sábado, 30 de dezembro de 2006

Eita... mais um ano!

Nossa... finalmente, consegui enganar a tudo e a todos e passar em branco esse ano de 2006, que já terminou... Missão cumprida!

Aliás, 2006 nada. 2005 durou dois anos! Eita, coisinha arrastada! Mas que bom que acabou.
Tenho muito que agradecer à 2006, apesar de tudo. Foi o ano de Saturno a nos exigir responsabilidade e a não deixar nada de falso ou fraco ficar de pé. Bem... Saturno está indo pra deixar o espaço pra Júpiter, o poderoso chefão, símbolo da boa sorte, mas que dá um certo drama e exagero às coisas... Heheheheheh... eu ia falar sobre Júpiter na casa 5.. mas deixa prá lá.. senão o Marcel, meu professor, me mata!

2006 foi o ano mais atípico da minha vida! Bem.. eu já havia sido alertada sobre mudanças profundas... MAS NÃO IMAGINAVA QUE SERIAM TAAAAAAAAAANTAS!!!!

Se alguém me dissesse, há uns 2 ou 3 anos atrás tudo o que iria me acontecer nesse ano, eu internaria a pessoa!

Aconteceu, acredite, (((*&ihiiv gi 66 i7(*&V Ojh h ((*B 00 T¨$ jkhi e também **¨V HJCFR#!YTRE!!kjjb ,ki ioh6v kjhbkjg kiodaa ut drwt e, ainda, surpreendentemente (NGY% %64v kityviu98 !!!!!!!!!!!!!

Que cooooooooisa!!!

Meu pedido à Júpiter: me dar um ano menos insano, com realizações e novidades também, mas com muito cérebro para administrar tanta coisa!!!!!

E vamos em frente!!!!


Feliz 2007!

Alessandra

terça-feira, 26 de dezembro de 2006

Indagações espasmódicas e divagatórias

... no entanto, necessárias. Eu poderia correr atrás de qualquer coisa. Eu gostaria de poder sentir que qualquer coisa fosse capaz de me calar. Mas, nesta vida, eu só preciso de uma resposta. SÓ DE UMA RESPOSTA!

Deve haver um livro de sentenças... Como naquela lenda árabe. Não, eu não iria querer alterar nada, como na história. Eu só gostaria de ler. E só algumas linhas. As finais, de preferência. A impressão que tenho é de que vim ao mundo apenas para achar a resposta da minha pergunta. E a pergunta não é daquelas filosóficas, complicadas, "de onde viemos, para onde vamos", nada. É simples, banal. Mas não encontro resposta... que me satisfaça!!!

E assim vai. Um novo dia, uma nova perspectiva para minha pergunta. Um novo ângulo ao leste... O sol que se põe. O sol que nasce... e assim passam-se os anos. Impressionante como alguns segundos conseguem ser mais eternos do que décadas!!!

Será que a resposta está lá atrás? Ou será que alguém a guarda? A resposta estaria naquele poço? Ou na beirada da janela? Ou naquele fio gelado da navalha prateada? "Você tem cicatrizes no corpo, menina? " "Não, não tenho"

Eu conheço o fim... mas não consegui visualizar o início...


Alessandra

sexta-feira, 22 de dezembro de 2006

Para que terapia???

Uma grande (e econômica) dica é a seguinte:

Escreva durante algum tempo várias e várias páginas de memórias, profundamente detalhadas, numa linguagem crua, real, sem rodeios, sincera e ENTERRE.

Depois de alguns anos, mais de 10, de preferência, DESENTERRE e leia com atenção....

As reações são diversas: espanto, riso, susto, mico e um grande e sonoro PUTZ!!!

Mas o mais importante é que essas memórias levam a gente a pensar... pensar demais... como se fossem mesmo um "qualé" na nossa vida. Inevitável e sintomático usá-las como ponte e fazer comparações.

"Ah... olha só.. isso aconteceu por causa daquilo que nem me lembrava mais" Ou então, "Nossa... eu era assim naquela época?" Vejam os pensamentos, as autocríticas, ou pior, a imensa falta delas. O que tiramos disso tudo? O aprendizado. Não precisa de terapia quanto se tem nas mãos esse tipo de material... ele, e o simancol que ele provoca, já dizem tudo!

Não, eu não enterrei nenhuma memória. Elas ficaram bem guardadinhas em algum armário do Bairro Gutierrez, em Belo Horizonte... Na verdade, essas memórias são o resultado de 7 anos de trocas de correspondências entre eu e minha querida prima Elaine. Entre 89 e 96. Troca de cartinhas é pouco! Verdadeiros tratados da loucura psicótica marquesiana, algumas cartas chegaram a ter mais de 100 páginas! Teve uma que levei mais de uma ano escrevendo!

Olha só a riqueza desse material... Em agosto desse ano resolvemos fazer a prova dos nove e trocar as cartas. Ai, que choque desenterrar fantasmas in loco!

Porém, melhor que qualquer terapia! Basta ter o coração aberto para aceitar o autoconhecimento! E encarar a sujeita que eu era há mais de uma década!

PS: Ah.. outra coisa.... Eu escrevia muito melhor há 12 anos atrás do que agora....


Alessandra

quarta-feira, 15 de novembro de 2006

Classificados do "gorila"

CLASSIFICADOS "GORILA ON LINE"


Espaço criado para vender, trocar, alugar, comprar (ihhhh...) ou, principalmente, doar aquilo que não te serve mais... e que fará a diferença para pobres e desavisadas criaturas da Terra.


- Doa-se, com urgência, um apontador de língua, muito útil e eficiente já com avançada quilometragem. Se a dona dele continuar usando, vai acabar tocando piano no mau sentido!!


- Doa-se para minha querida prima Elaine, um pacote fechado de balas super ardidas, e que logo estarão com a validade vencida! Aproveite, dá para consumir umas 3 por dia!!! (hahahahahahahahahahahahahahahahahahahah!!!!!!!!!!!!!!).


- Troca-se um joguinho de dados novinhos, na caixa, por algum livro de zen-budismo! E vê se engole o choro!!! Desapego é uma virtude!

- Troca-se Netuno na casa 12 por Júpiter na casa 4, alguém aí faria o favor?

- Troca-se uma algema digital por um telefone celular... se bem que dá na mesma... Só não pode tocar Pour Elise, por favor!

- Doa-se carcaça de urubu para estudos de medicina legal, antropozoomórficos ou para ufólogos... qualquer coisa, o importante é tirar essa carniça daqui!!!!!!!

- Doa-se, com o coração cheio de caridade cristã, livros com o curso completo de Língua Portuguesa do Prof. Pasquale, para aquelas pessoinhas que não sabem onde enfiar a vírgula ou o acento!!!

- Vende-se camiseta com desenho de cinto de segurança , pra enganar os guardas de trânsito... (ai, que péssimo, isso foi plágio do Jô Soares).


Interessados falar comigo!


Alessandra

terça-feira, 24 de outubro de 2006

EU SOU FELIZ!!!

EU SOU FELIZ!!!


Quando percebo que não adianta teimar em misturar o óleo na água!

Quando me conscientizo que cada antena só capta as frequências que lhe são afins.

Quando percebo que o que vale é o vento batendo no rosto.

Quando me disponho a pagar o preço por ter asas, seja ele qual for.

Quando sinto que coisas importantes deixaram de ter importância.

Quando me responsabilizo em nutrir, cuidar e educar o escorpião...

Quando vejo que as rugas do rosto alheio não são de minha responsabilidade.

Quando me aproprio da arte de cortar a ilusão pela raiz com o machado do auto-conhecimento.

Quando me lembro das lições dos meus pais.

Quando me conforta o carinho dos familiares, amigos, primos (olha aí você, Elaine!).

Quando me inspira o meu mentor, Michael, embora eu esteja muito rebelde ultimamente...

E, principalmente, quando me conscientizo que, apesar de tudo e de todos, EU, VOCÊS E TODOS NÓS SOMOS DEUS EM AÇÃO!!

Namastê

sábado, 14 de outubro de 2006

Dia 12 de Outubro

Pra viariar, só ando escrevendo nas festividades. Acredito piamente que somente em feriados estou tendo inspiração, mas nesse último (anteontem) tive uma dupla inspiração... Afinal, além de ter sido dia santo, foi aniversário do Benhê... :-P

Porém, contudo, todavia, para a frustração dos ávidos leitores, não vou escrever aqui o que escrevi para o Benzinho, sem sua devida autorização. Mas vou contar nossa saga para fugir em pleno dia das Crianças:

"Cleber me pegou em casa às 11 horas da manhã. Já era tarde, alguns já haviam desejado felicidades ao aniversariante, coisa que ele não aprecia tanto assim... Depois de caçarmos um lava-jato para dar banho no General (o carro), encontramos um disponível no Itaú Power Shopping, com a condição de fazermos umas duas horinhas pelas lojas (ai, minhas costas...).

Nunca vi tanta criança reunida. O shopping parecia uma verdadeira creche... O filme que pretendíamos assistir só tinha sessão às 21 horas... Almoçamos pastéis com um copo de refrigereco.

Enfim, ainda restava uma esperança, já que o Big Shopping estava passando 'Maldição' às 15 horas... Para lá nos dirigimos, mas quem disse que estava passando o filme? Tiraram os filmes adultos para faturarem com matinês!!! (affff)

Após fuçar em jornal alheio, ligar para o cunhado acessar a página de cinemas pela internet, fomos ao Shopping Cidade: além de termos feito outras duas horas para assistirmos um outro filme para assistir, tivemos que enfrentar uma fila quilométrica para comprar ingresso, tanto no caixa quanto no cartão e, no final..... filme horrível!!!

Voltamos para casa... Amigos e vizinhos de Cleber, muito divertidos, salvaram nosso dia: todos apareceram em peso com o bolo delicioso de Bete...

Enfim, que dia!!"

Lá em cima do piano tem um copo de veneno II.

Lá em cima do piano tem um copo de veneno.

1-) Quem bebeu morreu, o azar foi seu e o culpado não fui eu.

2-) Não se acanhe, fique à vontade.

3-) Despeje o veneno sobre as teclas e teremos um acid jazz!

4-) Que o engula o pianista durante os estudos de Chopin.

5-) O copo está lá... Beber ou não beber?


Escolha a sua alternativa.


Alessandra

terça-feira, 10 de outubro de 2006

Indian Inspiration

Da mesma forma que Picasso teve sua fase rosa e Beethoven, sua fase "mozartiana", eu, GUARDADAS AS DEVIDAS PROPORÇÕES, estou vivenciando a minha fase "indiana/hindu" (ui!).

É por isso que também estou atendendo pelo nome de Kali. Claro que não é a toa. Não é fácil ter Kali como alter ego....

Bem, e prestando um serviço aos queridos leitores do nosso blog (ou seja, só a minha prima Elaine), transcrevo um maravilhoso Gayatri Mantra, para nos servir de inspiração.

O Gayatri Mantra está voltado à inteligência universal e procura orientar a consciência do homem para sua NATUREZA DIVINA.



Om bhur bhuvah swaha
Tat savitur varenyam
Bargho devasya dhimahi
Dhiyo yo nah prachodayat
Oh, espírito infinito, energia divina que o universo ilumina com a luz do Criador.
Oriente-nos a mente no caminho do uno e do bem
Dilapide a ignorância
Assim como o sol, à distância,
Dilapida as trevas também
Gostou, Laine? Fala pro meu cunhado entrar no nosso blog também. Um terceiro leitor é muito bem vindo!
Ah! antes que eu me esqueça! Da próxima, transcrição de uma passagem do "Cântico dos cânticos", na língua sefaradita (hebraico ibérico, chique, não?) Só que este, eu não traduzo, tá pensando o quê? Heheheheheheeheh...... Aguarde a minha fase hebraica!
Agradeço às maravilhosas cantoras do grupo de world music Mawacca pelas "inspirações"....
Alessandra

segunda-feira, 9 de outubro de 2006

Lá em cima do piano tem um copo de veneno.

Pois é... eis me aqui na tela do "gorila" depois de tanto tempo.

Os pensamentos jorram desesperadamente, e não vão me deixar dormir enquanto não escrevê-los.

Houve um tempo em que eu virava a noite olhando para o vazio, na sacada do meu apartamento, tentando entender as constelações... e o pior... ENTENDENDO-AS DE FATO!

Também já houve um tempo em que queimava pimenta com gengibre no meu caldeirão improvisado, jogando as cinzas ao vento. A lua me chamava alta madrugada, e eu a atendia.

Ah... passei pelo desejo de reivindicar a minha parte em sangue, lavando a balança da justiça. O que, definitivamente, não compete a mim.

É natural sentir-se um ser das trevas quando se cava um buraco infinito... Mas nem as trevas duram para sempre.

A luz do sol dissolve impiedosamente os miasmas crescidos durante a noite. Não há como se fazer com que o sol não nasça. Nada impede o rei de lançar seus raios sobre a terra e seus mundos inferiores.

Assim... gira-se a roda mais uma vez. Tente tapar os ouvidos: mesmo assim ouviremos os sons que nos rodeiam. Não temos pálpebras auditivas. Ouvir é preciso e obrigatório!

Então... OUÇA: o rancor é um copo de veneno que bebemos achando que o outro morrerá!

E viva a luz do sol!!!


Alessandra

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

Crônica de Amor...

Foram 40 dias de estudo, reconhecimento de terreno, avaliações... Não escapamos disso ainda, há muita coisa a ser enfrentada... Mundos diferentes, vidas diferentes... Quanto menos se espera, tudo acontece. Vem de onde você menos espera.

E o que nosso tá reservado, com certeza...

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"Você ama aquela petulante!
Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu.
Você deu flores que ela deixou a seco.
Você levou para conhecer a sua mãe e ela foi de blusa transparente.

Você gosta de rock e ela de chorinho,
você gosta de praia e ela tem alergia a sol,
você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo,
nem no ódio vocês combinam. Então?

Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado,
o beijo dela é mais viciante do que LSD,
você adora brigar com ela e ela adora implicar com você.
Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste.
Ele diz que vai ligar e não liga,
ele veste o primeiro trapo que encontra no armário,
ele escuta Egberto Gismonti e Sivuca.
Ele não emplaca uma semana nos empregos,
esta sempre duro, e é meio galinha.

Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado,
e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga.
Ele toca gaita de boca, adora animais e escreve poemas.
Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim.

Você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais.
Gosta dos filmes de Woody Allen, dos irmãos Coen e do Robert Altman,
mas sabe que uma boa comédia romântica também tem o seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu
e seu corpo tem todas as curvas no lugar.

Independente, emprego fixo, bom saldo no banco.
Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador
e seu fettuccine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo.
Com um currículo desses, criatura, por que diabo está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa.
Quem dera o amor não fosse um sentimento,
mas uma equação de matemática:
eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.
Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem.
Caso contrário os honestos, simpáticos e não-fumantes
teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece a razão.

O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Costuma ser despertado mais pelas flechas do cupido que por uma ficha limpa.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano.
Isso são só referências. Ama-se pelo cheiro, pelo mistério,
pela paz que o outro lhe dá , ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam,
pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC.
Ama-se justamente pelo que o amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos tem as pencas,
bons motoristas e bons pais de família,
mas mesmo assim, ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida.

Isto é o amor..."

domingo, 13 de agosto de 2006

Diante da evolução desse último mês....

... gostaria de prestar uma pequena homenagem àquele meu grande amigo que me fez ser a mulher-advogada-amiga que sou hoje. Devo muito a você, meu querido "padim".

"Ainda acredito nas pessoas. Gosto de conhecer gente que penso ser diferente. Desafio-me a compreender o que me parece diferente. O que foge à minha lógica. Também, inspirar nos diferentes o recíproco desejo de me conhecer, ainda que não me sinta diferente. Explorar os caminhos do outro, sejam eles quais forem, desde que honestamente colocados os recíprocos propósitos".

(trecho de um dos e-mail's, em 12/11/2001).

Foi aí que ele conseguiu me convencer. Conquistou minha lealdade e meu enorme apreço e carinho.

E ao meu outro doce-recém-amigo, faltam palavras para lhe agradecer o tanto que você é um ser querido e especial. Mesmo diante do barquinho ou do pisca-brilha-flutua ou de qualquer coisa que faça você se sentir diferente, isso tudo lhe faz ser mais especial ainda... Viu?

Pai

Como não poderia deixar de ser, assim como postei no dia das Mães, devo traçar algumas linhas para o dia dos Pais.

(Que pena, não arranjei nenhum textinho bonitinho...)

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Obrigada por ter-me concebido com amor, mesmo sabendo que vocês, até hoje, não se lembram como isso aconteceu.

Obrigada por ter levado mamãe e eu até a maternidade e termos chegados em segurança e inteiras (quase).

Obrigada por acalentar-me nos seus braços e me sufocar nas mantas.

Obrigada por não ter-me jogado fora com a água do banho.

Obrigada por ter apanhado no chão, dezenas de vezes, minha colher e tigela.

Obrigada por ter conversado comigo em minha língua nativa, fala de bebê, até que me tornei bilíngüe e aprendi a falar adulto.

Obrigada por ter dito "Papai... Papai... Papai..." um trilhão de vezes, até que compreendi que você estava dizendo seu nome.

Obrigada por ter colocado o cinto do seu roupão debaixo do meu braço para que eu pudesse aprender a andar.

Obrigada por ter me ensinado que as formigas não eram pra ser comidas e sim, pisadas (apesar de gostar de pisar e depois comê-las, urgh).

Obrigada por ter marcado no umbral da porta cada centímetro que eu crescia.

Obrigada por conservar a cabeça fria durante meus terríveis dois anos, meus totalmente exaustivos três, meus apavorantes quatro, e...

Obrigada pela espinafração, quando comi metade do pote de ovinhos de chocolate nas Lojas Bakana, sem querer.

Obrigada por ter segurado minha mão até eu dormir, mesmo contando a historinha trágica da formiguinha.

Obrigada pelas moedinhas que me dava quando penteava os inusitados fios de cabelo da sua careca.

Obrigada pelo sermão quando tomei recuperação no segundo ano.

Obrigada por ter respondido sempre à minha pergunta:
- "Já chegamos? "

Obrigada por segurar o assento de minha bicicleta e correr seis quarteirões ao meu lado, no dia em que tirou as rodinha de treinamento.

Obrigada por ter pago todas as mensalidades da minha faculdade, comprado meus códigos e livros e algumas de minhas contas.

Obrigada por ter repetido o conselho mil vezes.

Obrigada por ter me dito: "Um dia, você vai me agradecer por isto."

Obrigada por tudo, pai.

(texto desconhecido, onde adaptei à minha realidade).

Depois de um longo e tenebroso inverno...

... voltei.

Pôxa, fiquei sem escrever por um tempo razoável. Não tenho qualquer desculpa clássica, muito menos foi falta de tempo. Eu realmente não estava a fim de escrever. Ou melhor: não tive qualquer lampejo de inspiração neste último mês e duas semanas, mesmo diante de tanta novidade.

Muita coisa aconteceu. Claro, vive acontecendo, né? Especialmente nesse ano de 2006, onde cada dia dele sempre surge algo inusitado, diferente, desafiador, estimulante, preguiçoso e por aí vai. Nenhum dia está sendo igual ao outro e isso dá uma sensação boa de estar viva, de estar alerta, de estar crescendo. Há uma interessante definição quanto ao tempo: é o lugar onde podemos evoluir. Porém, como a Ressonância Schumann está alterada, não sobra muito campo evolutivo para as 24 horas diárias. Ou adaptar-se à nova freqüência de 13 H/s...

Então, posso dizer que evolui muito durante esse tempo. Tenho, sim, muitas novidades, porém a maioria delas é "indescrevível" aqui. Óbvio que, quando puder ser publicado, as fresquinhas serão anunciadas.

Enquanto isso, continuo filosofando a respeito das razões existenciais dos homens e mulheres na faixa dos 32 anos, que tanto me perturba e instiga...

... e à espera de excelentes notícias.

domingo, 23 de julho de 2006

Urubus e "Urubuas": a Missão

SAVE THE PLANET!!!
Vamos reciclar o LIXO do mundo!
Dê uma finalidade àquelas coisas que você guarda e que já não têm a menor utilidade!
Vamos convocar os animais que a natureza criou com a missão de sanear o planeta!
Vamos limpar a sujeira do mundo, não se esquecendo de que algumas coisas que já não lhe servem podem "beneficiar" outrém!
Afinal, somos todos pó e ao pó voltaremos.
Só que alguns viram pó de ouro enquanto outros se transformam em pó de mico!

terça-feira, 27 de junho de 2006

Feliz Ano Novo pra mim!!

Hoje eu completo 32 primaveras.

Meu avô, de onde estiver, dirá pra mim: "Tá fazendo 23 anos, né, Cocota?". Pois é, Vô, tô fazendo é 16... ;-)

Minha mãe, no entanto, adora relembrar todo ano o episódio de meu nascimento, com todos os problemas, alegrias e diversões...

Em 1988, quando fiz 14 anos, escrevi uma pequena história sobre isso e vou tentar reproduzí-la aqui.

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"26 de junho de 1974. Pensar que há 14 anos eu estava encolhida de ponta-cabeça num lugar tão quentinho e tão gostoso! Eu estava dentro da barriga de minha mãe. Nessa mesma hora, à noite, meus pais estavam se dirigindo para São Paulo, pois minha mãe faria uma cesariana na manhã seguinte, no Hospital Matarazzo.

No mundo, acontecia a Copa do Mundo na Alemanha. Brasil era um dos favoritos, já que se tornou Tri-Campeão em 70. O time brasileiro acabava de vencer 3 a 0 sobre o Zaire e seguiria para as Oitavas-de-Final. Obviamente, intensa comemoração em toda Pátria do Futebol e, especialmente, na Avenida Paulista, lotada de torcedores.

Minha mãe estava bem barriguda, nem parecia estar grávida de um ser só e, ainda, com 8 meses de gestação. Como era inverno, estava frio, e nada melhor do que esquentar a barriga em um cobertor.

Meu pai, vendo aquela multidão impedindo a passagem dos carros pela Paulista, estava nervoso e ansioso. Afinal, eles tinham horário para chegar ao Hospital por causa da internação e os preparativos para a cirurgia.

O trânsito estava uma loucura. Aliás, todos estavam malucos, bêbados, felizes... Minha mãe, ao ver que não iríamos sair do lugar tão cedo, deu a seguinte idéia ao meu pai:

- Assis, chama aquele guarda lá. Fala pra ele que estou em trabalho de parto e precisamos chegar ao Matarazzo logo.

Dito e feito, meu pai chamou o policial. Este, parecendo não acreditar no que meu pai dizia, enfiou a cabeça por dentro do vidro e viu minha mãe com aquele barrigão, gemendo "de dor".

- Claro! - disse o guarda. - Vou liberar o trânsito para vocês e o senhor pode passar por cima do canteiro ali para atravessar e chegar na Alameda Rio Claro.

Depois de atravessar, o "seu" guarda ainda perguntou:

- O senhor precisa de batedor? Eu vou guiando o senhor até o hospital!

- Não precisa - disse Assis. - Está pertinho daqui, chego rápido! - continuou, porém preocupado, pois não iriam entrar pela enfermaria, mas sim, pela internação.

Chega o dia 27 de junho. Um novo dia. Noite mal dormida, anestesias... E ainda, platéia: como Dr. Domingos Deláscio era professor da USP, alguns de seus alunos e outros médicos curiosos foram assistir a um parto complicado de mãe diabética com mioma no útero, que engravidou só Deus sabe como, a despeito da pílula e do tumor.

Está chegando... Está chegando... Eu estava naquele lugar quentinho e nem tinha idéia do que estava para acontecer. Eu iria nascer, vir ao mundo, neste mundo...

Às 7:25 da manhã fui retirada do útero, mas nem percebi que me tiraram do sossego e do aconchego. Eu não chorei, não tinha como, porque uma certa coisa apertava meu pescoço: o cordão umbilical. Médicos ficaram nervosos: "Oxigênio! Oxigênio! Depressa!" Minha mãe também percebeu, mesmo sob efeito de anestesia.

Logo que inspirei o oxigênio pela primeira vez, chorei. Berrei de tudo: alegria, júbilo, raiva de sair da "vida boa"... Para alívio dos médicos e, especialmente, da minha mãe.

Fiquei na incubadora por uma semana. Parecia que havia voltado àquele lugar, mas não era a mesma coisa...

Enfim, chegou a hora de ir pra casa. Minha mãe me leva em seus braços, e eu, quietinha, japonesinha, branquelinha, dormia envolta em mantas.

E assim começa minha aventura: VIVER."

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P.S.: Brasil venceu o Gana por 3 a O. Placar idêntico... Será algum sinal divino?

:-P

sábado, 24 de junho de 2006

O GRITO!!!

Eu só queria ser uma pessoa normal e levar uma vida normal.
Eu só queria que na minha vida 2 + 2 fosse igual a 4; 5 + 5 fosse igual a 10...
Eu queria acordar, trabalhar normalmente, voltar para a casa de noite, ficar com a família normalmente, fazer as coisas normais que normalmente as pessoas normais fazem.
Eu queria ter uma percepção normal, ter uma mente normal, um destino normal...

Mas não...
Por que??????

EIS O GRITO!!!!!!!!

Na minha caminhada existem muitas placas confusas e esquinas obscuras.
Tudo tão dual... Por que tantas bifurcações no meio do caminho? Por que ser obrigada a escolher tanto e o tempo todo? A duplicidade é um tormento! A dicotomia também!

Por que tenho que viver atormentada por tantos fantasmas? Qual é o objetivo, oh, vida, de ter que caminhar vendo o que os outros não vem, ouvindo o que os outros não ouvem e, principalmente, lembrando coisas que estão enterradas?

Por que tanta imagem na cabeça? Por que o passado distante ressurge tanto e com tamanha intensidade, a ponto de eu não poder negá-lo em hipótese alguma? Por que ter que saber tanto? Ver armaduras, carroças, espadas, lamparinas, hábitos, penas, o vento... o mar... o navio cruzando o Atlântico... florestas... Por que o passado me assalta tanto? A ponto de poder sentir-lhe o cheiro?

Não é sempre que consigo administrar tanta coisa ao mesmo tempo agora. As dimensões justapostas... o medo de errar... ou da repetição de certos eventos...

E o que ouço? E quando Lilith resolve assumir o comando, assoprando no meu ouvido esquerdo? Tudo tão nítido, tão prontinho, né, Lilith, só falta mesmo a Alessandra misturar tudo...

E por que não me responde o que fazer com tanto papel manuscrito saído da fogueira, por exemplo??

Por que me dar a informação e não me dizer o que fazer com ela? Estou cansada das entrelinhas... Mas, acima de tudo, por que sempre dois??? Dois caminhos, dois destinos, duas polaridades, sempre... sempre...

Como seria simples não saber nada, como a maioria das pessoas...

Alegar ignorância... Como seria mais fácil...

Mas este peso... Que peso... para que ter que sentir tanto e com tanta força?

Que Deus me ajude... A viver pelo menos dignamente entre uma e outra dimensão, circulando sempre... E a entender que o erro faz parte da caminhada...

quarta-feira, 21 de junho de 2006

Hora de rir!

O ZODÍACO E AS LÂMPADAS

Quantos de cada signo são necessários para trocar uma lâmpada???

ARIANOS: Apenas um, mas serão necessárias muitas lâmpadas.

TOURO: Nenhum, taurinos não gostam de mudar nada.

GÊMEOS: Dois (claro). Vai durar o fim de semana inteiro, mas quando estiver pronto, a lâmpada vai fazer o serviço de casa, falar francês e ficar da cor que você quiser.

CÂNCER: Somente um, mas leva três anos para um terapeuta ajudá-lo a passar pelo processo.

LEÃO: Um leonino não troca lâmpadas, a não ser que ele segure a lâmpada e o mundo gire em torno dele.

VIRGEM: Vamos ver: um para virar a lâmpada, um para anotar quando a lâmpada queimou e a data em que foi comprada, outro para verificar a nota fiscal da compra, dez para decidir remodelar a casa enquanto o resto troca a lâmpada.

LIBRA: Bom, na realidade, eu não sei. Acho que depende de quando a lâmpada foi queimada. Talvez só um, se for uma lâmpada comum, mas talvez dois se a pessoa não souber onde encontrar a lâmpada, ou...

ESCORPIÃO: Mas quem quer saber? Por que "você" quer saber? Você é um policial?

SAGITÁRIO: O sol está brilhando, está um dia lindo, nós temos a vida inteira pela frente e você está preocupado em trocar uma lâmpada estúpida?

CAPRICÓRNIO: Nenhum - capricornianos não trocam lâmpadas, a não ser que seja um negócio lucrativo.

AQUÁRIO: Vão aparecer centenas, todos competindo para ver quem vai ser o único a trazer a luz ao mundo.

PEIXES: O quê? Ahn? A luz está apagada?

Na velocidade em que veio, acho que foi quase uma psicografia...

"Escrevi" ou "recebi", não sei bem, esta mensagem no final de 1994.


Eu não acredito na morte;
Para mim, ela não existe.
Não tenho medo da dor;
Pois uma eternidade luminosa me espera.
Não tenho medo do trabalho;
Pois com ele edifico meu templo.
Não acredito nas lágrimas;
Elas somente devolvem o sal à terra.
Não acredito no homem;
Poi ele ainda não se formou, não existe.
Não tenho medo do ódio;
Tenho um escudo e meu objetivo é a candura.
Não acredito na temeridade;
Ela cega e enche o ego de mediocridade.
Não acredito em limites;
O Criador é Infinito.

O Bem mais Precioso

Não, não é o ouro, não são os diamantes, não são os dólares nem o petróleo.

O bem mais precioso de que dispomos é o tempo.

Temos um tempo de vida. Um tempo determinado para cumprirmos tudo aquilo que acordamos em cumprir. Cada minuto desperdiçado é como se fosse uma gota dourada vital indo ralo abaixo. Porém, em compensação, cada novo minuto é uma nova oportunidade que se descortina.

O tempo não volta atrás. O tempo é inalienável, por mais que o "vendamos" na forma de trabalho. Colocamos um preço no nosso tempo, mas, como é possível quantificá-lo através de um valor monetário? Por que o tempo de um "vale" mais que o tempo de outro? E, por mais precioso que seja, por que o desperdiçamos tão frivolamente? Na frente de um aparelho de televisão, passando freneticamente de um canal a outro. Na frente do computador (epa!)...

A lista do desperdício é imensa! Isso sem contar o quanto gastamos cultivando mágoas e rancores desnecessários, pensamentos obsoletos, dúvidas insolúveis, idéias sem cabimento...

Você com certeza já pensou, e com muita raiva, em coisas melhores para se fazer enquanto estava naquela interminável fila de banco, mas, já ponderou sobre o tempo gasto acompanhando novelas, por exemplo? Aquele tempo gasto não volta atrás...

A cada minuto, a partir do nosso nascimento, estamos mais próximos do suspiro final...

Por mais que tenhamos a eternidade na nossa frente, como espíritos que somos, cada segundo gasto é um grão de areia caído na ampulheta de Melquisedec.

Um antigo filósofo japonês disse que o Tempo é o Senhor Supremo do Universo. Disse também que o Tempo é tão poderoso quanto Deus... É o tempo que fecha nossas feridas, que nos traz a maturidade e que dá uma nova visão das coisas. Claro, para aqueles dispostos a ver.

O tempo... Que o Universo nos dê sabedoria para utilizar o bem mais precioso.

segunda-feira, 19 de junho de 2006

Sinceramente?... (comigo mesma)

"O coração tem razões que a própria razão desconhece". (Blaise Pascal)

Bom, o que era doce, acabou mesmo.

Agora vou fazer regime sério: definitivamente, não comer doces - nem bombons salva-vidas - tão cedo.

Contos de Fadas pra Mulheres do século XXI

Uma historinha bem-humorada pra começarmos a semana com o pé direito...

"Era uma vez... numa terra muito distante... uma princesa linda, independente e cheia de auto-estima.

Ela se deparou com uma rã enquanto contemplava a natureza e pensava em como o maravilhoso lago do seu castelo era relaxante e ecológico...

Então, a rã pulou para o seu colo e disse:

- Linda princesa, eu já fui um príncipe muito bonito. Uma bruxa má lançou-me um encanto e transformei-me nesta rã asquerosa. Um beijo teu, no entanto, há de me transformar de novo num belo príncipe e poderemos casar e constituir lar feliz no teu lindo castelo. A tua mãe poderia vir morar conosco e tu poderias preparar o meu jantar, lavar as minhas roupas, criar os nossos filhos e seríamos felizes para sempre...

Nesta noite, enquanto saboreava pernas de rã sautée, acompanhadas de um cremoso molho acebolado e de um finíssimo vinho branco, a princesa sorria, pensando consigo mesma:

- Eu hein?... nem morta!!!!!!!!"

(Luís Fernando Veríssimo)

domingo, 18 de junho de 2006

Eterno (Carlos Drummnond de Andrade)

"Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata!

Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência.
Acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.

Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.

Fácil é perguntar o que deseja saber...
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta.
Ou querer entender a resposta.

Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.

Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma.
Sinceramente, por inteiro.

Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.

Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém.
Saber que se é realmente amado.

Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.

Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.

Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.

Fácil é dizer "oi" ou "como vai"?
Difícil é dizer "adeus".
Principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...

Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.

Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar.
E aprender a dar valor somente a quem te ama.

Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá...

Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.

Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.

Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer.
Ou ter coragem pra fazer.

Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais."


Como sempre, tem certas poesias ou músicas que caem como uma luva... que encaixam perfeitamente...

Preciso mais da Loção Confiança do Santo Herbário. Desapego já!!

sábado, 17 de junho de 2006

Torcida.... (subindo no banquinho, como diz a Laine)

TORCIDA BRASILEIRA

Na verdade...

Torcemos para que os brasileiros tomem consciência de esta é uma nação em construção e que se lembrem disso com carinho todos os dias, e não somente durante a Copa do Mundo.

Torcemos para que os brasileiros façam valer o lema escrito na bandeira.

Torcemos para que os brasileiros dêem uma resposta digna, justa e corajosa nas urnas.

Torcemos para que os brasileiros tomem consciência de que seus direitos e deveres não são castelos no ar.

Torcemos para que os brasileiros saibam que a luta é necessária para se manter a ética e a democracia, e que não adianta só apontar os erros e reclamar ao vento.

Torcemos, enfim, para que os brasileiros se sintam unos com a Pátria todos os dias, lutem em prol de um bem comum todos os dias, se unam para fazer deste um país forte, com instituições sólidas, e, principalmente, que esta força e esperança possa sobreviver às batalhas em campo!

Pérolas dos Marques III

Meu avô já dizia três coisas (não sei se estou repetindo, mas vale e é muito importante frisar hoje):

- Quem muito escolhe, merda recolhe.
- Eu sou de quem me quer.
- A saúde entra pela boca.

Impressionante como tudo isso é verdade verdadeira... Eita, seu Mathias, saudade docê, vô...

quinta-feira, 15 de junho de 2006

Cancioneiro de Elvas (by Alessandra, já que é só a Elaine que escreve aqui!)

Eu e a Elaine adoramos poesias, mas não qualquer coisa.
E, em minhas andanças, encontrei o Cancioneiro de Elvas, anônimo, séc. XVI.
As poesias estão todas em português arcaico. Repare, caro leitor, na sonoridade da língua (ai, gente, sou professora de música, é a sonoridade que chama a minha atenção). E como ela, de repente, não nos faz sentir um comichão que nos religa ao passado.
Mesmo sem entender lhufas, ( ou quase...) imaginamos como deve ser bonito o que está sendo dito!

Parti ledo por te ver.
Parti ledo por te ver
Por la mar de mis pesares,
Allé rebueltos los mares
Temor he de me perder.
Y su furioso zelo
Ansi rebuelve las ondas
Que de las partes más hondas
Muestram arenas al cielo.
Aunq'es cierto el perder
Livre soy se tu mandares
Que si son altos los mares,
Mui mas alto es tu poder.

A quem interessar possa a carapuça:

Toda noite e todo dia
Toda noite e todo dia
Cuido como sou sojeito
Que me não seja proveito,
Satisfaz a fantasia.
Comigo mesmo passando
Maginações namoradas
Poucas horas descansadas,
As mais delas suspirando.
Por que de tal harmonia
É o amor composto e feito,
Que do que não traz proveito,
Lança mão a fantasia.
Cancioneiro Barbieri:
Meus olhos van per lo mare
Mirando van Portugale
Meus olhos van per lo rio...
Não é lindo?

terça-feira, 13 de junho de 2006

Valei-me, Santo Antônio!

Apenas passei por aqui pra dar duas notícias.

Brasil estreou na Copa do Mundo de Futebol e venceu a Croácia por 1 a 0. Joguinho sofrível, truncado, sem-graça. Kaká (que tem uns belos braços e anti-braços, diga-se de passagem) foi o herói da nação hoje.

Em segundo, mudanças à vista por mares nunca dantes navegados... E não é porque é dia do meu padroeiro (fui batizada numa igreja dele) que essas transformações têm cunho afetivo. Não, definitivamente. Em breve, novidades. Assim seja! E que os Anjos digam amém pra nós todos.

PS.: Não consegui vender as imagens do Santo Antônio. Até elas ficam encalhadas no estoque...

:-P

segunda-feira, 12 de junho de 2006

Dia dos Enamorados

Sempre passei sozinha e hoje não foi diferente.

Não acreditam? É verdade. Mesmo com (ex-)namorado ano passado, ano retrasado, ano re-retrasado, foi o mesmo que NADA. Absolutamente NADA.

Pra se ter uma idéia, logo no primeiro Natal que passamos juntos, dei um CD do Madredeus lindíssimo, "Palavras Cantadas," e um porta-retrato. Ele criticou o CD ("perguntasse antes que tipo de música eu gosto!") e guardou o porta-retrato ("aqueles imãs caíram e quebraram..."). O último presente que dei pra ele foi uma pasta para o notebook: "é... é pequena... não tem lugar para se colocar papéis... é... dá pra usar..." - e mais reticências.

(Ranzinza pouco é bobagem. Crítico de nascença.)

Por isso é que eu digo: sempre passei sozinha, com ou sem - digamos - namorados. E não me lamento.

Não cabe a mim fazer apologia que o dia 12 de Junho tem fundo exclusivamente comercial. Não mesmo. Por quê:
1) ainda acredito que vou realizar meu desejo de passar um dia bem feliz - esse ano eu tive um "dia dos namorados" muito gostoso logo no dia 14 de fevereiro, o Valentine's Day;
2) se eu odiar a data, não poderei ganhar 2 presentes em um mesmo mês (dia 27 tá chegando!);
3) a esperança é a última que morre - pretensas sogras com o nome Esperança: não é pronome pessoal, é substantivo abstrato. :-)

Por isso, hoje lanço uma campanha:

Vendo imagem de Santo Antônio para simpatias!
Baratinho!
Até meia-noite desta segunda-feira!
Tenho imagens em tamanho pequeno e médio; 2ª dona; novinhos, mas com algumas lascadas e o outro colado com super-bonder após um pequeno acidente; providencio a retirada e o esconderijo do Jesus Cristinho do colo do Santo; fitas de cores azul e rosa são opcionais de fábrica; satisfação? Ainda não sei se é garantida...
Vai querer?

Para finalizar, encerro esse dia com um dos mais lindos poemas de Vinícius de Moraes: Soneto de Fidelidade.

"De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

domingo, 4 de junho de 2006

Língua de Gato

"Eu no sui drutz mas dompnei
mas so q'iel vuoill m'es tant ahis...
Vauc de talan embroncs e clis, iratz e gauzens m'en partrai
qan veirai c'est amor de loing
mon cor qu'ill tenc rescondut, pois aic son pretz conogut!!..."

Não adianta, não conto o que significa. É uma língua antiga que quero estudar, além de terminar o inglês e fazer espanhol, por mais que eu ache uma lingua feia. Lindo mesmo é o francês... Adoro xingar em francês! Fica tão chique!!...

Vão ficar curiosos mesmo! Somente eu e Alessandra sabemos! Aliás, foi ela que me apresentou a essa língua tão romântica... ehehehe!!

Só que do jeito que ando comendo, a primeira língua que devoraria seria a Língua de Gato da Kopenhägen...

Humpf. Droga, amanhã, segunda-feira, retomo meu regime.

A tradução da poesia eu não conto!

Poema de um Trovador Medieval, JAUFRE RUDEL (…1125-1148…)

Lanquan li jorn son lonc en mai
m’es bels dous chans d’auzels de lonh,
e quan mi sui partitz de lai,
remembra.m d’un amor de lonh;
vau de talan embroncs e clis
si que chans ni flors d’albespis
no.m platz plus que l’iverns gelatz.

Be tenc lo Senhor per verai
que formet cest’ amor de lonh,
mas per un já que m’en eschai
n’ai dos mals, car tant m’es de lonh.
Ai! car me fos lai pelegris,
si que mos fustz e mos tapis
fos pels seus bels olhs remiratz!

Be.m parra jois quan li querrai,
per amor Deu, l’ostal de lonh;
e s’a leis platz, albergarai
pres de leis, si be.m sui de lonh;
qu’aissi es lo parlamens fis
quan drutz lonhdas er tan vezis
qu’ab cortes ginh jauzis solatz.

Iratz e dolens m’en partrai,
s’eu no vei cest’ amor de lonh;
no.m sai quora mais la veirai,
que tan son nostras terras lonh:
assatz hi a pas e camis,
e per aisso non sui devis…
mas tot já com a leis platz.

Jamai d’amor no.m jauzirai
si no.m jau d’est’ amor de lonh,
que melher ni gensor non sai
ves nulha part, ni pres ni lonh;
tant es sos pretz rics e sobris
que lai el renh dels Sarrazis
fos eu per leis chaitius clamatz.

Deus que fetz tot quant ve ni vai,
e formet cest’amor de lonh
mi don poder, que cor be n’ai,
qu’eu veia cest’amor de lonh,
veraiamen en loc aizis,
si que la cambra e’ls jardis
mi ressemblom novels palatz.

Ver ditz qui m’apela lechai
e deziros d’amor de lonh,
que nuls autres jois tan no.m plai
cum jauzimens d’amor de lonh;
mas so qu’eu volh m’es tant ahis:
qu’enaissi.m fadet mos pairis
qu’eu ames e non fos amatz.

Mas so qu’eu volh m’es atahis
tot sai mauditz lo pairis
que.m fadet qu’eu non fos amatz!

sábado, 3 de junho de 2006

Perguntas e Respostas - Parte II

Por quê será que quando eu fico triste, eu não como, mas quando eu fico nervosa, eu como?
- Mistérios do meu estômago.

Por quê quando estou nervosa eu gosto de pintar as unhas de vermelho?
- Mistérios ocultos.

Por quê quando a gente fica nervosa a intuição tem interferência?
- Mistérios de antenas em dias de tempestade...

Tostines vende mais porque é fresquinho ou é fresquinho porque vende mais?

"Umbral" astral

É pra não dizer Inferno Astral.

Toda vez que chegamos próximo ao nosso aniversário, os estudiosos em Astrologia dizem que estamos nesse buraco.

Momento de reflexão.

Ooommmmmmm...

É, digamos que esse urgh tenha começado semana passada, exatamente um mês antes do meu ano novo. Passei uma semana de mau humor, brava, chateada, tolerância zero. Se bem que houve colaboradores para esse estado de espírito... Tudo bem, isso é problema de junta: junta tudo e joga fora.

Novamente, entrei na fase introspectiva, com apenas uma diferença, que me deixou preocupada: não teve bombons salva-vidas dessa vez. Quando ainda estava em Jundiaí, minha prima fez brigadeiro e não adiantou; comi quindim outro dia e não resolveu; comi uma torta de chocolate branco com Bis e... nada. Hummm... não comprei Passatempo Recheado... Tenho que resolver esse meu pequeno problema.

Se bem que acabei de fazer um Arroz Doce, com direito a leite condensado e leite de côco... raspas de limão... canela.... Será que resolve?

Não sei se é frio ou o quê, mas ando comendo bem mais do que poderia. Não sou eu que sou Formiga Atômica, não sou eu! Raios duplos!

sexta-feira, 19 de maio de 2006

Hoje meu computador experimentou chocolate quente...

Desde pequena, sempre fui fascinada por tudo que era tecnologia. Adorava tudo o que tinha botão pra apertar, barulho pra fazer, choques pra levar. Tudo quanto era novidade em eletrodoméstico ou eletrônico era comigo mesmo: primeiro ligava e fuçava pra depois ler o manual - mesmo assim, só pra tirar dúvidas.

Meu primeiro contato com um computador foi na extinta e falida Mesbla (ah... isso é um post à parte, porque era nosso lazer de fim de semana, nos idos dos anos 80, para o tédio e raiva do meu pai e a delícia da minha mãe).

Lembram-se daqueles computadores de tela verde, pequenos, com monitores de 12 polegadas... Nem tinham sistema operacional de mané Windows, era tudo no DOS... Fabricados pela IBM, que eu me lembre. Eu e meu irmão fugíamos da companhia paterna pra ficar ali, em frente a um deles, só pra escrever nossos nomes e apertar a tecla enter e aparecer: error ou failed. Ou jogar Pong, um dos únicos jogos disponíveis na época.

No entanto, aqui em casa as inovações tecnológicas sempre chegaram depois que estavam há anos no mercado. Meu sonho de infância era ter um ATARI pra jogar Pac-Man, Enduro, River Raid, Asteroids e Space Invaders.... mas ganhei um Merlin e o Cubo Mágico (e quem completou foi minha irmã) , além das bonecas, é claro.

Em função disso, eu baixava na casa de um amigo meu onde era exatamente o contrário: foi lá que eu conheci o que era um som com CD Player, vídeocassete, walkman (juro!), microondas, as versões do Word - 2.1 (isso é que dinossauro!), 3.1 e 4.1 (os trabalhos de faculdade eram feitos onde?, ehehehe), bem como foi lá que acessei pela primeira vez a internet, com aquele som característico do modem sendo conectado. É mole?

(As outras versões do Word eu as conheci fazendo estágio e, depois, com meu próprio pc).

Quem acompanha meu blog, sabe que em um dos primeiros posts que publiquei escrevi que eu sou uma viciada confessa por computador e, mais especificadamente, pela internet. E todo mundo sabe que não se deve comer em cima de aparelhos eletroeletrônicos.

Bom. Fiz todo um intróito pra contar uma coisa praticamente diversa do meu afã por tecnologia (menos, Elaine, num é taanto assim)... É que meu pai, por ser um engenheiro eletro-mecânico, sempre nos educou para fazer diuturnamente a manutenção de equipamentos. Sempre fui diligente e cuidadosa, mas como é de conhecimento geral da Nação, eu não desgrudo (exagerada! também não é assim, né?) da frente do monitor.

Para quem trabalha em frente ao computador o dia inteiro, confesse: você nunca alimentou seu teclado com migalhas de pão, biscoitos, água e afins, pizza, pão de queijo e barra de chocolate?

Eis que estava eu, aqui, sentada, tomando um chocolate quente gostoso que tinha acabado de preparar, já que combinava com o frio que ainda faz em Belo Horizonte. Tocou o telefone e era minha amiga Flávia - pra quem dei suporte técnico de instalação de programas o dia inteiro (outra profissão a seguir, eu dou jeito pra coisa. Se num der certo no Direito, vai o Esquerdo). Atendi e fui colocar a xícara em cima da mesa do pc, lotada de papéis do meu trabalho... De repente, por tê-la colocado em cima desses papéis, não vi que a dita mesa estava mais ao fundo e... a xícara cai e faz escorrer seu precioso líquido e muito quente... em mim, na torre, no armário, no chão... e no fatídico teclado.

Resultado: tudo tá funcionando. Mesmo limpo, o teclado ainda está cheirando a chocolate, mas a barra de espaço ligeiramente quebrou ao tentar recolocá-lo no lugar. Quanto à torre, eu ainda não a abri pra saber o que caiu lá dentro, já que a disqueteira ficou grudada...

Moral da história: eu devo escutar mais meu pai. Porém, como diria um amigo meu, agora eu vou poder escrever palavras mais doces!

Será?

terça-feira, 16 de maio de 2006

Perguntas e Respostas - Parte I

Por que será que pessoas reconhecidamente cabeças-duras custam a acreditar que nem tudo foi por ter feito "doce"?
- Não foi doce, foi reconhecimento de terreno!!!

Por que será que pessoas extremamente ansiosas gostam de ficar observando o leite ferver ao invés de saber esperar?
- Odeiam frustrações...

Por que será que pessoas receosas custam a colocar novamente a mão no fogo?
- Mistério!! Eu também não sei!... Bem... Será que elas estão fazendo "doce"?

Quem nasceu primeiro: o ovo ou a galinha?

segunda-feira, 15 de maio de 2006

Dia das mães (recebi o texto e coloco aqui)

Uma homenagem à minha mãe, que deseja ardentemente que eu saia de casa o mais breve possível... Hoje, pelo menos, seus ânimos estavam assim; amanhã, talvez; depois, eu não sei, pode ser que ela me amarre aos pés da cama.

Mãe, te amo.

Você um dia sonhou comigo...
E me amou antes que eu existisse;
Você se alegrou com a minha chegada ao mundo, como alguém que recebe um lindo presente;
Você me acolheu, me alimentou, me educou.
Você acompanhou meu crescimento...
E curtiu comigo a vida no dia-a-dia.
Mãe, você é muito gente: acredita no bem, na lealdade, na amizade.
De fato, meus amigos são também seus amigos.
Você é exemplo de fé e esperança, que me dá muita força e coragem para vencer na vida.
Você é a esposa dedicada que tudo faz só por amor.
Seus gestos de bondade, sua prontidão em perdoar, sua atitude sempre amável enchem minha vida de gratidão por você.
E num caloroso abraço meu coração lhe diz, em oração:
"Mãe, que Deus a abençoe e proteja sempre!"

domingo, 14 de maio de 2006

Ufa, voltei!

Depois de um longo e tenebroso inverno sem escrever, estou de volta.

Além da falta de inspiração que me ocorreu no final do mês passado, tive muito trabalho e fiquei uma semana fora do MEU pc (estava em Sampa, ô dilíxia), o que me deixaram desconectada do mundo virtual.

Ok, mais ou menos, mas tem certas coisas que só seu computador te entende ou só no seu pc que você consegue fazer determinadas coisas... Ô coisas... É a mesma história do banheiro da sua casa, é verdade.

Daqui a pouco eu viajo de novo. E trabalhando muito e bastante. Não necessariamente nessa ordem, mas pode acontecer tudo ao mesmo tempo agora, ehehehehehe...

Home sweet home, mas queria mesmo estar fora de casa... Mas com o meu pc, minhas COISAS, e sei lá mais o quê.

:-P

sábado, 29 de abril de 2006

O que não é Amor (texto lindo, meu amigo, adorei!...)

Já se falou tanto em amor, amizade e paixão...
Que tal falarmos do que não é amor?

Se você precisa de alguém para ser feliz,
isso não é amor.
É CARÊNCIA.

Se você tem ciúme, insegurança
e faz qualquer coisa para conservar alguém ao seu lado,
mesmo sabendo que não é amado,
e ainda diz que confia nessa pessoa,
mas não nos outros, que lhe parecem todos rivais,
isso não é amor.
É FALTA DE AMOR PRÓPRIO.

Se você acredita que "ruim com ela(e), pior sem ela(e)",
e sua vida fica vazia sem essa pessoa;
não consegue se imaginar sozinho
e mantém um relacionamento que já acabou
só porque não tem vida própria
- existe em função do outro -
isso não é amor.
É DEPENDÊNCIA.

Se você acha que o ser amado lhe pertence;
sente-se dono(a) e senhor(a) de sua vida e de seu corpo;
não lhe dá o direito de se expressar,
de ter escolhas, só para afirmar seu domínio,
isso não é amor.
É EGOÍSMO.

Se você não sente desejo; não se realiza sexualmente;
prefere nem ter relações sexuais com essa pessoa,
porém sente algum prazer em estar ao lado dela,
isso não é amor.
É AMIZADE.

Se vocês discutem por qualquer motivo;
morrem de ciúmes um do outro
e brigam por qualquer coisa;
nem sempre fazem os mesmos planos;
discordam em diversas situações;
não gostam de fazer as mesmas coisas ou ir aos mesmos lugares,
mas sexualmente combinam perfeitamente,
isso não é amor.
É DESEJO.

Se seu coração palpita mais forte;
o suor torna-se intenso;
sua temperatura sobe e desce vertiginosamente,
apenas em pensar na outra pessoa,
isso não é amor.
É PAIXÃO.

Agora, sabendo o que não é amor,
fica mais fácil analisar, verificar o que está acontecendo e
procurar resolver a situação.
Ou se programar para atrair alguém por quem sinta carinho
e desejo; que sinta o mesmo por você,
para que possam construir um relacionamento equilibrado
no qual haja, aí sim, o verdadeiro e eterno amor.

Meu pai disse-me um dia:

"Filho... você terá três tipos de pessoa na sua vida:

- Um AMIGO,
aquela pessoa que você terá sempre em grande estima,
que você sabe que poderá contar sempre;
que bastará você insinuar que está precisando de ajuda
e a ajuda está sendo dada;

- Uma AMANTE,
aquela pessoa que faz o seu coração pulsar;
que fará com que você flutue
e nada importará quando vocês estiverem juntos;

- Uma PAIXÃO,
aquela pessoa que você amará,
desejará incondicionalmente,
às vezes nem lhe importando se ela lhe quer ou não,
e talvez ela nem fique sabendo disso.

Mas, se você conseguir reunir essas três pessoas numa só
- pode ter certeza meu filho:
- Você encontrou a felicidade."

(Augusto Schimanski - 1928/1973)

sábado, 22 de abril de 2006

Bloqueio criativo

Essa semana, em plena lua cheia, eu tive isso.

Aliás, não tive.

A profusão de idéias era tamanha e elas estavam correndo à solta, mas os Todos Problemas Misturados não me deram a paciência suficiente para capturá-los e colocá-los em ordem desejável. Nessas horas eu queria ter uma plaquinha com o seguinte aviso: "Sorria! Você está prestes a ser fulminado".

Bom, ninguém matou ninguém, entre mortos e feridos salvaram-se todos e, agora, tudo está no seu ritmo normal.

Eita lua que altera até a ponta do fio do cabelo...

Ainda bem que chegou a Minguante! Aleluia!

No lotação

"Levantei-me com o pé esquerdo naquele dia. Tudo dera errado: o despertador atrasou, o chuveiro queimou, derramei meu café na minha blusa, o carro não funcionou. Então, fui obrigada a ir de ônibus para o escritório, que é a coisa mais deprimente deste mundo, mas se quiser sentir calor humano, esse é o local mais apropriado. Sabia que iria chegar atrasada, pois o motorista não tinha pressa, só eu.

Ainda bem que o ônibus não estava lotado e pude sentar-me. Estava aborrecida, irritada. Tentei cochilar e estava quase conseguindo, quando ouvi uma conversa que me deixou arrepiada:

- Por que será que ela fez isso? - idsse um homem que estava atrás de mim.

- Eu não sei... Mas trair-lhe com seu melhor amigo, fazê-lo de idiota... Essa eu não deixava... Mataria a esposa e o amigo - disse o outro homem, com uma voz extremamente rouca. - Eu a deixaria trancada em casa, arrancaria suas unhas, cortava seus longos cabelos... o quê é que você acha, Carlos?

- Será? Não é muita ruindade para uma pessoa só, Marcos?

- Xiiii... Fica quieto... Não fale o meu nome aqui... já pensou se soubessem? - sussurrou Marcos - Bom, acho que irei colocar isso no plano.

Os dois começaram a conversar amenidades, mas eu fiquei pasma! Tramando um assassinato aqui, dentro de um ônibus, onde qualquer um poderia escutar, como eu escutei! E ainda numa frieza incrível! Ah, não, essa eu não deixo... Irei ao primeiro posto policial fazer uma denúncia. Mas... e se pedirem um retrato falado? Nem vi o rosto deles ainda!...

Ainda estava perdida nos meus pensamentos, quando Marcos, aquele da voz rouca, disse:

- Será que é um bom tema para o meu mais novo livro policial? Será que irá agradar ao público?

Carlos respondeu:

- Acho que sim, pois a história é de arrepiar e parece até convincente, viu? Tá bom pra caramba, sô!

- Obrigado - agradeceu Marcos.

Então não era o que eu pensava! Ele era um escritor policial e eu pensando que era um assassinato! Eu preciso conter meus pensamentos, pois tenho uma imaginação fértil demais.... Preciso tomar cuidado com tudo que ouço por aí! Porém, até que um dia, em outro ônibus:

- Você acha que eu devo estrangular, esquartejar ou decapitar?"

**Redigido por mim em Maio/Junho de 1989.

domingo, 16 de abril de 2006

Pra rua me levar (Ana Carolina)

"Não vou viver como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
Às vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

(...)

É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir..."


** Por que existem músicas tão precisas?

Eu cantava essa musiquinha!...

Analisando a música do Coelhinho da Páscoa:

De olhos vermelhos, (O bicho tava doido)
De pêlo branquinho, (Deve ser coroa também)
De pulo bem leve, (boiola)
Eu sou o coelhinho, (Aqui ele faz gênero, coitadinho)
Sou muito assustado, (uuuuuuuuh.... nooossa!)
Porém sou guloso, (tipinho cínico)
Por uma cenoura... (hehehe... tô sabendo...)
Já fico manhoso (definitivamente boiola)
Eu pulo pra frente, eu pulo pra trás (versos altamente eróticos)
Dou 1000 cambalhotas (Kama Sutra perde)
Sou forte demais! (pit-bicha!)
Comi uma cenoura (agora chegou onde eu queria)
Com casca e tudo (guloso vc hein?)
Tão grande ela era... (aiiii.... como era grande... uiuiui...)
Fiquei barrigudo!!! (Aaaaaaahhh bom, era coelha!!!)

Feliz Páscoa!!!!

Mensagem séria de Páscoa

Recebi de uma amiga e retrasmito. Muito linda e encaixa muito bem à minha insônia de hoje.

"Páscoa é ser capaz de mudar,
É partilhar a vida na esperança,
É lutar para vencer toda sorte de sofrimento.

Páscoa é dizer sim ao amor e à vida,
É investir na fraternidade,
É lutar por um mundo melhor,
É vivenciar a solidariedade.

Páscoa é ajudar mais gente a ser gente,
É viver em constante libertação,
É crer na vida que vencer à morte.

Páscoa é renascimento, é recomeço,
É uma nova chance pra gente melhorar
As coisas que não gostamos em nós.

Para sermos mais felizes por conhecermos
A nós mesmos mais um pouquinho e vermos
Que hoje somos melhores do que fomos ontem."
(desconhecemos a autoria)

Cada um recebe de acordo com o que dá.
Se você der ódio e indiferença, há de recebê-los de volta.
Mas se der atenção e carinho, há de ver-se cercado de afeto e amor.
Ninguém se aproxima do espinheiro, por causa dos espinhos, nem do lodo, porque suja.
Mas todos apreciam permanecer perto das flores, que espalham beleza e perfume.
Cada um recebe de acordo com o que dá.

Feliz Páscoa!

Páscoa

Neste final de semana comemoramos os 90 aninhos de juventude da minha avó.

Éramos, ao todo, 21 familiares em torno da Veínha, que se emocionou muito ao ver seus netos que há muito tempo não os via e bisnetos (dos 6 que tem) que ainda não os conhecia, como o Vinícius, filho da Karina, de apenas 1 aninho!...

Lauto almoço: arroz (para um batalhão de pessoas), salada de alface-tomate cereja-kani, lasanha de molho branco, lasanha de abobrinha, pesto de berinjela, creme de cogumelo shitake, salpicão, torta de frango, frango assado,... Será que me esqueci de algo?

Exagero é também marca registrada dos Marques, tanto na comida quanto no resto...

Ah! Com direito a um bolo confeitado de 2 andares (que ainda quero aprender a fazer), onde o primeiro andar foi devorado em questão de "segundos" - família que tem uma fome de leão pra doces...

Alessandra esteve aqui, mas não pôde deixar seu recadinho neste blog porque esqueceu a senha (juro que não sei qual é, juro!). Não quebramos nosso recorde de dormir às 7 da manhã, porque a idade chegou e o sono também - prepare-se, Lê, dia 08/05 eu tô aí!....

Quem não veio, perdeu a farra. Como diz a música da Ana Carolina:

"É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre
É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua

É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade...

É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores..."

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Vó Ananiza Motta Marques

É obvio que no aniversário de seus 09 anos eu não iria deixar passar em branco sem ao menos um post...

Alguém pergunta: "9 anos? Como assim? É 90!"

Não, é 9, com direito a gol de placa.

Meu avô nunca se esqueceu dos aniversários dos filhos, netos e bisnetos (mesmo doente). Ele sempre nos ligava e nos dizia: "hoje você está fazendo 72 anos, né?". Sempre invertia os números e isso era sua marca registrada.

Minha vó completa hoje 90 anos. A veínha, carinhosamente chamada assim por nós, sobreviveu a muita coisa. Sua história de vida realmente daria um livro, bem como a do meu avô. Saltando as partes que dariam um bom romance, foi ela quem cuidou de mim quando bebê enquanto minha mãe ficava no hospital; ensinou-me a fazer crochê, com direito ao dedo indicador da mão esquerda levantado e óculos na ponta do nariz (o que era motivo de gozação do meu avô); ensinou-me a fazer bolo ("você tem mão boa, coração bom, aproveite!"), estimulou-me a ter dons artísticos e a gostar de plantas. Foi ela quem me recebeu em casa e me pegou no colo pela primeira vez depois que sai do hospital, acompanhada do "babai" Roberto.

Sempre cheirosinha, sempre vaidosa, sempre dorminhoca no sofá, sempre fazendo coisas gostosas pra gente comer. Católica fervorosa, suas preocupações para com a família sempre foram resolvidas depois de passar muitas noites insone de tanto rezar. Fugiámos de sua bengala quando ficava brava, mas éramos os primeiros a pegá-la pra brincar de cavalinho - isso deixava ela doida ainda mais atrás de nós. É dela o bordão "tadinha!" e "ah!", é dela o olho mais gordo de nos enxergar ("nooossa, você engordooou!"), é dela o carinho quando teceu e nos presenteou as lindíssimas e pesadas colchas de crochê, é dela a vontade de nos ver felizes ("eu vou rezar muito, pedir muito a Deus pra você ser feliz, viu?"), é só dela o amor que mantém pelo meu avô, Mathias Marques, já que ficaram juntos por mais de 61 anos.

Vó, minha mãe duas vezes... ainda bem que está aqui conosco. Vou te curtir de montão até o final. E repito aqui o que falo toda vez que te coloco na cama: EU TE AMO. Muito.

Sua Cocota

Intervalo

Depois do meu destempero epistolar, voltemos à programação normal.

terça-feira, 11 de abril de 2006

Aviso ao(s) navegante(s)

Eu tenho 31 anos, quase 32. Não tenho 15.
Escrever sempre foi e sempre será a minha terapia. Comecei a escrever livros (mas nunca tive coragem pra terminá-los) aos meus 13 anos.
Problema de quem acha que isso é inútil ou perda de tempo.
Não tenho grandes pretensões literárias, só que a vida dá voltas...
Criei isso pra que eu possa me divertir e mostrar o cotidiano e o trabalho com outras cores. Sei que não agradará a gregos e troianos, mas num tô nem aí com críticas.
Pelo menos eu não crio uma personagem ilusória e irreal (redundante, mas vamos lá) para "arrebanhar ovelhinhas para o céu" nos chats da vida, perdendo tempo pela madrugada afora.
Deverias procurar outras soluções mais criativas pra sair da lama que te afundas.
Ah, eu procuro emprego pela internet.

E tenho dito.

Oração diária da mulher

"Querido Deus,
até agora o meu dia foi bom:
Não fiz fofoca, não perdi a paciência, não fui gananciosa, sarcástica, rabugenta, chata e nem irônica.
Controlei minha TPM, não reclamei, não praguejei, não gritei, nem tive ataques de ciúmes.
Não comi chocolate.
Também não fiz débitos em meu cartão de crédito e não dei cheques parcelados.
Mas peço a sua proteção, Senhor, pois estou para levantar da cama a qualquer minuto.
Amém!"

OBS.: Ainda não estou de TPM. E já acordei há um tempão. Quanto ao resto? hehehehehe...

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Profissão errada? - parte 2

Nesses últimos meses, desde agosto do ano passado (mais precisamente), tenho sido a animadora e conselheira jurídica de amigas e primas em processo de separação, seja de casamento, namoro, união estável, etc.

(Pra quem não sabe o que é união estável, a definição popular é juntar os trapinhos).

Como ouvi e ainda ouço tanta coisa - principalmente em razão de atuar na área do Direito de Família - vire e mexe eu acho que dou jeito também pra psicóloga. Na verdade, estou criando uma profissão nova: psicolawyer (assim fica mais chique).

O dia mais marcante foi quando eu disse pra minha cliente minha que o ex-marido dela era gay. Primeiro, ela me contou do primeiro ex, de quem cobramos a pensão do filho. Quanto ao segundo, tudo o que ela me falou - eles têm uma filha - não fazia sentido diversas atitudes que o cara mantinha e mantém depois do término do relacionamento.

Falei assim: "ele é gay". Dias depois: "Elaine, confirmou. Você não imagina o alívio que estou sentindo com isso, muito obrigada!"

Não sei se deu pra entender o que estou querendo dizer, mas também tenho feeling de psicóloga. Ou cartomante.

Afinal, por quê fui fazer Direito?? Aguardem.

PS.: a denominação "animadora" fica por conta do fato de ter me tornado dama-de-companhia de uma amiga recém-separada. Ela me arrasta pra tudo quanto é canto da cidade. ;-)

Astrologia

Eu e Alessandra, desde novinhas, adoramos tudo o que é esotérico. Aliás, esotérico pra mim não é uma palavra que soe bem, porque temos uma sensibilidade bastante desenvolvida e preferimos chamar tudo de ligeiramente esotérico.

Bem, a razão deste post é simples, porque saiu pra mim essa semana no site da Delas: "Os muitos planetas em signos de ar movimentam a sua vida interior e aumentam a sua necessidade de transmitir os seus sentimentos. Apesar da tensão entre Plutão e Marte, o céu está fornecendo uma dose extraordinária de inspiração e ajudando você a encontrar a chave que permite comunicar emoções: a linguagem" (péssima mania de advogados, mas tenho que dizer: grifo nosso - meu, aliás).

Talvez seja por essa conjunção aí - Plutão é mistério, rege Escorpião; Marte é guerreiro, rege Áries - tá dando o que falar... Aliás (aahhhh.....), agora entendi tudo...

E vocês aí fiquem pensando o que entendi tudo. Uma ótima razão pra deixar alguns comments.

domingo, 9 de abril de 2006

Profissão errada?

Depois de algumas postadas - isso é lá termo de blogueiro? - acho que tenho jeito pra coisa. Brinquedinho novo a gente se diverte, num é?

Tive um feeling de jornalista e descobri três coisas que eu não posso fazer aqui:
primeiro
- fazer desse blog um muro de lamentações;
segundo
- não contar tantas coisas pessoais;
três
- não xingar ex-namorado (droga... é tão divertido!).

Ah! A quarta: escrever pouco, utilizando bem a objetividade.

Droga, ser prolixo é sinônimo de advogado. :-(

Liberdade

"Amo a liberdade.
Por isso, as pessoas e coisas deixo-as livres.
Se voltarem, é porque as conquistei.
Se não, é porque nunca as tive".


(Eu em processo de desapego. Chris, mais loção Confiança aí do Santo Herbário vai bem).

sábado, 8 de abril de 2006

"Fui me recompor e já volto"

Hoje eu acordei com gosto de cabo de guarda-chuva molhado na minha boca. Bom, nunca o experimentei, mas essa sensação ingrata persistiu por várias horas, deixando-me com os pés culpados sem ritmo (nossa, viajei com Careless Whisper do George Michael agora).

Uma das razões de ter aberto esse blog Freud explica. Ô, se explica. Aliás, minha terapeuta vai achar o máximo-porém-péssimo estar ocupando meu precioso tempo em algo tão criativo (pelo menos vou estar, enfim, canalizando as minhas energias criadoras do 2º chackra, como ela fala), mas que vai me custar um puxão de orelha por não estar mexendo com a page do Santo Herbário que criei pra ela.

Ooops, pausa para propaganda:

Santo Herbário é o resultado do fascinante estudo que ela e seus amigos tiveram na manipulação de ervas para tratamento psicoterápico, fruto de muita observação na leitura corporal e comportamental. Fui e continuo sendo cobaia, mas a mudança na minha vida foi eficaz. Faço a propaganda com o maior prazer, mas tenho que inserir o conteúdo dos produtos dela na page. Depois eu passo link... Aliás, alguém pode me dizer como faço pra inserir os links que visito?

Depois de algumas elocubrações a respeito do que ando fazendo nesses meus 31 anos - puxa, como se eu não pensasse nisso toda vez que vou na terapia - descobri... Ah, sei lá o que descobri, só sei que terça-feira a Christina vai cansar de me ouvir.


Os Marques

Esta família tradicional mineira já nasceu com a língua pegando fogo e com o cérebro em estado de comichão!
Culpa da mistura implacável dos elementos fogo e ar (falando de astrologia, é claro!) , que faz com que a mente trabalhe muito rápido. A língua não resiste, ricocheteia, e lá se vai!
Tal qual uma Ferrarri, que vai de 0 a 100 em 10 segundos, nós, que temos este sangue que ferve integralmente, agimos assim!
Quando nos damos conta, lá se foi uma pérola, um xingamento, um praguejamento, uma tirada de sarro, uma gracinha, um comentário que muitas vezes substitui anos de terapia! Criativa, original, engraçada, mas principalmente muito, mas muito ferina mesmo!
Quem cair nas malhas dos Marques está danado!
Somos assim! Uma mistura de portugueses com verve moura originários de Vizcaya , o que há de mais puro do espírito ibérico, com fortes reminiscências além-mediterrâneo, que ecoa do alto das mesquitas!
Impulsividade é o nosso nome!
Quando penso no lado português da minha família (tenho um lado italiano, também!), vêm-me à cabeça emoções fortes, sensações ímpares. Nada é "neutro" entre os Marques. Entramos de cabeça em tudo, principalmente nas emoções e nos dramas...
Benvindos a uma pequena amostra do poder do nosso sangue! Se estamos escrevendo aqui neste momento, é por culpa da veia literária do nosso querido avô, cujo gosto pela leitura e escrita passou para todas as gerações. Mas escrevo apenas para deixar minhas impressões, sem a pretensão de me considerar uma "escritora", quem me dera!
Sirvam-se-se à vontade do fogo e do ar!

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Manias

Quanto mais a gente fica velho, algumas manias surgem pelo caminho.

No meu profile, eu disse que me entupo de passatempo recheado. É verdade, mas só de vez em quando. Juro! Não posso exagerar, tenho que me cuidar, não pela estética, mas pela saúde. Descobri o passatempo pelos idos de 1994 e sempre que tinha fome de chocolate eu comprava um pacote. No início, ele era mais recheadinho de chocolate alpino; hoje num dá nem pra lamber direito e deixar o biscoito: você tem que comer tudo.

Hoje eu tive vontade de afogar minhas mágoas no passatempo recheado. Comi o pacote sozinha, numa sentada. Tem gente que prefere sair, beber, dançar, comprar, escrever (ooops, esse blog surgiu depois de comer 6 bombons-salva-vidas), eu prefiro comprar o passatempo.

(Não se preocupem: quando tô deprê, eu emagreço. Eu nem como).

Tenho um péssimo hábito que está matando de raiva minha mãe todos os dias: como trabalho em casa e dentro do meu quarto, logo que acordo eu ligo o pc - que está ao lado da minha cama. Toda vez que o ligo, toca um som de interfone por causa do telefone do skype. Minha mãe, todo dia, pergunta se é interfone, vai até lá e não tem ninguém. Tadinha.

Depois de ligá-lo, eu tomo meu café: em frente ao pc. Minha mãe: "Toma esse café direito! Senta à mesa!". Ah... Adoro ver descarregar meus e-mail's , abrir mais de 10 páginas no netscape, ler meus jornais diários on line, ver quem me postou no orkut, fuçar orkut alheio, ver quem tá on line no MSN, quem acordou cedo ou tarde... Juro que sempre passo um aspirador no meu teclado e deixo-o limpinho.

De repente, minha mãe, de novo: "Você ainda não terminou seu café! Aqui não é hotel!". Isso porque esqueço da vida em frente ao pc. Fico de pijama, trabalho de pijama de manhã (isso quando não tenho que sair correndo para algum compromisso ou audiência ou se tenho que resolver algo mais sério dentro de casa, já que sou síndica). Mas é sério, o povo resolve me ligar justamente na parte da manhã; tem cliente que adora me acordar! 8 da manhã eu tô abrindo os olhos!

Ultimamente estou com mania de ligar pra minha prima e minha amiga quando elas estão dormindo. Acordei as duas várias vezes nesses últimos dias. E não foi de madrugada; são elas que dormem cedo. Dez e meia da noite é cedo? Pra mim não é. Eu e minha mania de dormir depois de uma hora da manhã.

PS.: Esse blog tá virando minha última mania. Vem tanta coisa na cabeça pra postar, pra escrever, que tô achando que fiz profissão errada. Meus processos estão aqui me olhando, pedindo que eu coloque uma petiçãozinha irônica em cada um deles. Ih, mania de coleção de processo parado...

PS.2: Já repararam que também tenho a péssima mania de irritar minha mãe. Tadinha.

Pérolas dos Marques II

* Respeito é bom e conserva os dentes.
* Quem troca o certo pelo duvidoso, amanhece molhado.
* Nunca mais deixe alguém te fazer de idiota ou te colocar debaixo do pé da minhoca.
* Quem com cães se deita, com pulgas se levanta.
* Urubu nunca desce do céu sozinho. Quando vêm, vêm em bando, mas tb quando revoa, revoam todos.
* Cuide-se antes que o urubu resolva te abraçar.
* O homem, quando não presta nem pra varrer um chão, vai ser policial.
* Não cai uma folha da árvore sem que Deus queira.
* Antes um drama incerto do que uma tragédia garantida.
* Pra saber viver junto, tem que comer junto um saco de sal.

Pro meu amigo que acredita no amor à primeira vista

"O sucesso de um casamento requer algo mais do que encontrar a pessoa certa: é ser a pessoa certa".

Número 7

Olha só o que acabei de reparar... Eu comecei a escrever num dia 07....

Adoro número 7. Nasci num dia 27, às 7:27 da matina. Mas o 7 nunca me persegue, mas sim o 5 e o 9, cuja soma dá 14, que é o dobro de 7. Minha OAB começa e termina com 7. Meu namoro terminou há 7 meses (corrigindo, 8; só queria que fosse o 7....)

;-)

Hoje tô assim... Fazer o quê....

"Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso porque já chorei demais.

Hoje me sinto mais forte,
mais feliz, quem sabe?
Eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei.
(...)
Penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha e ir tocando em frente.

Como um velho boiadeiro levando a boiada, eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou...
ESTRADA EU SOU.

Todo mundo ama um dia,
todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora.

Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si carrega o dom de ser capaz e ser feliz."

(Tocando em frente – Almir Sater e Renato Teixeira)

Pérolas dos Marques

Prometi pra Alessandra que iríamos publicar as pérolas dos Marques.
Para os mal informados, Marques é sobrenome da família portuguesa mais espanhola que sabemos que exista.... Meu avô costumava falar muita coisa sábia por curtas frases e pretendemos listá-las.

Ele adorava falar:

- A saúde entra pela boca.
- Eu sou de quem me quer.
- Quem muito escolhe, merda recolhe.

São alguns, eu tenho que lembrar deles...

Ô Vô, o senhor faz falta, querido....

Resolvi colocar minha veia de escritora em prática...

Depois de comer seis bombons que meu pai trouxe de um coquetel que ele foi, decidi escrever um blog.

Afinal, há algum tempo, desde que passei a conversar novamente com minha querida prima Alessandra, minha veia de escritora vem se reacendendo.... Nós duas trocávamos cartas e mais cartas, longas cartas.... Confidências, conselhos, xingamentos, desabafos. Nessa época, isso era nossa terapia, já que não pagávamos um analista... Experiências de duas adolescentes, vivendo quase os mesmos problemas, acalentávamos os ânimos alheios através dessas enooooormes cartas. Enoooormes mesmo, porque chegamos a traçar mais de 100 - isso, você leu certo, 100 - páginas, frente e verso, de todos os assuntos.

Quanto tempo durava pra escrever? Em torno de 6 meses. Quanto tempo durava pra ler? Meia hora.
Há quanto tempo estão guardadas as cartas? Há mais de 15 anos. Nossa amizade? Desde que nascemos (ou antes).

Já que não trocamos mais cartas, quiçá e-mail's (eu prefiro muito mais o telefone, já que hoje sou eu quem paga minhas contas de telefoneS), pretendo colocar aqui tudo aquilo que, de alguma forma, estivesse escrevendo pra ela.... Como se fosse aquele bons e "velhos" tempos... Tanto é que a frase-título é dela, que vale para o mico que vou pagar... ou melhor, o gorila que vou financiar - ele ainda canta, dança e pula!! Ah, e do endereço também.

Bem-vindos a todos.