sábado, 3 de junho de 2006

Perguntas e Respostas - Parte II

Por quê será que quando eu fico triste, eu não como, mas quando eu fico nervosa, eu como?
- Mistérios do meu estômago.

Por quê quando estou nervosa eu gosto de pintar as unhas de vermelho?
- Mistérios ocultos.

Por quê quando a gente fica nervosa a intuição tem interferência?
- Mistérios de antenas em dias de tempestade...

Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?

"Umbral" astral

É pra não dizer Inferno Astral.

Toda vez que chegamos próximo ao nosso aniversário, os estudiosos em Astrologia dizem que estamos nesse buraco.

Momento de reflexão.

Ooommmmmmm...

É, digamos que esse urgh tenha começado semana passada, exatamente um mês antes do meu ano novo. Passei uma semana de mau humor, brava, chateada, tolerância zero. Se bem que houve colaboradores para esse estado de espírito... Tudo bem, isso é problema de junta: junta tudo e joga fora.

Novamente, entrei na fase introspectiva, com apenas uma diferença, que me deixou preocupada: não teve bombons salva-vidas dessa vez. Quando ainda estava em Jundiaí, minha prima fez brigadeiro e não adiantou; comi quindim outro dia e não resolveu; comi uma torta de chocolate branco com Bis e... nada. Hummm... não comprei Passatempo Recheado... Tenho que resolver esse meu pequeno problema.

Se bem que acabei de fazer um Arroz Doce, com direito a leite condensado e leite de côco... raspas de limão... canela.... Será que resolve?

Não sei se é frio ou o quê, mas ando comendo bem mais do que poderia. Não sou eu que sou Formiga Atômica, não sou eu! Raios duplos!

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Hoje meu computador experimentou chocolate quente...

Desde pequena, sempre fui fascinada por tudo que era tecnologia. Adorava tudo o que tinha botão pra apertar, barulho pra fazer, choques pra levar. Tudo quanto era novidade em eletrodoméstico ou eletrônico era comigo mesmo: primeiro ligava e fuçava pra depois ler o manual - mesmo assim, só pra tirar dúvidas.

Meu primeiro contato com um computador foi na extinta e falida Mesbla (ah... isso é um post à parte, porque era nosso lazer de fim de semana, nos idos dos anos 80, para o tédio e raiva do meu pai e a delícia da minha mãe).

Lembram-se daqueles computadores de tela verde, pequenos, com monitores de 12 polegadas... Nem tinham sistema operacional de mané Windows, era tudo no DOS... Fabricados pela IBM, que eu me lembre. Eu e meu irmão fugíamos da companhia paterna pra ficar ali, em frente a um deles, só pra escrever nossos nomes e apertar a tecla enter e aparecer: error ou failed. Ou jogar Pong, um dos únicos jogos disponíveis na época.

No entanto, aqui em casa as inovações tecnológicas sempre chegaram depois que estavam há anos no mercado. Meu sonho de infância era ter um ATARI pra jogar Pac-Man, Enduro, River Raid, Asteroids e Space Invaders.... mas ganhei um Merlin e o Cubo Mágico (e quem completou foi minha irmã) , além das bonecas, é claro.

Em função disso, eu baixava na casa de um amigo meu onde era exatamente o contrário: foi lá que eu conheci o que era um som com CD Player, vídeocassete, walkman (juro!), microondas, as versões do Word - 2.1 (isso é que dinossauro!), 3.1 e 4.1 (os trabalhos de faculdade eram feitos onde?, ehehehe), bem como foi lá que acessei pela primeira vez a internet, com aquele som característico do modem sendo conectado. É mole?

(As outras versões do Word eu as conheci fazendo estágio e, depois, com meu próprio pc).

Quem acompanha meu blog, sabe que em um dos primeiros posts que publiquei escrevi que eu sou uma viciada confessa por computador e, mais especificadamente, pela internet. E todo mundo sabe que não se deve comer em cima de aparelhos eletroeletrônicos.

Bom. Fiz todo um intróito pra contar uma coisa praticamente diversa do meu afã por tecnologia (menos, Elaine, num é taanto assim)... É que meu pai, por ser um engenheiro eletro-mecânico, sempre nos educou para fazer diuturnamente a manutenção de equipamentos. Sempre fui diligente e cuidadosa, mas como é de conhecimento geral da Nação, eu não desgrudo (exagerada! também não é assim, né?) da frente do monitor.

Para quem trabalha em frente ao computador o dia inteiro, confesse: você nunca alimentou seu teclado com migalhas de pão, biscoitos, água e afins, pizza, pão de queijo e barra de chocolate?

Eis que estava eu, aqui, sentada, tomando um chocolate quente gostoso que tinha acabado de preparar, já que combinava com o frio que ainda faz em Belo Horizonte. Tocou o telefone e era minha amiga Flávia - pra quem dei suporte técnico de instalação de programas o dia inteiro (outra profissão a seguir, eu dou jeito pra coisa. Se num der certo no Direito, vai o Esquerdo). Atendi e fui colocar a xícara em cima da mesa do pc, lotada de papéis do meu trabalho... De repente, por tê-la colocado em cima desses papéis, não vi que a dita mesa estava mais ao fundo e... a xícara cai e faz escorrer seu precioso líquido e muito quente... em mim, na torre, no armário, no chão... e no fatídico teclado.

Resultado: tudo tá funcionando. Mesmo limpo, o teclado ainda está cheirando a chocolate, mas a barra de espaço ligeiramente quebrou ao tentar recolocá-lo no lugar. Quanto à torre, eu ainda não a abri pra saber o que caiu lá dentro, já que a disqueteira ficou grudada...

Moral da história: eu devo escutar mais meu pai. Porém, como diria um amigo meu, agora eu vou poder escrever palavras mais doces!

Será?

terça-feira, 16 de maio de 2006

Perguntas e Respostas - Parte I

Por que será que pessoas reconhecidamente cabeças-duras custam a acreditar que nem tudo foi por ter feito "doce"?
- Não foi doce, foi reconhecimento de terreno!!!

Por que será que pessoas extremamente ansiosas gostam de ficar observando o leite ferver ao invés de saber esperar?
- Odeiam frustrações...

Por que será que pessoas receosas custam a colocar novamente a mão no fogo?
- Mistério!! Eu também não sei!... Bem... Será que elas estão fazendo "doce"?

Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Dia das mães (recebi o texto e coloco aqui)

Uma homenagem à minha mãe, que deseja ardentemente que eu saia de casa o mais breve possível... Hoje, pelo menos, seus ânimos estavam assim; amanhã, talvez; depois, eu não sei, pode ser que ela me amarre aos pés da cama.

Mãe, te amo.

Você um dia sonhou comigo...
E me amou antes que eu existisse;
Você se alegrou com a minha chegada ao mundo, como alguém que recebe um lindo presente;
Você me acolheu, me alimentou, me educou.
Você acompanhou meu crescimento...
E curtiu comigo a vida no dia-a-dia.
Mãe, você é muito gente: acredita no bem, na lealdade, na amizade.
De fato, meus amigos são também seus amigos.
Você é exemplo de fé e esperança, que me dá muita força e coragem para vencer na vida.
Você é a esposa dedicada que tudo faz só por amor.
Seus gestos de bondade, sua prontidão em perdoar, sua atitude sempre amável enchem minha vida de gratidão por você.
E num caloroso abraço meu coração lhe diz, em oração:
"Mãe, que Deus a abençoe e proteja sempre!"

domingo, 14 de maio de 2006

Ufa, voltei!

Depois de um longo e tenebroso inverno sem escrever, estou de volta.

Além da falta de inspiração que me ocorreu no final do mês passado, tive muito trabalho e fiquei uma semana fora do MEU pc (estava em Sampa, ô dilíxia), o que me deixaram desconectada do mundo virtual.

Ok, mais ou menos, mas tem certas coisas que só seu computador te entende ou só no seu pc que você consegue fazer determinadas coisas... Ô coisas... É a mesma história do banheiro da sua casa, é verdade.

Daqui a pouco eu viajo de novo. E trabalhando muito e bastante. Não necessariamente nessa ordem, mas pode acontecer tudo ao mesmo tempo agora, ehehehehehe...

Home sweet home, mas queria mesmo estar fora de casa... Mas com o meu pc, minhas COISAS, e sei lá mais o quê.

:-P

sábado, 29 de abril de 2006

O que não é Amor (texto lindo, meu amigo, adorei!...)

Já se falou tanto em amor, amizade e paixão...
Que tal falarmos do que não é amor?

Se você precisa de alguém para ser feliz,
isso não é amor.
É CARÊNCIA.

Se você tem ciúme, insegurança
e faz qualquer coisa para conservar alguém ao seu lado,
mesmo sabendo que não é amado,
e ainda diz que confia nessa pessoa,
mas não nos outros, que lhe parecem todos rivais,
isso não é amor.
É FALTA DE AMOR PRÓPRIO.

Se você acredita que "ruim com ela(e), pior sem ela(e)",
e sua vida fica vazia sem essa pessoa;
não consegue se imaginar sozinho
e mantém um relacionamento que já acabou
só porque não tem vida própria
- existe em função do outro -
isso não é amor.
É DEPENDÊNCIA.

Se você acha que o ser amado lhe pertence;
sente-se dono(a) e senhor(a) de sua vida e de seu corpo;
não lhe dá o direito de se expressar,
de ter escolhas, só para afirmar seu domínio,
isso não é amor.
É EGOÍSMO.

Se você não sente desejo; não se realiza sexualmente;
prefere nem ter relações sexuais com essa pessoa,
porém sente algum prazer em estar ao lado dela,
isso não é amor.
É AMIZADE.

Se vocês discutem por qualquer motivo;
morrem de ciúmes um do outro
e brigam por qualquer coisa;
nem sempre fazem os mesmos planos;
discordam em diversas situações;
não gostam de fazer as mesmas coisas ou ir aos mesmos lugares,
mas sexualmente combinam perfeitamente,
isso não é amor.
É DESEJO.

Se seu coração palpita mais forte;
o suor torna-se intenso;
sua temperatura sobe e desce vertiginosamente,
apenas em pensar na outra pessoa,
isso não é amor.
É PAIXÃO.

Agora, sabendo o que não é amor,
fica mais fácil analisar, verificar o que está acontecendo e
procurar resolver a situação.
Ou se programar para atrair alguém por quem sinta carinho
e desejo; que sinta o mesmo por você,
para que possam construir um relacionamento equilibrado
no qual haja, aí sim, o verdadeiro e eterno amor.

Meu pai disse-me um dia:

"Filho... você terá três tipos de pessoa na sua vida:

- Um AMIGO,
aquela pessoa que você terá sempre em grande estima,
que você sabe que poderá contar sempre;
que bastará você insinuar que está precisando de ajuda
e a ajuda está sendo dada;

- Uma AMANTE,
aquela pessoa que faz o seu coração pulsar;
que fará com que você flutue
e nada importará quando vocês estiverem juntos;

- Uma PAIXÃO,
aquela pessoa que você amará,
desejará incondicionalmente,
às vezes nem lhe importando se ela lhe quer ou não,
e talvez ela nem fique sabendo disso.

Mas, se você conseguir reunir essas três pessoas numa só
- pode ter certeza meu filho:
- Você encontrou a felicidade."

(Augusto Schimanski - 1928/1973)

sábado, 22 de abril de 2006

Bloqueio criativo

Essa semana, em plena lua cheia, eu tive isso.

Aliás, não tive.

A profusão de idéias era tamanha e elas estavam correndo à solta, mas os Todos Problemas Misturados não me deram a paciência suficiente para capturá-los e colocá-los em ordem desejável. Nessas horas eu queria ter uma plaquinha com o seguinte aviso: "Sorria! Você está prestes a ser fulminado".

Bom, ninguém matou ninguém, entre mortos e feridos salvaram-se todos e, agora, tudo está no seu ritmo normal.

Eita lua que altera até a ponta do fio do cabelo...

Ainda bem que chegou a Minguante! Aleluia!

No lotação

"Levantei-me com o pé esquerdo naquele dia. Tudo dera errado: o despertador atrasou, o chuveiro queimou, derramei meu café na minha blusa, o carro não funcionou. Então, fui obrigada a ir de ônibus para o escritório, que é a coisa mais deprimente deste mundo, mas se quiser sentir calor humano, esse é o local mais apropriado. Sabia que iria chegar atrasada, pois o motorista não tinha pressa, só eu.

Ainda bem que o ônibus não estava lotado e pude sentar-me. Estava aborrecida, irritada. Tentei cochilar e estava quase conseguindo, quando ouvi uma conversa que me deixou arrepiada:

- Por que será que ela fez isso? - idsse um homem que estava atrás de mim.

- Eu não sei... Mas trair-lhe com seu melhor amigo, fazê-lo de idiota... Essa eu não deixava... Mataria a esposa e o amigo - disse o outro homem, com uma voz extremamente rouca. - Eu a deixaria trancada em casa, arrancaria suas unhas, cortava seus longos cabelos... o quê é que você acha, Carlos?

- Será? Não é muita ruindade para uma pessoa só, Marcos?

- Xiiii... Fica quieto... Não fale o meu nome aqui... já pensou se soubessem? - sussurrou Marcos - Bom, acho que irei colocar isso no plano.

Os dois começaram a conversar amenidades, mas eu fiquei pasma! Tramando um assassinato aqui, dentro de um ônibus, onde qualquer um poderia escutar, como eu escutei! E ainda numa frieza incrível! Ah, não, essa eu não deixo... Irei ao primeiro posto policial fazer uma denúncia. Mas... e se pedirem um retrato falado? Nem vi o rosto deles ainda!...

Ainda estava perdida nos meus pensamentos, quando Marcos, aquele da voz rouca, disse:

- Será que é um bom tema para o meu mais novo livro policial? Será que irá agradar ao público?

Carlos respondeu:

- Acho que sim, pois a história é de arrepiar e parece até convincente, viu? Tá bom pra caramba, sô!

- Obrigado - agradeceu Marcos.

Então não era o que eu pensava! Ele era um escritor policial e eu pensando que era um assassinato! Eu preciso conter meus pensamentos, pois tenho uma imaginação fértil demais.... Preciso tomar cuidado com tudo que ouço por aí! Porém, até que um dia, em outro ônibus:

- Você acha que eu devo estrangular, esquartejar ou decapitar?"

**Redigido por mim em Maio/Junho de 1989.

domingo, 16 de abril de 2006

Pra rua me levar (Ana Carolina)

"Não vou viver como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
Às vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

(...)

É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir..."


** Por que existem músicas tão precisas?

Eu cantava essa musiquinha!...

Analisando a música do Coelhinho da Páscoa:

De olhos vermelhos, (O bicho tava doido)
De pêlo branquinho, (Deve ser coroa também)
De pulo bem leve, (boiola)
Eu sou o coelhinho, (Aqui ele faz gênero, coitadinho)
Sou muito assustado, (uuuuuuuuh.... nooossa!)
Porém sou guloso, (tipinho cínico)
Por uma cenoura... (hehehe... tô sabendo...)
Já fico manhoso (definitivamente boiola)
Eu pulo pra frente, eu pulo pra trás (versos altamente eróticos)
Dou 1000 cambalhotas (Kama Sutra perde)
Sou forte demais! (pit-bicha!)
Comi uma cenoura (agora chegou onde eu queria)
Com casca e tudo (guloso vc hein?)
Tão grande ela era... (aiiii.... como era grande... uiuiui...)
Fiquei barrigudo!!! (Aaaaaaahhh bom, era coelha!!!)

Feliz Páscoa!!!!

Mensagem séria de Páscoa

Recebi de uma amiga e retrasmito. Muito linda e encaixa muito bem à minha insônia de hoje.

"Páscoa é ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.

Páscoa é dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.

Páscoa é ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vencer à morte.

Páscoa é renascimento, é recomeço,
É uma nova chance pra gente melhorar
As coisas que não gostamos em nós.

Para sermos mais felizes por conhecermos
A nós mesmos mais um pouquinho e vermos
Que hoje somos melhores do que fomos ontem."
(desconhecemos a autoria)

Cada um recebe de acordo com o que dá.
Se você der ódio e indiferença, há de recebê-los de volta.
Mas se der atenção e carinho, há de ver-se cercado de afeto e amor.
Ninguém se aproxima do espinheiro, por causa dos espinhos, nem do lodo, porque suja.
Mas todos apreciam permanecer perto das flores, que espalham beleza e perfume.
Cada um recebe de acordo com o que dá.

Feliz Páscoa!

Páscoa

Neste final de semana comemoramos os 90 aninhos de juventude da minha avó.

Éramos, ao todo, 21 familiares em torno da Veínha, que se emocionou muito ao ver seus netos que há muito tempo não os via e bisnetos (dos 6 que tem) que ainda não os conhecia, como o Vinícius, filho da Karina, de apenas 1 aninho!...

Lauto almoço: arroz (para um batalhão de pessoas), salada de alface-tomate cereja-kani, lasanha de molho branco, lasanha de abobrinha, pesto de berinjela, creme de cogumelo shitake, salpicão, torta de frango, frango assado,... Será que me esqueci de algo?

Exagero é também marca registrada dos Marques, tanto na comida quanto no resto...

Ah! Com direito a um bolo confeitado de 2 andares (que ainda quero aprender a fazer), onde o primeiro andar foi devorado em questão de "segundos" - família que tem uma fome de leão pra doces...

Alessandra esteve aqui, mas não pôde deixar seu recadinho neste blog porque esqueceu a senha (juro que não sei qual é, juro!). Não quebramos nosso recorde de dormir às 7 da manhã, porque a idade chegou e o sono também - prepare-se, Lê, dia 08/05 eu tô aí!....

Quem não veio, perdeu a farra. Como diz a música da Ana Carolina:

"É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua

É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade...

É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores..."

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Vó Ananiza Motta Marques

É obvio que no aniversário de seus 09 anos eu não iria deixar passar em branco sem ao menos um post...

Alguém pergunta: "9 anos? Como assim? É 90!"

Não, é 9, com direito a gol de placa.

Meu avô nunca se esqueceu dos aniversários dos filhos, netos e bisnetos (mesmo doente). Ele sempre nos ligava e nos dizia: "hoje você está fazendo 72 anos, né?". Sempre invertia os números e isso era sua marca registrada.

Minha vó completa hoje 90 anos. A veínha, carinhosamente chamada assim por nós, sobreviveu a muita coisa. Sua história de vida realmente daria um livro, bem como a do meu avô. Saltando as partes que dariam um bom romance, foi ela quem cuidou de mim quando bebê enquanto minha mãe ficava no hospital; ensinou-me a fazer crochê, com direito ao dedo indicador da mão esquerda levantado e óculos na ponta do nariz (o que era motivo de gozação do meu avô); ensinou-me a fazer bolo ("você tem mão boa, coração bom, aproveite!"), estimulou-me a ter dons artísticos e a gostar de plantas. Foi ela quem me recebeu em casa e me pegou no colo pela primeira vez depois que sai do hospital, acompanhada do "babai" Roberto.

Sempre cheirosinha, sempre vaidosa, sempre dorminhoca no sofá, sempre fazendo coisas gostosas pra gente comer. Católica fervorosa, suas preocupações para com a família sempre foram resolvidas depois de passar muitas noites insone de tanto rezar. Fugiámos de sua bengala quando ficava brava, mas éramos os primeiros a pegá-la pra brincar de cavalinho - isso deixava ela doida ainda mais atrás de nós. É dela o bordão "tadinha!" e "ah!", é dela o olho mais gordo de nos enxergar ("nooossa, você engordooou!"), é dela o carinho quando teceu e nos presenteou as lindíssimas e pesadas colchas de crochê, é dela a vontade de nos ver felizes ("eu vou rezar muito, pedir muito a Deus pra você ser feliz, viu?"), é só dela o amor que mantém pelo meu avô, Mathias Marques, já que ficaram juntos por mais de 61 anos.

Vó, minha mãe duas vezes... ainda bem que está aqui conosco. Vou te curtir de montão até o final. E repito aqui o que falo toda vez que te coloco na cama: EU TE AMO. Muito.

Sua Cocota

Intervalo

Depois do meu destempero epistolar, voltemos à programação normal.

terça-feira, 11 de abril de 2006

Aviso ao(s) navegante(s)

Eu tenho 31 anos, quase 32. Não tenho 15.
Escrever sempre foi e sempre será a minha terapia. Comecei a escrever livros (mas nunca tive coragem pra terminá-los) aos meus 13 anos.
Problema de quem acha que isso é inútil ou perda de tempo.
Não tenho grandes pretensões literárias, só que a vida dá voltas...
Criei isso pra que eu possa me divertir e mostrar o cotidiano e o trabalho com outras cores. Sei que não agradará a gregos e troianos, mas num tô nem aí com críticas.
Pelo menos eu não crio uma personagem ilusória e irreal (redundante, mas vamos lá) para "arrebanhar ovelhinhas para o céu" nos chats da vida, perdendo tempo pela madrugada afora.
Deverias procurar outras soluções mais criativas pra sair da lama que te afundas.
Ah, eu procuro emprego pela internet.

E tenho dito.

Oração diária da mulher

"Querido Deus,
até agora o meu dia foi bom:
Não fiz fofoca, não perdi a paciência, não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata e nem irônica.
Controlei minha TPM, não reclamei, não praguejei, não gritei, nem tive ataques de ciúmes.
Não comi chocolate.
Também não fiz débitos em meu cartão de crédito e não dei cheques parcelados.
Mas peço a sua proteção, Senhor, pois estou para levantar da cama a qualquer minuto.
Amém!"

OBS.: Ainda não estou de TPM. E já acordei há um tempão. Quanto ao resto? hehehehehe...

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Profissão errada? - parte 2

Nesses últimos meses, desde agosto do ano passado (mais precisamente), tenho sido a animadora e conselheira jurídica de amigas e primas em processo de separação, seja de casamento, namoro, união estável, etc.

(Pra quem não sabe o que é união estável, a definição popular é juntar os trapinhos).

Como ouvi e ainda ouço tanta coisa - principalmente em razão de atuar na área do Direito de Família - vire e mexe eu acho que dou jeito também pra psicóloga. Na verdade, estou criando uma profissão nova: psicolawyer (assim fica mais chique).

O dia mais marcante foi quando eu disse pra minha cliente minha que o ex-marido dela era gay. Primeiro, ela me contou do primeiro ex, de quem cobramos a pensão do filho. Quanto ao segundo, tudo o que ela me falou - eles têm uma filha - não fazia sentido diversas atitudes que o cara mantinha e mantém depois do término do relacionamento.

Falei assim: "ele é gay". Dias depois: "Elaine, confirmou. Você não imagina o alívio que estou sentindo com isso, muito obrigada!"

Não sei se deu pra entender o que estou querendo dizer, mas também tenho feeling de psicóloga. Ou cartomante.

Afinal, por quê fui fazer Direito?? Aguardem.

PS.: a denominação "animadora" fica por conta do fato de ter me tornado dama-de-companhia de uma amiga recém-separada. Ela me arrasta pra tudo quanto é canto da cidade. ;-)

Astrologia

Eu e Alessandra, desde novinhas, adoramos tudo o que é esotérico. Aliás, esotérico pra mim não é uma palavra que soe bem, porque temos uma sensibilidade bastante desenvolvida e preferimos chamar tudo de ligeiramente esotérico.

Bem, a razão deste post é simples, porque saiu pra mim essa semana no site da Delas: "Os muitos planetas em signos de ar movimentam a sua vida interior e aumentam a sua necessidade de transmitir os seus sentimentos. Apesar da tensão entre Plutão e Marte, o céu está fornecendo uma dose extraordinária de inspiração e ajudando você a encontrar a chave que permite comunicar emoções: a linguagem" (péssima mania de advogados, mas tenho que dizer: grifo nosso - meu, aliás).

Talvez seja por essa conjunção aí - Plutão é mistério, rege Escorpião; Marte é guerreiro, rege Áries - tá dando o que falar... Aliás (aahhhh.....), agora entendi tudo...

E vocês aí fiquem pensando o que entendi tudo. Uma ótima razão pra deixar alguns comments.

domingo, 9 de abril de 2006

Profissão errada?

Depois de algumas postadas - isso é lá termo de blogueiro? - acho que tenho jeito pra coisa. Brinquedinho novo a gente se diverte, num é?

Tive um feeling de jornalista e descobri três coisas que eu não posso fazer aqui:
primeiro
- fazer desse blog um muro de lamentações;
segundo
- não contar tantas coisas pessoais;
três
- não xingar ex-namorado (droga... é tão divertido!).

Ah! A quarta: escrever pouco, utilizando bem a objetividade.

Droga, ser prolixo é sinônimo de advogado. :-(