... florestas... Por que o passado me assalta tanto? A ponto de poder sentir-lhe o cheiro?
Não é sempre que consigo administrar tanta coisa ao mesmo tempo agora. As dimensões justapostas... o medo de errar... ou da repetição de certos eventos...
E o que ouço? E quando Lilith resolve assumir o comando, assoprando no meu ouvido esquerdo? Tudo tão nítido, tão prontinho, né, Lilith, só falta mesmo a Alessandra misturar tudo...
E por que não me responde o que fazer com tanto papel manuscrito saído da fogueira, por exemplo??
Por que me dar a informação e não me dizer o que fazer com ela? Estou cansada das entrelinhas... Mas, acima de tudo, por que sempre dois??? Dois caminhos, dois destinos, duas polaridades, sempre... sempre...
Como seria simples não saber nada, como a maioria das pessoas...
Alegar ignorância... Como seria mais fácil...
Mas este peso... Que peso... para que ter que sentir tanto e com tanta força?
Que Deus me ajude... A viver pelo menos dignamente entre uma e outra dimensão, circulando sempre... E a entender que o erro faz parte da caminhada...
Eu só queria que na minha vida 2 + 2 fosse igual a 4; 5 + 5 fosse igual a 10...
Eu queria acordar, trabalhar normalmente, voltar para a casa de noite, ficar com a família normalmente, fazer as coisas normais que normalmente as pessoas normais fazem.
Eu queria ter uma percepção normal, ter uma mente normal, um destino normal...
Mas não...
Por que??????
EIS O GRITO!!!!!!!!
Na minha caminhada existem muitas placas confusas e esquinas obscuras.
Tudo tão dual... Por que tantas bifurcações no meio do caminho? Por que ser obrigada a escolher tanto e o tempo todo? A duplicidade é um tormento! A dicotomia também!
Por que tenho que viver atormentada por tantos fantasmas? Qual é o objetivo, oh, vida, de ter que caminhar vendo o que os outros não vem, ouvindo o que os outros não ouvem e, principalmente, lembrando coisas que estão enterradas?
Por que tanta imagem na cabeça? Por que o passado distante ressurge tanto e com tamanha intensidade, a ponto de eu não poder negá-lo em hipótese alguma? Por que ter que saber tanto? Ver armaduras, carroças, espadas, lamparinas, hábitos, penas, o vento... o mar... o navio cruzando o Atlântico... florestas... Por que o passado me assalta tanto? A ponto de poder sentir-lhe o cheiro?
Não é sempre que consigo administrar tanta coisa ao mesmo tempo agora. As dimensões justapostas... o medo de errar... ou da repetição de certos eventos...
E o que ouço? E quando Lilith resolve assumir o comando, assoprando no meu ouvido esquerdo? Tudo tão nítido, tão prontinho, né, Lilith, só falta mesmo a Alessandra misturar tudo...
E por que não me responde o que fazer com tanto papel manuscrito saído da fogueira, por exemplo??
Por que me dar a informação e não me dizer o que fazer com ela? Estou cansada das entrelinhas... Mas, acima de tudo, por que sempre dois??? Dois caminhos, dois destinos, duas polaridades, sempre... sempre...
Como seria simples não saber nada, como a maioria das pessoas...
Alegar ignorância... Como seria mais fácil...
Mas este peso... Que peso... para que ter que sentir tanto e com tanta força?
Que Deus me ajude... A viver pelo menos dignamente entre uma e outra dimensão, circulando sempre... E a entender que o erro faz parte da caminhada...
quarta-feira, 21 de junho de 2006
Hora de rir!
O ZODÍACO E AS LÂMPADAS
Quantos de cada signo são necessários para trocar uma lâmpada???
ARIANOS: Apenas um, mas serão necessárias muitas lâmpadas.
TOURO: Nenhum, taurinos não gostam de mudar nada.
GÊMEOS: Dois (claro). Vai durar o fim de semana inteiro, mas quando estiver pronto, a lâmpada vai fazer o serviço de casa, falar francês e ficar da cor que você quiser.
CÂNCER: Somente um, mas leva três anos para um terapeuta ajudá-lo a passar pelo processo.
LEÃO: Um leonino não troca lâmpadas, a não ser que ele segure a lâmpada e o mundo gire em torno dele.
VIRGEM: Vamos ver: um para virar a lâmpada, um para anotar quando a lâmpada queimou e a data em que foi comprada, outro para verificar a nota fiscal da compra, dez para decidir remodelar a casa enquanto o resto troca a lâmpada.
LIBRA: Bom, na realidade, eu não sei. Acho que depende de quando a lâmpada foi queimada. Talvez só um, se for uma lâmpada comum, mas talvez dois se a pessoa não souber onde encontrar a lâmpada, ou...
ESCORPIÃO: Mas quem quer saber? Por que "você" quer saber? Você é um policial?
SAGITÁRIO: O sol está brilhando, está um dia lindo, nós temos a vida inteira pela frente e você está preocupado em trocar uma lâmpada estúpida?
CAPRICÓRNIO: Nenhum - capricornianos não trocam lâmpadas, a não ser que seja um negócio lucrativo.
AQUÁRIO: Vão aparecer centenas, todos competindo para ver quem vai ser o único a trazer a luz ao mundo.
PEIXES: O quê? Ahn? A luz está apagada?
Quantos de cada signo são necessários para trocar uma lâmpada???
ARIANOS: Apenas um, mas serão necessárias muitas lâmpadas.
TOURO: Nenhum, taurinos não gostam de mudar nada.
GÊMEOS: Dois (claro). Vai durar o fim de semana inteiro, mas quando estiver pronto, a lâmpada vai fazer o serviço de casa, falar francês e ficar da cor que você quiser.
CÂNCER: Somente um, mas leva três anos para um terapeuta ajudá-lo a passar pelo processo.
LEÃO: Um leonino não troca lâmpadas, a não ser que ele segure a lâmpada e o mundo gire em torno dele.
VIRGEM: Vamos ver: um para virar a lâmpada, um para anotar quando a lâmpada queimou e a data em que foi comprada, outro para verificar a nota fiscal da compra, dez para decidir remodelar a casa enquanto o resto troca a lâmpada.
LIBRA: Bom, na realidade, eu não sei. Acho que depende de quando a lâmpada foi queimada. Talvez só um, se for uma lâmpada comum, mas talvez dois se a pessoa não souber onde encontrar a lâmpada, ou...
ESCORPIÃO: Mas quem quer saber? Por que "você" quer saber? Você é um policial?
SAGITÁRIO: O sol está brilhando, está um dia lindo, nós temos a vida inteira pela frente e você está preocupado em trocar uma lâmpada estúpida?
CAPRICÓRNIO: Nenhum - capricornianos não trocam lâmpadas, a não ser que seja um negócio lucrativo.
AQUÁRIO: Vão aparecer centenas, todos competindo para ver quem vai ser o único a trazer a luz ao mundo.
PEIXES: O quê? Ahn? A luz está apagada?
Na velocidade em que veio, acho que foi quase uma psicografia...
"Escrevi" ou "recebi", não sei bem, esta mensagem no final de 1994.
Eu não acredito na morte;
Para mim, ela não existe.
Não tenho medo da dor;
Pois uma eternidade luminosa me espera.
Não tenho medo do trabalho;
Pois com ele edifico meu templo.
Não acredito nas lágrimas;
Elas somente devolvem o sal à terra.
Não acredito no homem;
Poi ele ainda não se formou, não existe.
Não tenho medo do ódio;
Tenho um escudo e meu objetivo é a candura.
Não acredito na temeridade;
Ela cega e enche o ego de mediocridade.
Não acredito em limites;
O Criador é Infinito.
O Bem mais Precioso
Não, não é o ouro, não são os diamantes, não são os dólares nem o petróleo.
O bem mais precioso de que dispomos é o tempo.
Temos um tempo de vida. Um tempo determinado para cumprirmos tudo aquilo que acordamos em cumprir. Cada minuto desperdiçado é como se fosse uma gota dourada vital indo ralo abaixo. Porém, em compensação, cada novo minuto é uma nova oportunidade que se descortina.
O tempo não volta atrás. O tempo é inalienável, por mais que o "vendamos" na forma de trabalho. Colocamos um preço no nosso tempo, mas, como é possível quantificá-lo através de um valor monetário? Por que o tempo de um "vale" mais que o tempo de outro? E, por mais precioso que seja, por que o desperdiçamos tão frivolamente? Na frente de um aparelho de televisão, passando freneticamente de um canal a outro. Na frente do computador (epa!)...
A lista do desperdício é imensa! Isso sem contar o quanto gastamos cultivando mágoas e rancores desnecessários, pensamentos obsoletos, dúvidas insolúveis, idéias sem cabimento...
Você com certeza já pensou, e com muita raiva, em coisas melhores para se fazer enquanto estava naquela interminável fila de banco, mas, já ponderou sobre o tempo gasto acompanhando novelas, por exemplo? Aquele tempo gasto não volta atrás...
A cada minuto, a partir do nosso nascimento, estamos mais próximos do suspiro final...
Por mais que tenhamos a eternidade na nossa frente, como espíritos que somos, cada segundo gasto é um grão de areia caído na ampulheta de Melquisedec.
Um antigo filósofo japonês disse que o Tempo é o Senhor Supremo do Universo. Disse também que o Tempo é tão poderoso quanto Deus... É o tempo que fecha nossas feridas, que nos traz a maturidade e que dá uma nova visão das coisas. Claro, para aqueles dispostos a ver.
O tempo... Que o Universo nos dê sabedoria para utilizar o bem mais precioso.
O bem mais precioso de que dispomos é o tempo.
Temos um tempo de vida. Um tempo determinado para cumprirmos tudo aquilo que acordamos em cumprir. Cada minuto desperdiçado é como se fosse uma gota dourada vital indo ralo abaixo. Porém, em compensação, cada novo minuto é uma nova oportunidade que se descortina.
O tempo não volta atrás. O tempo é inalienável, por mais que o "vendamos" na forma de trabalho. Colocamos um preço no nosso tempo, mas, como é possível quantificá-lo através de um valor monetário? Por que o tempo de um "vale" mais que o tempo de outro? E, por mais precioso que seja, por que o desperdiçamos tão frivolamente? Na frente de um aparelho de televisão, passando freneticamente de um canal a outro. Na frente do computador (epa!)...
A lista do desperdício é imensa! Isso sem contar o quanto gastamos cultivando mágoas e rancores desnecessários, pensamentos obsoletos, dúvidas insolúveis, idéias sem cabimento...
Você com certeza já pensou, e com muita raiva, em coisas melhores para se fazer enquanto estava naquela interminável fila de banco, mas, já ponderou sobre o tempo gasto acompanhando novelas, por exemplo? Aquele tempo gasto não volta atrás...
A cada minuto, a partir do nosso nascimento, estamos mais próximos do suspiro final...
Por mais que tenhamos a eternidade na nossa frente, como espíritos que somos, cada segundo gasto é um grão de areia caído na ampulheta de Melquisedec.
Um antigo filósofo japonês disse que o Tempo é o Senhor Supremo do Universo. Disse também que o Tempo é tão poderoso quanto Deus... É o tempo que fecha nossas feridas, que nos traz a maturidade e que dá uma nova visão das coisas. Claro, para aqueles dispostos a ver.
O tempo... Que o Universo nos dê sabedoria para utilizar o bem mais precioso.
segunda-feira, 19 de junho de 2006
Sinceramente?... (comigo mesma)
"O coração tem razões que a própria razão desconhece". (Blaise Pascal)
Bom, o que era doce, acabou mesmo.
Agora vou fazer regime sério: definitivamente, não comer doces - nem bombons salva-vidas - tão cedo.
Bom, o que era doce, acabou mesmo.
Agora vou fazer regime sério: definitivamente, não comer doces - nem bombons salva-vidas - tão cedo.
Contos de Fadas pra Mulheres do século XXI
Uma historinha bem-humorada pra começarmos a semana com o pé direito...
"Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Nesta noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu hein?... nem morta!!!!!!!!"
(Luís Fernando Veríssimo)
"Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.
Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...
Então, a rã pulou para o seu colo e disse:
- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...
Nesta noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:
- Eu hein?... nem morta!!!!!!!!"
(Luís Fernando Veríssimo)
domingo, 18 de junho de 2006
Eterno (Carlos Drummnond de Andrade)
"Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata!
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência.
Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber...
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta.
Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma.
Sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém.
Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai"?
Difícil é dizer "adeus".
Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar.
E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá...
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais."
Como sempre, tem certas poesias ou músicas que caem como uma luva... que encaixam perfeitamente...
Preciso mais da Loção Confiança do Santo Herbário. Desapego já!!
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência.
Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber...
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta.
Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma.
Sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém.
Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai"?
Difícil é dizer "adeus".
Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar.
E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá...
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais."
Como sempre, tem certas poesias ou músicas que caem como uma luva... que encaixam perfeitamente...
Preciso mais da Loção Confiança do Santo Herbário. Desapego já!!
sábado, 17 de junho de 2006
Torcida.... (subindo no banquinho, como diz a Laine)
TORCIDA BRASILEIRA
Na verdade...
Torcemos para que os brasileiros tomem consciência de esta é uma nação em construção e que se lembrem disso com carinho todos os dias, e não somente durante a Copa do Mundo.
Torcemos para que os brasileiros façam valer o lema escrito na bandeira.
Torcemos para que os brasileiros dêem uma resposta digna, justa e corajosa nas urnas.
Torcemos para que os brasileiros tomem consciência de que seus direitos e deveres não são castelos no ar.
Torcemos para que os brasileiros saibam que a luta é necessária para se manter a ética e a democracia, e que não adianta só apontar os erros e reclamar ao vento.
Torcemos, enfim, para que os brasileiros se sintam unos com a Pátria todos os dias, lutem em prol de um bem comum todos os dias, se unam para fazer deste um país forte, com instituições sólidas, e, principalmente, que esta força e esperança possa sobreviver às batalhas em campo!
Na verdade...
Torcemos para que os brasileiros tomem consciência de esta é uma nação em construção e que se lembrem disso com carinho todos os dias, e não somente durante a Copa do Mundo.
Torcemos para que os brasileiros façam valer o lema escrito na bandeira.
Torcemos para que os brasileiros dêem uma resposta digna, justa e corajosa nas urnas.
Torcemos para que os brasileiros tomem consciência de que seus direitos e deveres não são castelos no ar.
Torcemos para que os brasileiros saibam que a luta é necessária para se manter a ética e a democracia, e que não adianta só apontar os erros e reclamar ao vento.
Torcemos, enfim, para que os brasileiros se sintam unos com a Pátria todos os dias, lutem em prol de um bem comum todos os dias, se unam para fazer deste um país forte, com instituições sólidas, e, principalmente, que esta força e esperança possa sobreviver às batalhas em campo!
Pérolas dos Marques III
Meu avô já dizia três coisas (não sei se estou repetindo, mas vale e é muito importante frisar hoje):
- Quem muito escolhe, merda recolhe.
- Eu sou de quem me quer.
- A saúde entra pela boca.
Impressionante como tudo isso é verdade verdadeira... Eita, seu Mathias, saudade docê, vô...
- Quem muito escolhe, merda recolhe.
- Eu sou de quem me quer.
- A saúde entra pela boca.
Impressionante como tudo isso é verdade verdadeira... Eita, seu Mathias, saudade docê, vô...
quinta-feira, 15 de junho de 2006
Cancioneiro de Elvas (by Alessandra, já que é só a Elaine que escreve aqui!)
Eu e a Elaine adoramos poesias, mas não qualquer coisa.
E, em minhas andanças, encontrei o Cancioneiro de Elvas, anônimo, séc. XVI.
As poesias estão todas em português arcaico. Repare, caro leitor, na sonoridade da língua (ai, gente, sou professora de música, é a sonoridade que chama a minha atenção). E como ela, de repente, não nos faz sentir um comichão que nos religa ao passado.
Mesmo sem entender lhufas, ( ou quase...) imaginamos como deve ser bonito o que está sendo dito!
A quem interessar possa a carapuça:
Toda noite e todo dia
E, em minhas andanças, encontrei o Cancioneiro de Elvas, anônimo, séc. XVI.
As poesias estão todas em português arcaico. Repare, caro leitor, na sonoridade da língua (ai, gente, sou professora de música, é a sonoridade que chama a minha atenção). E como ela, de repente, não nos faz sentir um comichão que nos religa ao passado.
Mesmo sem entender lhufas, ( ou quase...) imaginamos como deve ser bonito o que está sendo dito!
Parti ledo por te ver.
Parti ledo por te ver
Por la mar de mis pesares,
Allé rebueltos los mares
Temor he de me perder.
Y su furioso zelo
Ansi rebuelve las ondas
Que de las partes más hondas
Muestram arenas al cielo.
Aunq'es cierto el perder
Livre soy se tu mandares
Que si son altos los mares,
Mui mas alto es tu poder.
A quem interessar possa a carapuça:
Toda noite e todo dia
Toda noite e todo dia
Cuido como sou sojeito
Que me não seja proveito,
Satisfaz a fantasia.
Comigo mesmo passando
Maginações namoradas
Poucas horas descansadas,
As mais delas suspirando.
Por que de tal harmonia
É o amor composto e feito,
Que do que não traz proveito,
Lança mão a fantasia.
Cancioneiro Barbieri:
Meus olhos van per lo mare
Mirando van Portugale
Meus olhos van per lo rio...
Não é lindo?
terça-feira, 13 de junho de 2006
Valei-me, Santo Antônio!
Apenas passei por aqui pra dar duas notícias.
Brasil estreou na Copa do Mundo de Futebol e venceu a Croácia por 1 a 0. Joguinho sofrível, truncado, sem-graça. Kaká (que tem uns belos braços e anti-braços, diga-se de passagem) foi o herói da nação hoje.
Em segundo, mudanças à vista por mares nunca dantes navegados... E não é porque é dia do meu padroeiro (fui batizada numa igreja dele) que essas transformações têm cunho afetivo. Não, definitivamente. Em breve, novidades. Assim seja! E que os Anjos digam amém pra nós todos.
PS.: Não consegui vender as imagens do Santo Antônio. Até elas ficam encalhadas no estoque...
:-P
Brasil estreou na Copa do Mundo de Futebol e venceu a Croácia por 1 a 0. Joguinho sofrível, truncado, sem-graça. Kaká (que tem uns belos braços e anti-braços, diga-se de passagem) foi o herói da nação hoje.
Em segundo, mudanças à vista por mares nunca dantes navegados... E não é porque é dia do meu padroeiro (fui batizada numa igreja dele) que essas transformações têm cunho afetivo. Não, definitivamente. Em breve, novidades. Assim seja! E que os Anjos digam amém pra nós todos.
PS.: Não consegui vender as imagens do Santo Antônio. Até elas ficam encalhadas no estoque...
:-P
segunda-feira, 12 de junho de 2006
Dia dos Enamorados
Sempre passei sozinha e hoje não foi diferente.
Não acreditam? É verdade. Mesmo com (ex-)namorado ano passado, ano retrasado, ano re-retrasado, foi o mesmo que NADA. Absolutamente NADA.
Pra se ter uma idéia, logo no primeiro Natal que passamos juntos, dei um CD do Madredeus lindíssimo, "Palavras Cantadas," e um porta-retrato. Ele criticou o CD ("perguntasse antes que tipo de música eu gosto!") e guardou o porta-retrato ("aqueles imãs caíram e quebraram..."). O último presente que dei pra ele foi uma pasta para o notebook: "é... é pequena... não tem lugar para se colocar papéis... é... dá pra usar..." - e mais reticências.
(Ranzinza pouco é bobagem. Crítico de nascença.)
Por isso é que eu digo: sempre passei sozinha, com ou sem - digamos - namorados. E não me lamento.
Não cabe a mim fazer apologia que o dia 12 de Junho tem fundo exclusivamente comercial. Não mesmo. Por quê:
1) ainda acredito que vou realizar meu desejo de passar um dia bem feliz - esse ano eu tive um "dia dos namorados" muito gostoso logo no dia 14 de fevereiro, o Valentine's Day;
2) se eu odiar a data, não poderei ganhar 2 presentes em um mesmo mês (dia 27 tá chegando!);
3) a esperança é a última que morre - pretensas sogras com o nome Esperança: não é pronome pessoal, é substantivo abstrato. :-)
Por isso, hoje lanço uma campanha:
Vendo imagem de Santo Antônio para simpatias!
Baratinho!
Até meia-noite desta segunda-feira!
Tenho imagens em tamanho pequeno e médio; 2ª dona; novinhos, mas com algumas lascadas e o outro colado com super-bonder após um pequeno acidente; providencio a retirada e o esconderijo do Jesus Cristinho do colo do Santo; fitas de cores azul e rosa são opcionais de fábrica; satisfação? Ainda não sei se é garantida...
Vai querer?
Para finalizar, encerro esse dia com um dos mais lindos poemas de Vinícius de Moraes: Soneto de Fidelidade.
"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."
Não acreditam? É verdade. Mesmo com (ex-)namorado ano passado, ano retrasado, ano re-retrasado, foi o mesmo que NADA. Absolutamente NADA.
Pra se ter uma idéia, logo no primeiro Natal que passamos juntos, dei um CD do Madredeus lindíssimo, "Palavras Cantadas," e um porta-retrato. Ele criticou o CD ("perguntasse antes que tipo de música eu gosto!") e guardou o porta-retrato ("aqueles imãs caíram e quebraram..."). O último presente que dei pra ele foi uma pasta para o notebook: "é... é pequena... não tem lugar para se colocar papéis... é... dá pra usar..." - e mais reticências.
(Ranzinza pouco é bobagem. Crítico de nascença.)
Por isso é que eu digo: sempre passei sozinha, com ou sem - digamos - namorados. E não me lamento.
Não cabe a mim fazer apologia que o dia 12 de Junho tem fundo exclusivamente comercial. Não mesmo. Por quê:
1) ainda acredito que vou realizar meu desejo de passar um dia bem feliz - esse ano eu tive um "dia dos namorados" muito gostoso logo no dia 14 de fevereiro, o Valentine's Day;
2) se eu odiar a data, não poderei ganhar 2 presentes em um mesmo mês (dia 27 tá chegando!);
3) a esperança é a última que morre - pretensas sogras com o nome Esperança: não é pronome pessoal, é substantivo abstrato. :-)
Por isso, hoje lanço uma campanha:
Vendo imagem de Santo Antônio para simpatias!
Baratinho!
Até meia-noite desta segunda-feira!
Tenho imagens em tamanho pequeno e médio; 2ª dona; novinhos, mas com algumas lascadas e o outro colado com super-bonder após um pequeno acidente; providencio a retirada e o esconderijo do Jesus Cristinho do colo do Santo; fitas de cores azul e rosa são opcionais de fábrica; satisfação? Ainda não sei se é garantida...
Vai querer?
Para finalizar, encerro esse dia com um dos mais lindos poemas de Vinícius de Moraes: Soneto de Fidelidade.
"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."
domingo, 4 de junho de 2006
Língua de Gato
"Eu no sui drutz mas dompnei
mas so q'iel vuoill m'es tant ahis...
Vauc de talan embroncs e clis, iratz e gauzens m'en partrai
qan veirai c'est amor de loing
mon cor qu'ill tenc rescondut, pois aic son pretz conogut!!..."
Não adianta, não conto o que significa. É uma língua antiga que quero estudar, além de terminar o inglês e fazer espanhol, por mais que eu ache uma lingua feia. Lindo mesmo é o francês... Adoro xingar em francês! Fica tão chique!!...
Vão ficar curiosos mesmo! Somente eu e Alessandra sabemos! Aliás, foi ela que me apresentou a essa língua tão romântica... ehehehe!!
Só que do jeito que ando comendo, a primeira língua que devoraria seria a Língua de Gato da Kopenhägen...
Humpf. Droga, amanhã, segunda-feira, retomo meu regime.
mon cor qu'ill tenc rescondut, pois aic son pretz conogut!!..."
Não adianta, não conto o que significa. É uma língua antiga que quero estudar, além de terminar o inglês e fazer espanhol, por mais que eu ache uma lingua feia. Lindo mesmo é o francês... Adoro xingar em francês! Fica tão chique!!...
Vão ficar curiosos mesmo! Somente eu e Alessandra sabemos! Aliás, foi ela que me apresentou a essa língua tão romântica... ehehehe!!
Só que do jeito que ando comendo, a primeira língua que devoraria seria a Língua de Gato da Kopenhägen...
Humpf. Droga, amanhã, segunda-feira, retomo meu regime.
A tradução da poesia eu não conto!
Poema de um Trovador Medieval, JAUFRE RUDEL (…1125-1148…)
Lanquan li jorn son lonc en mai
m’es bels dous chans d’auzels de lonh,
e quan mi sui partitz de lai,
remembra.m d’un amor de lonh;
vau de talan embroncs e clis
si que chans ni flors d’albespis
no.m platz plus que l’iverns gelatz.
Be tenc lo Senhor per verai
que formet cest’ amor de lonh,
mas per un já que m’en eschai
n’ai dos mals, car tant m’es de lonh.
Ai! car me fos lai pelegris,
si que mos fustz e mos tapis
fos pels seus bels olhs remiratz!
Be.m parra jois quan li querrai,
per amor Deu, l’ostal de lonh;
e s’a leis platz, albergarai
pres de leis, si be.m sui de lonh;
qu’aissi es lo parlamens fis
quan drutz lonhdas er tan vezis
qu’ab cortes ginh jauzis solatz.
Iratz e dolens m’en partrai,
s’eu no vei cest’ amor de lonh;
no.m sai quora mais la veirai,
que tan son nostras terras lonh:
assatz hi a pas e camis,
e per aisso non sui devis…
mas tot já com a leis platz.
Jamai d’amor no.m jauzirai
si no.m jau d’est’ amor de lonh,
que melher ni gensor non sai
ves nulha part, ni pres ni lonh;
tant es sos pretz rics e sobris
que lai el renh dels Sarrazis
fos eu per leis chaitius clamatz.
Deus que fetz tot quant ve ni vai,
e formet cest’amor de lonh
mi don poder, que cor be n’ai,
qu’eu veia cest’amor de lonh,
veraiamen en loc aizis,
si que la cambra e’ls jardis
mi ressemblom novels palatz.
Ver ditz qui m’apela lechai
e deziros d’amor de lonh,
que nuls autres jois tan no.m plai
cum jauzimens d’amor de lonh;
mas so qu’eu volh m’es tant ahis:
qu’enaissi.m fadet mos pairis
qu’eu ames e non fos amatz.
Mas so qu’eu volh m’es atahis
tot sai mauditz lo pairis
que.m fadet qu’eu non fos amatz!
Lanquan li jorn son lonc en mai
m’es bels dous chans d’auzels de lonh,
e quan mi sui partitz de lai,
remembra.m d’un amor de lonh;
vau de talan embroncs e clis
si que chans ni flors d’albespis
no.m platz plus que l’iverns gelatz.
Be tenc lo Senhor per verai
que formet cest’ amor de lonh,
mas per un já que m’en eschai
n’ai dos mals, car tant m’es de lonh.
Ai! car me fos lai pelegris,
si que mos fustz e mos tapis
fos pels seus bels olhs remiratz!
Be.m parra jois quan li querrai,
per amor Deu, l’ostal de lonh;
e s’a leis platz, albergarai
pres de leis, si be.m sui de lonh;
qu’aissi es lo parlamens fis
quan drutz lonhdas er tan vezis
qu’ab cortes ginh jauzis solatz.
Iratz e dolens m’en partrai,
s’eu no vei cest’ amor de lonh;
no.m sai quora mais la veirai,
que tan son nostras terras lonh:
assatz hi a pas e camis,
e per aisso non sui devis…
mas tot já com a leis platz.
Jamai d’amor no.m jauzirai
si no.m jau d’est’ amor de lonh,
que melher ni gensor non sai
ves nulha part, ni pres ni lonh;
tant es sos pretz rics e sobris
que lai el renh dels Sarrazis
fos eu per leis chaitius clamatz.
Deus que fetz tot quant ve ni vai,
e formet cest’amor de lonh
mi don poder, que cor be n’ai,
qu’eu veia cest’amor de lonh,
veraiamen en loc aizis,
si que la cambra e’ls jardis
mi ressemblom novels palatz.
Ver ditz qui m’apela lechai
e deziros d’amor de lonh,
que nuls autres jois tan no.m plai
cum jauzimens d’amor de lonh;
mas so qu’eu volh m’es tant ahis:
qu’enaissi.m fadet mos pairis
qu’eu ames e non fos amatz.
Mas so qu’eu volh m’es atahis
tot sai mauditz lo pairis
que.m fadet qu’eu non fos amatz!
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